quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Randomicidades do mês: dez/2017

Dezembro foi um mês atípico porque não li tantos livros, mas vi relativamente muitos filmes e séries, em parte porque comecei algumas leituras que vão demorar para acabar e porque viajei e acabei vendo um monte de filmes com a família para aplacar o tédio.

Leituras


Tenderness – Robert Cormier
Depois de ler The Chocolate War (resenha), fiquei empolgada para conhecer outros livros do autor. A premissa me pareceu muito interessante: um jovem serial-killer é libertado da prisão e conhece uma adolescente que fugiu de casa e tem uma estranha obsessão por ele. No entanto, me decepcionei um pouco com a história. O relacionamento entre os dois não me convenceu, e a garota toma umas atitudes impensadas bem irritantes. Ainda assim, acho que o autor conseguiu criar uma história impactante.
Nota: 3


Coração de mãe – Jodi Picoult
Paige tem o seu primeiro filho e não se sente nada preparada para cuidar dele. Assombrada pelo próprio passado e por sua mãe, que abandonou a família quando Paige ainda era criança, ela teme ser incapaz de ser uma mãe de verdade. O livro é interessante ao mostrar as dificuldades da personagem de se adequar ao papel que a sociedade espera dela como mãe, mas achei a história um tanto arrastada.
Nota: 3


Casa de praia com piscina – Herman Koch
Gostei bastante de O jantar, então estava curiosa para ler este aqui. O protagonista, Marc, é um clínico geral que não gosta muito de pessoas e que vai passar o verão na tal casa de praia com piscina com a família, convidado por um de seus pacientes, um famoso ator. Um incidente acontece e, algum tempo depois, o ator está morto e Marc é acusado de negligência médica. O protagonista é um tanto desprezível e às vezes é cansativo ler todo o discurso dele, mas o livro se torna bastante envolvente na metade final.
Nota: 3,5


Lua de vinil – Oscar Pilagallo
Em 1973, Giba só queria saber de jogar futebol de botão com os amigos do prédio e ouvir o Dark Side of the Moon, mas um acidente o deixa em um grande dilema. É um livro gostosinho de ler, mas nada de muito especial. Me incomodei um pouco com o tanto de referências da época que o autor inclui, me pareceu algo meio forçado, só para falar “olhem, estamos no anos 70!”.
Nota: 3

Quadrinho


Deslocamento – Lucy Knisley
Nesse diário de viagem, Lucy Knisley acompanha seus avós em um cruzeiro e enfrenta a dificuldade de lidar com idosos com a saúde debilitada. O traço dela é uma graça e gosto da maneira que ela retrata o cotidiano deles na viagem, lidando com os problemas de memória da avó, com a multidão do cruzeiro e com a preocupação constante em deixar os avós confortáveis na viagem.
Nota: 4

Animes e séries


Mad Men
Comecei a assistir Mad Men em janeiro de 2016, ou seja, demorei dois anos para terminar de ver as sete temporadas. Isso não significa que a série seja ruim, muito pelo contrário, eu apenas gosto de degustá-la aos poucos. Apesar de no início eu achar que o cotidiano de uma agência de publicidade nos anos 60 não iria me interessar, fui cativada pelos personagens incríveis. Acho que a série já foi elogiada bastante por outras pessoas e eu não tenho nada a acrescentar além de: assistam!
Nota: 4,75


Pokémon Generations
Série lançada online com episódios curtos baseados em histórias dos jogos originais. Achei a ideia legal, principalmente quando a história envolvia personagens pouco explorados nos jogos ou algum mistério que os jogos nunca explicaram direito, mas não consegui gostar tanto do anime por um motivo simples: eu não joguei a maioria dos últimos jogos. Não sou o público-alvo do anime, logo não posso comentar sobre ele direito.
Nota: 2,5


Dark
Série alemã da Netflix sobre o desaparecimento misterioso de jovens em uma cidadezinha alemã. É dessas séries viciantes que te deixam cheia de perguntas na cabeça (me lembrou um pouquinho Lost, mas eu não tenho muitas referências na área, então posso estar exagerando). A segunda temporada já foi confirmada, o problema agora é esperar.
Nota: 4


Made in Abyss
No meio de uma ilha há um enorme abismo, que se estende além do alcance do homem. Ao redor dele se ergueu uma cidade cheia de pessoas que desejam se aventurar nas profundezas em busca dos tesouros e mistérios que existem ali. Uma dessas pessoas é Riko, uma garota criada em um orfanato que está em busca da mãe, uma famosa exploradora desaparecida. Acompanhada de um garoto-robô, ela inicia a descida rumo ao desconhecido. Em geral não sou a maior fã de aventuras, mas Made in Abyss me deixou empolgada com a exploração no abismo, as criaturas desconhecidas e as paisagens misteriosas. A arte do anime é maravilhosa, com cenários deslumbrantes, e eu amei a música e todo o universo criado. Estou aguardando ansiosamente pela segunda temporada.
Nota: 4,5


Kino no Tabi (2017)
Quando fiquei sabendo que iriam lançar um novo anime de Kino no Tabi, fiquei bem entusiasmada. A primeira adaptação, de 2003, é excelente e bastante diferente da maioria dos outros animes. Nele, uma jovem viaja com sua moto falante e passa três dias em cada país, entrando em contato com seus povos e costumes. Cada episódio apresentava alegorias com teor reflexivo. A nova versão perde um pouco da coerência que o anime antigo apresentava e prefere investir em episódios mais focados na ação. Uns dois ou três episódios foram realmente bons, mas a maioria não conseguiu transmitir tão bem suas ideias. Ainda assim, foi divertido acompanhar.
Nota: 3,5


Mahou Shoujo-tai Arusu (OVA)
Não gostei muito do anime original, mas li comentários elogiosos sobre os OVAs e resolvi dar uma chance. Os seis episódios exploram mais do universo da série, focando em personagens secundários ou criaturas mágicas que ainda não conhecíamos. As histórias despretensiosas funcionam bem, e apesar de ter achado alguns episódios meio chatinhos, preciso dizer que amei os dois primeiros (o do feitiço da cabeça de peixe e o do bebê fada). Gostaria que a série original seguisse mais esse estilo, mas fazer o quê, não sou eu que mando.
Nota: 3,5


Top of the Lake
Nessa série policial, uma detetive que está de visita à sua cidade natal é chamada para ajudar no caso de uma menina de 12 anos grávida, que não quer revelar quem é o pai do bebê e, posteriormente, desaparece. A cidade tem o seu quinhão de personagens desprezíveis e segredos bem guardados. Gostei da série, apesar de achar um tanto arrastada/repetitiva às vezes, considerando que é uma série curta. As paisagens da Nova Zelândia são lindas!
Nota: 3,5

Filmes


Com amor, Van Gogh
Após um pedido do pai, o filho do carteiro parte em busca de Theo Van Gogh para lhe entregar uma carta de seu irmão, Vincent, e acaba investigando os possíveis motivos da morte do famoso pintor. O filme foi animado a partir de milhares de pinturas imitando o estilo de Van Gogh, o que lhe dá uma aparência única. A história, no entanto, não é das mais interessantes.
Nota: 3,5


Meus 15 anos
Como eu já tinha lido o livro, fiquei curiosa para ver o filme, que é sobre uma menina nada popular que ganha uma festa colossal em um sorteio de shopping. A partir daí, ela vira o centro da atenção na escola, com todos cobiçando um convite para o grande evento. O filme é meio bobinho, mas legal. Ele é bem diferente do livro, mantendo apenas a ideia da festa de 15 anos e o básico dos personagens, mas achei que as mudanças feitas fizeram sentido.
Nota: 3,25


Ícaro
Documentário sobre o esquema de doping da Rússia. Não sou muito fã de documentários, mas fiquei com vontade de assistir esse depois das últimas decisões sobre a participação da Rússia nas Olimpíadas de Inverno. O mais interessante do filme é que o projeto se iniciou como uma tentativa de mostrar como o sistema antidoping era pouco confiável. Para isso, o documentarista entrou em contato com Grigory Rodchenkov, diretor do laboratório antidoping da Rússia, que mais tarde foi denunciado como uma das pessoas por trás do sistema de doping russo. É um bom documentário para se assistir se você tem interesse no tema.
Nota: 3,5


Eu, Daniel Blake
Daniel Blake sofreu um ataque cardíaco e não pode mais trabalhar. Ele precisa dos benefícios do governo, mas esbarra na burocracia que lhe nega seus direitos. No caminho, ele conhece uma jovem mãe que tenta sustentar os dois filhos e passa a ajudá-la. É um filme bastante crítico do sistema, mas às vezes sinto que ele não é muito mais do que isso.
Nota: 3,25


Grandes olhos
Filme do Tim Burton sobre uma pintora e seu marido explorador, que atribuiu a si a autoria das obras de grande sucesso da mulher. É meio louco pensar que essa é uma história real. Assim como é meio louco pensar que os quadros com criancinhas de olhos enormes realmente faziam sucesso. Achei o filme ok, o que me deixou com saudades da época em que eu amava quase tudo que o Tim Burton dirigia...
Nota: 3,25


Depois da tempestade
Filme japonês sobre um escritor em decadência que trabalha como detetive particular. Ele é divorciado, mas quer reatar com a ex-mulher e voltar a viver com ela e o filho, no entanto gasta quase todo o seu dinheiro em apostas. É um filme simples, meio parado, mas interessante.
Nota: 3,5


Capitão Fantástico
Finalmente vi esse filme que eu queria ver faz um tempão. Nele, um casal cria os filhos de maneira alternativa, porém, quando a mulher morre e todos vão ao funeral, há um choque com a vida moderna e antigas tensões vêm à tona. Achei divertido, esteticamente agradável, porém um pouco óbvio.
Nota: 4

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E essas foram as últimas randomicidades de 2017! Mais tarde eu volto com os melhores do ano e etc.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Patinação: comentários sobre a primeira metade da temporada

Fiquei um tempão relutando sem saber direito o que escrever no blog sobre a atual temporada de patinação. Não sabia se fazia uma retrospectiva do Grand Prix antes da final ou se comentava um pouquinho de tudo o que aconteceu até aqui, incluindo os Challengers e Junior Grand Prix. Acabei optando pela segunda opção, no entanto, como minha memória é péssima e fui burra e não anotei os nomes dos patinadores que me chamaram a atenção no começo da temporada, não tenho muito o que falar das primeiras competições.

Yuzuru Hanyu, que sofreu uma lesão no tornozelo

Lesões e withdrawals
Essa temporada está sendo marcada por muitas lesões e gente se retirando de competições. Não sei se o pessoal está realmente mais machucado que o normal ou se só estão sendo mais cautelosos devido às Olimpíadas (talvez um pouco dos dois). Só sei que hoje mesmo, no dia em que escrevi isso, já li três notícias de patinadores que não vão participar de seus campeonatos nacionais devido a lesões. L Espero que todos melhorem até as Olimpíadas!

Pódio do nacional de 2016
(eu não me importaria com um repeteco)

Patinadoras japonesas
Sempre me dói pensar que o Japão tem apenas duas vagas para as Olimpíadas. A Satoko e a Wakaba são minhas favoritas, com certeza, mas as outras patinadoras também são imensamente talentosas e simpatizo com a maioria (mesmo ficando com birra de algumas de vez em quando, mais por motivos externos do que por elas mesmas). Fiquei surpresa com os saltos da Kaori, mesmo achando o programa livre dela meio ???; apreciei e torci pela Rika Hongo; me juntei mentalmente aos coros de “Mai was robbed” e “Wakaba was robbed” e até mesmo “Marin was robbed” em alguns momentos, porque não esperava algumas das pontuações baixas que elas receberam; fiquei muito feliz vendo a consistência da Wakaba em suas primeiras competições e vendo o público virando fã dela, para então ter o coração quebrado depois do programa livre no GPF; e fiquei aliviada ao ver a Satoko voltando à forma depois de tanto tempo se recuperando de uma lesão.

Estou meio feliz (e surpresa, porque antes da temporada começar eu não estava com expectativas muito altas) que as minhas favoritas tiveram o melhor desempenho na temporada por enquanto, se classificando para o Grand Prix Final, mas ao mesmo tempo ainda estou nervosa com o desempenho delas no campeonato japonês, que define as vagas. Parte de mim está aliviada que a competição provavelmente vai acontecer enquanto eu ainda estou dormindo tranquilamente, porque acho que meus nervos não conseguiriam aguentar assistir tudo ao vivo.

Pódio do GPF (um pódio muito atípico porque
o Shoma é quem está sorrindo mais entre os três)

Um Grand Prix atípico para os homens
No papel, o Grand Prix parecia bastante previsível na categoria masculina: cada etapa tinha dois homens do top 6, o que significava que a medalha de ouro e prata ficaria para eles e o resto lutaria pelo bronze. Na prática não foi bem assim. Por culpa de lesões e outros contratempos, tivemos resultados um tanto inesperados, como um Grand Prix Final sem Yuzuru, Javier, Boyang e Patrick. Apenas Nathan e Shoma puderam confirmar seu favoritismo, enquanto outros patinadores surpreenderam, como Kolyada e Voronov. Talvez o Grand Prix masculino não tenha sido tão empolgante quanto de costume, mas foi interessante ver outros patinadores medalhando. E amei que o Misha Ge ganhou sua primeira estrela medalha em um GP. <3
 
Keegan

Novos favoritos
Em geral sou mais atraída pelo programa/coreografia do que pela qualidade geral do patinador em si, mas pude notar no começo da temporada que virei fã do “estilo canadense” de skating skills, se é que se pode chamar assim. Virei fã do Keegan Messing e seu estilo fluido, somado à habilidade de interpretar personagens. Também gostei muito do Liam Firus. Espero ver os dois mais nas grandes competições internacionais.


Na categoria júnior, não tive grandes revelações. Assistir as competições foi divertido, é claro, principalmente na categoria feminina, em que as principais competidoras apresentam conteúdo técnico equivalente ao das sêniores, mas fiquei um pouco cansada com a enorme quantidade de pupilas da Eteri, que, em geral, não têm um estilo que me agrada muito. Meu destaque fica por conta da Moa Iwano (principalmente no programa curto) e... é isso, eu acho. Vale mencionar também o garoto que patinou trilha sonora do filme de Rurouni Kenshin.

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Por enquanto é só isso que tenho a comentar. Nessa semana começam os primeiros grandes campeonatos nacionais, com o Japão e a Rússia, e um pouco depois teremos os dos EUA e do Canadá, definindo alguns dos times olímpicos.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Randomicidades do mês: novembro/2017

Livros


Pax – Sara Pennypacker
Pax é uma raposa que adora o seu menino. Porém, com a guerra, o menino precisa ir morar com o avô, e seu pai o convence a abandonar o bichinho na floresta. Mais tarde, o garoto se arrepende de seu ato e parte em uma jornada perigosa em busca de Pax, enquanto a raposa se mantém fiel ao dono e tenta reencontrá-lo. O livro é bonitinho, mas não gostei muito de como a raposa foi caracterizada, pois ela me pareceu humanizada demais para um animal (mas não o tipo de humanizado demais que fica interessante).
Nota: 3,25


O crime do padre Amaro – Eça de Queirós
Faz algum tempo que não leio um livro classicão, desses de se ler na escola/faculdade, e confesso que ando com preguiça para esse tipo de livro. No entanto, O crime do padre Amaro não foi de todo chato. A história do jovem padre que vive cercado de beatas e religiosos e se apaixona por uma jovem é interessante, e a crítica ao clero e à sociedade hipócrita também.
Nota: 3,25


Lua de larvas – Sally Gardner
Standish vive com o avô em uma área sob o controle da Terra Mãe. Seus pais desapareceram, seu melhor amigo e a família desapareceram, e ele e o avô vivem sob o risco constante de também desaparecer. Mas Standish sabe de algo que pode abalar a Terra Mãe e salvar seu amigo. Gostei bastante do estilo da autora e de como ela constrói o universo do livro, apesar de tê-lo achado um tanto confuso. O final me pareceu meio corrido, ou pelo menos não me empolgou tanto quanto a primeira metade.
Nota: 4


Te vendo um cachorro – Juan Pablo Villalobos
Teo é um homem idoso que vive em um condomínio cheio de outros idosos, dos quais ele vive se esquivando, pois não quer se juntar à tertúlia literária e às outras atividades que eles organizam. Ele passa os dias matando baratas, citando Adorno para se livrar de gente inconveniente, bebendo no bar, conversando com a quitandeira ou com o jovem mórmon que sempre o visita. É um livro bastante bem-humorado, com personagens excêntricos e acontecimentos inusitados.
Nota: 4


Tirza – Arnon Grunberg
Jörgen Hofmeester é um homem de meia-idade que parece respeitável e realizado, mas que esconde seu desconforto. O retorno inesperado da esposa que o abandonou há alguns anos e a partida de sua filha preferida, por quem ele é obcecado, para uma viagem à África o deixam em crise. Hofmeester é um personagem bastante desprezível e a narrativa apresenta uma tensão constante que a torna fascinante.
Nota: 4


O homem de olhos dançantes – Sophie Dahl
Livro curtinho e ilustrado sobre uma jovem sonhadora e o seu amor. É um livro poético e gracioso. Gostei das ilustrações.
Nota: 3,25


Stories – Neil Gaiman e Al Sarrantonio (org.)
Coletânea de contos bem heterogênea com histórias de autores como Roddy Doyle, Joe Hill, Joyce Carol Oates, Diana Wynne Jones e Chuck Palahniuk. A maioria dos contos tem um pé no realismo fantástico, alguns de maneira bem sutil, outros nem tanto. Meus favoritos foram “The thuth is a cave in the Black Mountains” do Neil Gaiman (que foi publicado aqui no Brasil como um livro individual) e “Weights and measures” da Jodi Picoult. Teve um ou dois contos que achei bem chatinhos, mas o resto variou de regular a bom, e foi legal conhecer novos autores ou revisitar autores queridos.
Nota: 3

Quadrinhos


Quadrinhos insones – Diego Sanchez
O livro reúne histórias curtinhas e variadas. Gostei de algumas, de outras nem tanto. A capa brilha no escuro!
Nota: 3


Vírus Tropical – Power Paola
HQ autobiográfica sobre a infância e a adolescência da autora. Ela conta com bastante bom humor os altos e baixos de sua vida cheia de acontecimentos e personagens curiosos. O maior defeito, na minha opinião, é que o livro acaba meio de repente.
Nota: 4


Metrópolis – Osamu Tezuka
Baseado muito vagamente no filme homônimo de Fritz Lang, esse mangá conta a história de uma criatura superpoderosa gerada pela ciência, um vilão que pretende dominar o mundo e uma rebelião das máquinas contra a humanidade. É uma leitura rápida e divertida, mas que tenta abordar temas demais e acaba falhando em desenvolvê-los. Algumas páginas a mais ou uma enxugada em alguns plots menos importantes fariam bem à obra.
Nota: 3

Animes e séries


The O.C.
Eu era apaixonada por essa série na adolescência e resolvi rever para matar as saudades. Vendo hoje é muito mais fácil notar os defeitos dela, como os draminhas desnecessários em excesso, mas ainda assim, foi bem divertido rever. A trilha sonora continua ótima!
Nota: 3,5


Gekkan Shoujo Nozaki-kun
Após uma declaração de amor mal interpretada, Sakura descobre que o menino de quem ela gosta é um autor de mangás shoujo. Ela passa a trabalhar como assistente dele, na esperança de que ele perceba seus sentimentos, mas ele é muito desligado em relação a romance (apesar de ganhar a vida escrevendo histórias melosas). É um anime divertido e muito gostosinho de assistir, com um grupo de personagens engraçados e cheios de manias.
Nota: 4


Mindhunter
Série da Netflix sobre dois agentes do FBI que iniciam um estudo nos anos 70 sobre serial killers, entrevistando assassinos famosos para compreender o que os levou a cometer tais crimes, o que os ajudaria a resolver outros crimes semelhantes. A história não é muito a minha cara, mas gostei bastante da série.
Nota: 3,75

Filmes


Raw
Uma garota vegetariana é tomada pelo impulso irresistível de comer carne após um trote na faculdade de veterinária. Gostei do filme, bem intenso, um pouco estranho.
Nota: 3,5


Hells
Esse filme é uma colcha de retalhos malfeita. Num ritmo frenético, ele nos mostra uma garota que morre em um acidente e vai parar no inferno, que é uma escola controlada por um demônio que se veste como Elvis. Para sair de lá, só se formando, portanto, ela tem de lidar com as aulas, as colegas que não vão com a sua cara e as loucuras do diretor. No entanto, coisas acontecem e de repente ela se vê em uma batalha entre personagens bíblicos, e aí o filme já não faz mais muito sentido. A estética cartunesca com um estilo meio Tim Burton é a parte mais interessante do filme. O resto é uma bagunça.
Nota: 2,5

Curtas

Descobri esse site com curtas de animação japoneses antigos e passei um tempinho dando uma olhada no que ele tem a oferecer. Não costumo ver animações muito antigas, então foi interessante ver as diferentes técnicas e estilos que eles adotavam na época.


Namakura Gatana (1917)
Uma das primeiras animações japonesas, conta a história de um samurai que compra uma espada e deseja testá-la, desafiando as pessoas que ele encontra por aí. Vale assistir pelo valor histórico.
Nota: 3,25


Propagate (1935)
Animação abstrata e geométrica sobre a reprodução de plantas. Porém, se a sinopse não dissesse que esse é o tema, ficaria difícil de adivinhar (com exceção das partes em que aparecem palavras), porque é tudo bem estranho. Se o filme tivesse som, ele provavelmente seria bem mais interessante.
Nota: 3


Kokka Kimigayo (1931)
O curta mostra alguns mitos da origem do Japão enquanto o hino é tocado. Ele usa a técnica de silhuetas com recortes, que dá um aspecto muito legal ao filme.
Nota: 3,75


Dobutsu orinpikku taikai (1928)
Animação divertida sobre animais em uma competição esportiva. Temos um elefante forçudo que é craque no arremesso de disco, um porquinho péssimo na corrida com obstáculos que suga o ar de um balão para ganhar mais flutuação, um macaco e um cachorro que ficam brigando durante os 1.500 metros. Achei bem engraçadinho!
Nota: 4

Compras


Depois de alguns meses sem comprar nenhum livro, é lógico que eu não iria resistir à Festa do Livro da USP. Comparando com anos anteriores, até que comprei pouca coisa. Primavera foi uma compra de impulso. A capa me chamou a atenção, a edição é bonitinha, vi que é um romance estoniano e que parece ser o tipo de livro infantojuvenil que eu gosto, logo, comprei. Estou muito curiosa para ler O homem sem doença agora que li Tirza. Vamos ver se o autor consegue me agradar pela segunda vez. Não sei muito sobre Rosalie Lightning além de que é uma graphic novel sobre a morte da filha do autor. Parece bonito e triste, que em geral é o tipo de HQ que eu gosto. E, finalmente, A mulher de pés descalços é um romance ruandês inspirado pela mãe da autora.

Para a minha surpresa, não comprei nada na Black Friday. Os únicos livros que eu realmente queria não estavam com descontos grandes o suficiente. Meu bolso e minhas estantes lotadas agradecem.

É isso!

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Randomicidades do mês: outubro/2017

Mais um mês que se passou, mais livros lidos, animes e filmes vistos...

Livros


O brilho do amanhã – Ishmael Beah
Nota: 3


A menina que tinha dons – M. R. Carey
Romance pós-apocalíptico sobre uma garota que vive aprisionada em uma base militar, isolada do mundo externo e caótico. Melanie é uma menina inteligente, que vive em uma cela, frequenta as aulas com os colegas e adora sua professora. Ela não compreende por que os soldados parecem ter medo dela, assim como não sabe muito sobre o mundo lá fora. Porém, tudo muda quando a base é atacada e ela se liberta de sua prisão, só para descobrir que a vida no exterior é ainda mais hostil. O romance tem um ritmo rápido, que poderia facilmente ser transposto para as telas de cinema. Achei a primeira parte do livro, com mais mistérios e menos aventuras, mais interessante que a segunda. Vi que o autor lançou outro livro que se passa nesse universo e fiquei meio curiosa.
Nota: 3


Dias de abandono – Elena Ferrante
Após adorar a tetralogia napolitana, estava com altas expectativas para ler os outros livros da autora. Me decepcionei um pouquinho com esse aqui, mas talvez tenha sido mais porque andei lendo livros com tema parecido nos últimos tempos do que por demérito do livro. O romance conta sobre o fim de um casamento do ponto de vista da mulher, que fica desorientada e frustrada após se sacrificar pelo marido durante tantos anos.
Nota: 3,25


The Great Unexpected – Sharon Creech
A Sharon Creech é autora de um dos meus livros preferidos, Andar duas luas. Esse é o segundo romance dela que leio (já li também um livro de poesia), e confesso que adiei a leitura por medo de me decepcionar. No final, não me decepcionei, mas também não me apaixonei pelo livro. A história se passa em uma cidadezinha, onde vivem duas órfãs que levam vidas normais, apesar de seus passados trágicos. Tudo muda quando elas encontram um menino misterioso que caiu de uma árvore, que as deixa fascinadas e curiosas. O livro alterna a história principal com uma história paralela que parece bastante confusa a princípio e se esclarece no final (apesar de eu ter achado que alguns pontos não ficaram muito bem explicados). Gostei bastante dos personagens e do relacionamento entre eles, do clima da cidadezinha e de como os mistérios foram se desenvolvendo.
Nota: 3,5


Baseado em fatos reais – Delphine de Vigan
Delphine é uma escritora que publicou um livro autobiográfico após algumas investidas não tão bem-sucedidas na ficção. Porém, após o sucesso, ela tem dificuldade em pensar em sua próxima obra. É então que ela conhece L., uma ghost writer confiante e misteriosa que logo se torna sua melhor amiga. L. deseja que Delphine escreva outro livro autobiográfico e se envolve cada vez mais na vida da amiga, até um ponto em que Delphine não consegue fazer quase nada sem ela. Gostei do livro, mas esperava mais. É o tipo de romance que me envolveu bastante durante a leitura, mas que esqueci logo depois. O livro tem uns paralelos com Misery, do Stephen King, o que achei interessante.
Nota: 3


Minha metade silenciosa – Andrew Smith
Palito não tem uma orelha e é alvo de bullying dos colegas por causa disso. Em casa, as coisas não são muito melhores: seus pais são bastante severos e castigam duramente os filhos toda vez que eles desobedecem às regras da casa. O que o salva é o bom relacionamento com o irmão mais velho, mas ele vê o mundo despencar quando o irmão briga com o pai e sai de casa. Gostei bastante das duas primeiras partes do romance, que constroem os personagens e seus relacionamentos; não gostei tanto da última parte, que me parece meio deslocada do resto.
Nota: 3,25


Barba ensopada de sangue – Daniel Galera
Minha maior curiosidade a respeito desse livro é que ele se passa em Garopaba, cidadezinha no litoral de Santa Catarina que visitei uma vez. A história é a de um homem que, após o suicídio do pai, vai morar na cidade, acompanhado apenas da cadela que pertencera ao pai. No passado, seu avô havia morado e morrido ali, em um incidente envolto em mistério. O livro é muito bem escrito e, mesmo em momentos em que nada acontece, conseguiu manter meu interesse. No entanto, eu esperava um pouquinho mais.
Nota: 3,75

Quadrinhos


Uma bolota molenga e feliz – Sarah Andersen
Esse livro reúne algumas tirinhas da autora, que são bem populares na internet. São historinhas simples, curtas e bem-humoradas sobre a vida de uma jovem nos dias de hoje. É uma boa leitura descompromissada.
Nota: 3

Animes


Mahou Shoujo-tai Arusu
Anime sobre uma menina comum, Arusu, que vai parar em um mundo mágico. Lá, ela se depara com uma sociedade bruxa que a vê com desconfiança, mas logo conquista amigos com seu jeitinho engraçado, corajoso e bondoso. No entanto, esse mundo se encontra em crise, e Arusu talvez seja a chave para resolver os problemas. Esse é um anime do estúdio 4°C, que é mais conhecido pelos filmes e curtas um pouco mais experimentais do que a média. Visualmente, é um anime muito bonito (apesar de irregular), com personagens e um universo interessantes, mas achei a história fraca. Talvez ele tenha sido prejudicado pela curta duração dos episódios (cerca de 10 minutos cada), o que gera problemas de ritmo e desenvolvimento do enredo.
Nota: 2,75


Chouyaku Hyakuninisshu: Uta Koi.
Esse anime foi uma surpresa muito positiva! Cada episódio é baseado em um poema/poeta da antologia Hyakuninisshu, geralmente com tema amoroso. A maioria dos personagens são figuras históricas e poetas importantes, como Sei Shonagon, autora de O livro do travesseiro, e Murasaki Shikibu, autora do Genji Monogatari. O anime conta histórias de amores impossíveis, amores com finais felizes, amores improváveis e às vezes de algumas amizades, tudo com a poesia em papel de destaque. Para quem tem algum interesse em poesia japonesa e na vida da corte no Japão antigo, é um anime mais que recomendado.
Nota: 4


Aku no Hana
Takao é um garoto que adora ler, especialmente As flores do mal, de Baudelaire. Um dia, ao voltar à escola para buscar o livro que ele esqueceu na classe, ele vê as roupas de ginástica da menina de quem ele gosta e as pega. No dia seguinte, todos da escola estão achando que um pervertido roubou as roupas da garota, e Takao se sente incrivelmente culpado. Para piorar, a esquisitona da classe o viu pegando as roupas e ameaça revelar o segredo, a não ser que ele faça um pacto com ela. Esse anime foi bastante criticado pela animação em rotoscopia, que deixa os personagens com um visual bastante atípico em animes e que muitos consideram feio (eu achei normal). Eu já sabia da polêmica antes de começar a assistir, então fiquei bastante surpresa com o quanto gostei do visual realista da obra e o quanto achei que ele combinou com o clima geral da série. A história capturou minha atenção desde o comecinho, pois é bastante impactante, e o anime é excelente em criar um clima de tensão. A única coisa que realmente me incomodou é que a série termina em aberto, preparando-se para uma segunda temporada que provavelmente não virá. Vou ter que ler o mangá, mas provavelmente vou estranhar o visual convencional dele. :P
Nota: 4,25

Filmes


Moonlight
Queria ver esse filme desde a época do Oscar, mas fui adiando e adiando. No final, achei meio decepcionante, não porque seja um filme fraco, mas porque não vi nada de muito excepcional nele.
Nota: 3,5


Dançando no escuro
Que filme triste! Mesmo já sabendo que ele seria triste, achei ainda mais triste do que esperava. Ele conta a história de uma mulher que está perdendo a visão e trabalha duramente em uma fábrica para pagar a cirurgia de seu filho e poupá-lo da doença. Apesar da vida dura, ela é otimista e, como grande entusiasta de musicais, fica devaneando e transformando sua rotina em um musical.
Nota: 4


Toast
Filme simpático sobre um garoto que, após a morte da mãe, tenta conquistar a afeição do pai preparando pratos deliciosos. No entanto, ele tem a concorrência da faxineira, uma cozinheira de mão cheia que também quer conquistar o afeto do pai dele. É um filme agradável, mas não é muito mais que isso.
Nota: 3,5


O garoto fantasma
Animação francesa dos mesmos diretores de Um gato em Paris. No filme, um menino internado no hospital descobre que consegue sair do corpo e passear por aí. Ao conhecer um policial no hospital, ele usa essa habilidade para ajudá-lo a encontrar um grupo de criminosos que estava ameaçando a cidade. É um filme bem bonitinho.
Nota: 3,5


Digimon Adventure tri. 5: Kyousei
O quarto filme de Digimon foi bem ruinzinho, então não estava nada animada em ver o quinto. Comparando com o anterior, até que ele não é tão ruim, mas o grande intervalo entre cada lançamento me fez esquecer toda a história e tudo virou uma grande bagunça na minha mente. No geral, o filme apresenta os mesmos defeitos dos anteriores, como problemas de ritmo e várias questões ainda não respondidas na narrativa. Estou achando que Digimon tri. foi um erro, mas continuo assistindo porque sou trouxa.
Nota: 2,75