sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Anime: Saraiya Goyou


Título original: Saraiya Goyou
Título em inglês: House of Five Leaves
Diretor: Tomomi Mochizuki
Estúdio: Manglobe
Ano: 2010
Nº de episódios: 12

Akitsu Masanosuke é um ronin habilidoso a procura de emprego, mas sua natureza ingênua e bondosa sempre o deixa na mão e o faz ser despedido pelos mestres que o contratam. Sem perspectivas de trabalho, ele aceita ser guarda-costas de Yaichi, um homem misterioso e carismático, líder de uma gangue. Apesar de não aceitar bem as atividades da gangue, Masanosuke aos poucos se torna amigo das pessoas que fazem parte dela e se vê cada vez mais enredado nos mistérios do grupo.

Masanosuke

Esse anime sempre me chamou a atenção pelo traço meio diferentão. Sei que tem muita gente que não gosta de character designs que fujam do convencional, mas em geral eu considero a arte estranha um diferencial positivo. No início você estranha um pouco os olhos de pupilas negras e a boca grande, que dão aos personagens uma leve aparência de sapo, mas logo dá para se acostumar. Inclusive, achei os desenhos angulosos bastante elegantes. Os cenários bem detalhados e a coloração sóbria também ajudam a dar ao anime um estilo único.

No início, a história do anime é meio confusa devido aos flashbacks, mas aos poucos as coisas vão se encaixando e fazendo sentido. O anime tem um ritmo mais lento, bastante atmosférico, focado em pequenos acontecimentos que a princípio parecem insignificantes, e isso é algo que me agradou muito. Há mistérios e algumas cenas de luta, mas, para um anime de samurai, ele é bastante tranquilo.


Os personagens são interessantes e relativamente bem construídos, considerando que o anime tem apenas 12 episódios. Ao terminar de assistir, fiquei com um gostinho de quero mais e fiquei com muita vontade de ler o mangá para conhecê-los melhor, mas pelo visto só dá para ler se comprar a edição importada. :(

Em suma, esse é um anime que merece mais atenção do que geralmente recebe. Ele não é perfeito, apresenta alguns problemas de ritmo aqui e ali e talvez se beneficiasse de alguns episódios a mais, mas é bastante charmoso, tem um estilo único, uma ótima trilha sonora e personagens cativantes. Recomendo para quem gosta de dramas históricos e histórias de samurais não focadas na ação e de arte que foge do convencional.

sábado, 10 de setembro de 2016

Livro: O menino que se trancou na geladeira

Título: O menino que se trancou na geladeira
Autor: Fernando Bonassi
Editora: Objetiva

Nos últimos anos é raro eu ler um livro e dar uma avaliação muito baixa. Ou estou acertando nas escolhas de leituras (mas não deve ser o caso, já que ainda estou falhando em escolher livros realmente marcantes) ou estou mais boazinha na hora de avaliar, sempre vendo alguma qualidade redentora nele. O menino que se trancou na geladeira é a exceção. Dei uma estrela e não me arrependo.

Esse livro é chato. Muito chato. Ele é uma fábula escrita no formato de romance-reportagem sobre um menino filho de um pai pobre e preso e de uma mãe de família rica decaída que em certo momento deixa sua terra natal e passa a viver dentro de uma geladeira. Então acompanhamos sua ascensão social, sempre em meio a um monte de explicações sobre a sociedade em que ele vive, que é basicamente a nossa sociedade, mas mostrada de uma maneira satírica que nos faz ver todas as excentricidades dela.

E aí é que está o problema. A proposta até parece interessante, mas o autor extrapola ao contar sobre a sociedade, criando dezenas de siglas e palavras modificadas e explicando de maneira muito confusa como tudo funciona. Ele tenta ser engraçadinho, mas acaba sendo chato.

Se o autor desse uma enxugada e resumisse o romance a um conto, talvez, quem sabe, haveria uma pequena chance de ele se tornar uma boa leitura, porque ele escreve algumas coisas interessantes no meio da enxurrada de informações que oferece, mas infelizmente ele é prolixo mesmo, e as 218 páginas do livro se tornam muito cansativas.

Livro lido para o Desafio Skoob (livro nacional) e Desafio Livrada! (autor do seu estado).

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Livro: Eeeee Eee Eeee

Título: Eeeee Eee Eeee
Autor: Tao Lin
Editora: Melville House

Estou com essa resenha nos rascunhos há um tempão e só agora consegui me animar a terminar de escrever sobre esse livro estranho. Eeeee Eee Eeee foi um livro comprado pela capa e pelo título. A capa é estilosa, tem cores vibrantes e um urso. O título é estranho e desperta curiosidade. O livro em si é estranho, às vezes interessante, às vezes irritante.

É sobre jovens vivendo suas vidas confusas, vazias e sem rumo. O protagonista, Andrew, vive obcecado por uma ex-namorada, trabalha em uma pizzaria, tem conversas com golfinhos, ursos e alces, e adora trazer o nome da Jhumpa Lahiri à tona (sim, isso é estranho). Também conhecemos seu amigo e a irmã dele, personagens meio depressivos, meio sem futuro, meio tentando achar o lugar deles no mundo sem muito sucesso. Não preciso dizer que é muito fácil se identificar com todos eles.

O livro é engraçadinho, mas às vezes as coisas começam a ficar nonsense demais para o meu gosto. Sempre que os golfinhos entravam em cena eu suspirava e começava a ler no automático, porque esses trechos são chatos, apesar de não muito numerosos ou longos.

Tao Lin escreve com muitos períodos curtos e orações coordenadas. Isso dá à narrativa um tom meio jocoso, meio infantil. Enquanto lia, eu imaginava o livro como uma animação independente (quem sabe em stop-motion) com narrador sarcástico, o que foi uma experiência peculiar. E agora eu quero que alguém faça um filme assim.

Para terminar essa resenha em que nem sei o que estou falando, concluo dizendo que Eeeee Eee Eeee me lembrou um pouco O apanhador no campo de centeio na forma de retratar a juventude. É só transpor um Holden um pouco mais velho para os dias atuais e colocar uns golfinhos no meio. Ou não.

Livro lido para o Desafio Livrada!: um livro maluco.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Randomicidades do mês: agosto/2016

Postei muito pouco no blog no último mês e nem posso usar a desculpa de que estava ocupada demais. Acho que simplesmente estava desanimada, e apesar de isso não ter afetado o número de leituras (em parte porque li um monte de quadrinhos), afetou o número de animes/séries/filmes vistos.

Estou devendo duas resenhas, que espero escrever em breve.

Livros lidos


Grandes símios - Will Self
Gostei muito do primeiro livro do Will Self que li, O livro de Dave (resenha), então estava animadíssima para ler esse aqui, que tem uma premissa muito interessante: em vez dos humanos, são os chimpanzés os primatas mais evoluídos. Então, vemos os chimpanzés vivendo numa sociedade muito semelhante à nossa, com grandes cidades, tecnologia, ciência, arte etc., mas mantendo hábitos de chimpanzés (catar piolhos, comunicar-se por gestos, acasalar com as próprias filhas). Infelizmente, achei o livro meio maçante e os personagens desinteressantes. Toda a chimpanzaiada me cansou rapidinho.
Nota: 3


Harry Potter and the Cursed Child - J. K. Rowling, John Tiffany, Jack Thorne
Não estava tão ansiosa por esse livro quando ele foi anunciado, porque acho que a Rowling deveria largar do Harry Potter e deixar a história descansar em paz, mas é claro que assim que li alguns comentários a respeito da obra, fiquei louca de curiosidade para ler. O que achei: é bem divertido, a história prende e é bom rever alguns personagens. Mas alguns acontecimentos são meio bizarros, a maioria dos personagens não é muito interessante e no geral não parece algo escrito pela Rowling (e muita coisa não deve ser mesmo).
Nota: 3,25


A ascensão do romance - Ian Watt
Precisei ler alguns capítulos desse livro no primeiro semestre da faculdade e depois mais alguns capítulos ao longo da vida universitária, mas nunca tinha lido o livro inteiro. Preciso de muita força de vontade para ler texto teórico sem ser por obrigação, então foi difícil juntar energia para começar a ler os capítulos que faltavam. Mas assim que comecei a ler, percebi que o texto é mais interessante do que eu esperava. O livro conta sobre o início do romance inglês, focando em Defoe, Richardson e Fielding e relacionando os livros dos autores às mudanças socioeconômicas da época.
Nota: 3,75


The Whole Business with Kiffo and the Pitbull - Barry Jonsberg
Esse é um YA (ou middle-grade, sei lá) australiano sobre uma menina muito inteligente, um garoto que é o terror dos professores e uma professora que é o terror dos alunos. É um livro bem simpático. Gostei bastante da narradora, apesar de não gostar de alguns trechos estilo livro de espião que ela cria no meio da história principal. Mas são poucos trechos, que não chegam a incomodar muito.
Nota: 4


O vendedor de armas - Hugh Laurie
Esse livro estava aqui na estante há tanto tempo que eu ficava com dó dele, mas agora eu li, vi que não é lá grande coisa e posso parar de ter dó. A história começa quando o protagonista recusa o trabalho de assassinar um homem. Isso faz com que ele se meta contra a vontade em um grande conflito que envolve armas poderosas, terroristas e muito dinheiro. É divertidinho de ler, mas achei bem descartável.
Nota: 3


Um zoológico no meu quarto - Jules Feiffer
Gosto muito do pouco que conheço do Jules Feiffer (leiam Um barril de risadas, um vale de lágrimas!), então fiquei animada quando vi que a biblioteca tinha outro livro do autor. Nesse livro infantil, a protagonista é uma menina que adora animais e sonha em ter um cachorro (igual à pequena Lígia quando era criança!), mas seus pais não deixam porque ela é muito nova para sair para passear com o bichinho. Então eles lhe dão um gato. E depois um hamster, um peixe, uma tartaruga etc. Eu estava gostando bastante do livro no começo, mas aos poucos cansei de ver os pais mimando a filha e dando animais a ela mesmo quando ela se mostra irresponsável. Hunf, sou amargurada até hoje porque não posso ter um gato ou cachorro em casa? Sou sim! Fiquei com inveja da menina? Sim! Exceto por esses "problemas", o livro é bem engraçado, apesar de no final apostar demais em umas confusões exageradas.
Nota: 3,25

Quadrinhos

 

Umbigo sem fundo - Dash Shaw
Adoro histórias sobre famílias e adorei essa aqui. Casados há quarenta anos, Maggie e David anunciam que vão se separar, o que faz toda a família se reunir na casa deles, na praia, para um último encontro. Cada um dos filhos lida com o acontecimento de uma maneira diferente, e nós observamos os relacionamentos entre eles, os problemas de cada um, as lembranças do passado etc.
Nota: 4


Na prisão - Kazuichi Hanawa
Esse mangá autobiográfico mostra a vida em uma prisão japonesa. Comparada a uma prisão brasileira, tudo parece muito bem organizado e até agradável, mas não deixa de ser uma prisão, e por mais que haja certos luxos relativos, os presos vivem sob uma rotina rígida e desumanizante. O mais interessante no mangá é ler/ver o autor falando sobre comida. Quando não se tem muito o que fazer, imagino que as refeições sejam o ponto alto do dia, principalmente se forem apetitosas e variadas como as mostradas na obra. Dá quase vontade de ser presa no Japão, mesmo não gostando da maioria das conservas de legume tão comuns por lá. :P
Nota: 3,5


Black Hole - Charles Burns
Uma doença transmitida sexualmente está afetando muitos adolescentes. A doença provoca mutações variadas, como o surgimento de uma boca no pescoço, o nascimento de uma cauda ou o enrugamento da pele, e quem fica doente passa a ser hostilizado pelos outros. É um quadrinho bastante perturbador, tanto na história como na arte, mas eu esperava um pouco mais dele. Os personagens não são muito interessantes, os diálogos deixam a desejar e no geral a coisa não me convenceu muito.
Nota: 3,25


Estigmas - Lorenzo Mattotti e Claudio Piersanti
Eu deveria escrever um post separado para o livro porque ele é válido para meu Desafio Volta ao Mundo em 80 Livros, mas infelizmente não tenho muito a dizer da obra (não que isso me impeça de escrever uns posts nanicos em que não digo nada), então vou comentar aqui mesmo. É o primeiro livro italiano que leio em três anos e quatro meses, o que é um pouco patético, mas ao mesmo tempo é algo legal (?). O livro é sobre um cara que um dia aparece com uma ferida em cada mão. As feridas não se curam, e embora algumas pessoas as vejam como algo sagrado (apesar de o personagem não ter nada de santo), a maioria olha para aquilo com desconfiança. O desenhista tem um traço bem rabiscado, que é bonito, mas meio confuso. Esperava mais da história.
Nota: 3


Tom Sawyer - Shin Takahashi
Esse mangá é livremente inspirado no romance Tom Sawyer de Mark Twain. Nele, uma jovem volta à cidadezinha litorânea onde viveu na infância para o funeral da mãe. Vista pelos habitantes locais com desconfiança, só as crianças se aproximam dela, arrastando-a para suas aventuras. A protagonista resiste um pouco às novas amizades, mas depois se deixa levar e vive um verão mágico como aqueles dos livros. A história começa lenta, mas ganha ritmo a partir da metade e fica mais semelhante aos eventos do livro original. O mangá é fofo, mas os personagens poderiam ser mais interessantes. Gosto muito do romance do Mark Twain e esperava ver mais do personagem Tom Sawyer no Taro. Acho que faltou um pouco de malandragem nele.
Nota: 3,25

Animes


Saraiya Goyou 
Resenha em breve (eu espero)
Nota: 4

Comecei: Orange, Handa-kun

Filme


A ratinha valente
Já tinha lido vários comentários sobre esse filme e fiquei curiosa. Ele conta a história de uma ratinha que está com um dos filhos muito doente e precisa de ajuda para mudar a casa de lugar, pois o fazendeiro local logo vai passar o trator por lá. Ela busca a ajuda das ratazanas, que vivem em uma sociedade mais desenvolvida e escondem grandes segredos. O filme tem muitos méritos, como os cenários sombrios fantásticos e todo o mistério das ratazanas e sua relação com os humanos. Além disso, quantos desenhos infantis apresentam uma mãe viúva como protagonista? Por outro lado, achei a resolução do conflito meio frustrante, bem deus ex machina, e queria que o filme focasse um pouquinho mais nas ratazanas. Pelo que vi, o filme tem continuação, então talvez eles explorem mais esse lado.
Nota: 3,5


Aquisições

Eu não devia, mas acabei dando uma olhada nos sites de livros e comprando umas coisinhas.


O Tess of the D'Urbervilles e o A Portrait of the Artist as a Young Man são compras da minha irmã para a faculdade. O História do novo sobrenome também foi compra dela. O Helter Skelter e o Stoner fui eu que comprei, mas como o Stoner é presente adiantado de aniversário para a minha irmã, tecnicamente só o Helter Skelter é meu e não devo me sentir tão culpada por comprar, não é?

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Anime: Flying Witch


Título: Flying Witch
Estúdio:  J.C.Staff
Diretor: Katsushi Sakurabi
Ano: 2016
Nº de episódios: 12

"Iyashikei", que significa "curativo" em japonês, é um termo usado para classificar mangás e animes tranquilos, criados com o propósito de acalmar. São obras em que não há muita ação nem drama, geralmente focando na vida cotidiana, com bastante interação com a natureza. Flying Witch se encaixa bem nesse termo. O anime conta a história de uma aprendiz de bruxa que se muda para a casa dos tios em uma cidadezinha no interior como parte de seu treinamento.

O anime acompanha o cotidiano da bruxa, Makoto, ao lado de seus primos Kei e Chinatsu, com eventuais aparições de criaturas mágicas. É tudo muito pacato e gostosinho de acompanhar. Em um episódio, por exemplo, eles vão colher ervas na floresta. Em outro, aprendem um feitiço mágico simples. Ao assistir aos primeiros episódios, achei que enjoaria logo de um anime quase sem enredo nenhum, mas aos poucos fui me acostumando com o clima tranquilão e aproveitando cada segundo.


Os personagens tem jeito de gente como a gente, sem personalidades exageradas ou os clichês típicos dos animes. Gosto principalmente da Chinatsu, que é uma fofa, e do Kei, tranquilo e responsável. Também vale mencionar a irmã de Makoto, Akane, responsável pela maioria das cenas engraçadas do anime.

Apesar de a protagonista ser uma bruxa, a magia no anime não é aquela coisa cheia de luzes e sons. Assim como quase tudo em Flying Witch, ela é sutil e simples, quase sempre integrada à natureza, como a mandrágora que Makoto fica tão feliz em encontrar no caminho da escola para casa.

Mesmo sem um enredo bem definido, Flying Witch é um anime que consegue deixar as pequenas coisas da vida cheias de encanto. É despretensioso, é charmoso e é muito relaxante.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Randomicidades do mês: julho/2016 (parte 2 - animes/séries/filmes)

Por motivos de Olimpíada e trabalho demorei séculos para postar essa segunda parte das randomicidades do mês. Vou tentar não atrasar tanto assim as resenhas que estou devendo, mas estou achando que vou demorar para escrever...

Animes/séries


Mahou Shoujo Madoka Magica
Nota: 4


Flying Witch
Vou resenhar em breve (ou não tão breve assim).
Nota: 3,75


A vida dos mamíferos
Série de documentários apresentada por David Attenborough que eu assisti há muito anos, quando passava no Animal Planet, e decidi rever por causa da nostalgia. O que mais gosto desse documentário é que ele mostra muitas espécies diferentes, não tão conhecidas, sem deixar de mostrar as mais manjadas. Temos vários tipos de lêmures, musaranhos e toupeiras, mas também temos as girafas, zebras e leões habituais. Cada episódio foca em um grupo de animais diferente.
Nota: 3,5 

Comecei a assistir: Tonari no Seki-kun, Saraiya Goyou, Bananya

Filmes


Em busca do Vale Encantado
Vi que o filme estava saindo do catálogo da Netflix e resolvi ver para matar as saudades. Um dos meus queridinhos da infância, o filme não é tão bom quanto eu lembrava, mas é divertidinho.
Nota: 3


A garota de fogo (também conhecido como Magical Girl)
Esse filme!!! Ouvi falar dele no blog Resumo da Ópera e me interessei porque uma personagem é fã de animes. Essa personagem e o hobby dela têm mais importância no início, dando propulsão a uma série de acontecimentos. Um filme bastante surpreendente e angustiante.
Nota: 4,25


Miss Hokusai
Anime sobre a filha do famoso pintor Hokusai, também artista e definitivamente uma mulher à frente de seu tempo. Adorei a interação entre a protagonista e sua irmã mais nova, que é cega, e gostei de ver a situação de uma mulher artista na época, mas esperava um pouco mais do filme. 
Nota: 3,5


Um homem sério
Não entendi qual é o ponto do filme. Ele começa estranhinho, depois passa a mostrar a vida de um homem comum em meio a problemas em casa e no trabalho, com algumas reflexões sobre a fé judaica, e eu esperava que o final tornasse as coisas mais claras para mim. Mas não. Talvez os irmãos Coen não sejam mesmo muito a minha praia. Ou talvez eu seja burra mesmo.
Nota: 2,5


Millenium Actress
Esse é um dos filmes mais elogiados do Satoshi Kon, que é um dos diretores mais elogiados de anime. O filme narra a vida de uma famosa atriz misturando a realidade com os papéis que ela representou durante sua carreira. É um pouquinho confuso e visualmente muito interessante, mas a história não me conquistou tanto quanto eu esperava.
Nota: 3,75


Sita Sings The Blues
O filme se baseia no épico hindu Ramayana, relacionando-o a momentos da vida da diretora. Com estilos bem variados de desenho, o filme adota uma perspectiva favorável à Sita, esposa de Rama, que teve sua fidelidade questionada e foi abandonada pelo marido após ter sido raptada. Essa história é entremeada com comentários de personagens de um teatro de sombras (minha parte preferida!), canções de Annette Hanshaw que se encaixam perfeitamente às situações narradas (mas achei meio cansativas depois de um tempo) e a história do fim do relacionamento da diretora. É uma animação bem diferente e criativa.
Nota: 4


Cheatin'
Faz tempo que queria ver algo do Bill Plympton, que tem um estilo bem rabiscado de desenhar que eu acho muito interessante. Cheatin' é uma história de um relacionamento amoroso, de suspeitas e mal-entendidos. É interessante, mas eu esperava algo um pouco mais pé no chão e não transposição de corpos e carrinhos de bate-bate super eletrificados.
Nota: 3,5

Curtas


Nakedyouth
Curta sobre um relacionamento de dois jovens. Sem diálogos, o filme investe bastante em repetições e tomadas do céu e das árvores, uma coisa meio artística, meio chata.


Dimension Bomb
O curta faz parte do projeto Genius Party Beyond e é uma viagem visual interessante, porém incompreensível.


Circo
Um palhaço bondoso tenta arranjar emprego em um circo decadente com funcionários violentos e mal-humorados. Gostei da estética. 

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Randomicidades do mês: julho/2016 (parte 1 - leituras)

Tenho a impressão de que julho foi um mês longo e demorado, mas talvez eu só tenha essa impressão porque fiquei quase o mês inteiro sem trabalho e isso foi me deixando agoniada. O lado bom é que deu para ler bastante e ver muitos filmes, tanto que dividirei o post em duas partes.

Livros


Fortunately, The Milk - Neil Gaiman
Livro infantil sobre um pai que sai para comprar leite para o café da manhã, é abduzido, passa por todo tipo de aventura louca e consegue voltar para casa são e salvo (e com o leite intacto). Divertidinho, mas por ser Neil Gaiman eu esperava mais.
Nota: 3


Psicose - Robert Bloch
Como a maioria das pessoas, eu já tinha visto o filme antes de ler, então a história não apresentou muitas novidades. Por outro lado, é interessante ler já sabendo o final e ir vendo os indícios durante a leitura. Adorei o livro!
Nota: 4


As preces são imutáveis - Tuna Kiremitçi
Nota: 3,25


Os crimes ABC - Agatha Christie
Nota: 3,25


O mundo se despedaça - Chinua Achebe
Nota: 3,75


Nove plantas do desejo e a flor de estufa - Margot Berwin
Esse livro tem uma vibe meio Comer, rezar, amar de uma mulher frustrada com a vida que viaja para lugares "exóticos" para se autodescobrir, mas parte de uma ideia bem mais estranha e interessante: essa mulher começa a se interessar por plantas, descobre a existência de nove plantas mágicas e parte para o México para encontrá-las. Até aí tudo bem. O problema é que esse livro tenta criar um tom meio realismo fantástico que não funciona e tem uma protagonista muito insossa. O outro problema é que ele aposta em um misticismo que não tem nada a ver comigo. E o último problema é que ele tem umas incongruências/erros que me irritaram muito (exemplos: a protagonista encontra uma cascavel enorme, mas cascavéis não são cobras tão grandes, do tamanho de cinco pneus empilhados; duas vezes personagens se referem ao México como um país da América do Sul (???); as nove plantas do desejo deveriam ser super raras e difíceis de conseguir, mas várias delas são plantas comuns). Sei lá, o livro parte de uma ideia criativa e eu estava gostando no começo, mas ele foi piorando aos poucos e eu terminei a leitura muito frustrada.
Nota: 2


Eeeee Eee Eeee - Tao Lin
Livro muito estranho. Vou resenhar em breve.
Nota: 3,25


A bússola de ouro - Philip Pullman
Releitura de um dos meus livros preferidos da adolescência. Talvez porque esse primeiro volume esteja razoavelmente bem gravado na minha memória, não me empolguei muito com o livro. Gosto muito de toda a ideia por trás da trilogia e achei fascinante relembrar alguns aspectos dela, mas esse volume tem muitas aventuras, viagens, ação, e esse não é o tipo de coisa que eu gosto de ler geralmente. Por outro lado, estou ansiosa para reler os dois volumes seguintes, dos quais não lembro quase nada, e poder compreender melhor o que há por trás da história.
Nota: 3,75

Quadrinhos


Rurouni Kenshin: Tokuhitsu-ban - Nobuhiro Watsuki
Essa é uma versão alternativa da história do Kenshin, publicada na época do lançamento dos filmes live-action. Sim, foi um mangá escrito apenas para surfar na onda dos filmes e gerar mais uns trocados para os envolvidos. Mesmo assim, fã de RK que sou, fiquei curiosa para ler. É uma versão condensada e modificada das batalhas de Kenshin contra o Kanryuu Takeda e o Jin-e, com ligeiras modificações para poder incluir o máximo de rostos conhecidos em tão pouco tempo. É divertinho, não muito mais que isso. Não sei se funcionaria muito bem como primeiro contato com o universo de RK, mas para os fãs é uma leitura interessante.
Nota: 3,25


Gen, pés descalços - vols. 6 e 7 - Keiji Nakazawa
Continuo lendo a série e não tenho muito a dizer sobre esses volumes.
Nota: algo entre 3 e 3,5


Lucille - Ludovic Debeurme
HQ sobre o relacionamento entre dois jovens solitários: uma garota anoréxica e um garoto vindo de uma família disfuncional. A história não apresenta nada de muito inovador, mas algo na crueza desses personagens me deixou bem abalada durante a leitura. Gostei demais, mas teria gostado ainda mais se não descobrisse ao final que o livro faz parte de uma série que ainda não terminou. ;-; 
Nota: 4,25


Empire State: A Love Story - Jason Shiga 
Peguei esse livro na biblioteca só porque a capa é bonitinha. Com toques autobiográficos, é uma história de amor (ou não) entre um jovem introvertido que tem dificuldades em viver a vida adulta (quem nunca?) e sua amiga, que se mudou para Nova York para trabalhar em uma editora. O livro é gostoso de ler e tem momentos engraçadinhos, mas é meio genérico e esquecível. Vi alguém no Goodreads o comparando a um filme indie "mumblecore" e, mesmo sem nunca ter visto um desses filmes, acho que a comparação é exata: tem personagens meio desajustados com tiradas engraçadinhas e uma história de amor que não dá em nada.
Nota: 3

Aquisições


Não teve muita coisa. Minha irmã ganhou o Thomas e sua inesperada vida após a morte e eu comprei The Wedding Eve, mangá com várias histórias.

Por enquanto é só, pessoal. Mais tarde eu venho com a segunda parte.