segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Randomicidades do mês: outubro/2017

Mais um mês que se passou, mais livros lidos, animes e filmes vistos...

Livros


O brilho do amanhã – Ishmael Beah
Nota: 3


A menina que tinha dons – M. R. Carey
Romance pós-apocalíptico sobre uma garota que vive aprisionada em uma base militar, isolada do mundo externo e caótico. Melanie é uma menina inteligente, que vive em uma cela, frequenta as aulas com os colegas e adora sua professora. Ela não compreende por que os soldados parecem ter medo dela, assim como não sabe muito sobre o mundo lá fora. Porém, tudo muda quando a base é atacada e ela se liberta de sua prisão, só para descobrir que a vida no exterior é ainda mais hostil. O romance tem um ritmo rápido, que poderia facilmente ser transposto para as telas de cinema. Achei a primeira parte do livro, com mais mistérios e menos aventuras, mais interessante que a segunda. Vi que o autor lançou outro livro que se passa nesse universo e fiquei meio curiosa.
Nota: 3


Dias de abandono – Elena Ferrante
Após adorar a tetralogia napolitana, estava com altas expectativas para ler os outros livros da autora. Me decepcionei um pouquinho com esse aqui, mas talvez tenha sido mais porque andei lendo livros com tema parecido nos últimos tempos do que por demérito do livro. O romance conta sobre o fim de um casamento do ponto de vista da mulher, que fica desorientada e frustrada após se sacrificar pelo marido durante tantos anos.
Nota: 3,25


The Great Unexpected – Sharon Creech
A Sharon Creech é autora de um dos meus livros preferidos, Andar duas luas. Esse é o segundo romance dela que leio (já li também um livro de poesia), e confesso que adiei a leitura por medo de me decepcionar. No final, não me decepcionei, mas também não me apaixonei pelo livro. A história se passa em uma cidadezinha, onde vivem duas órfãs que levam vidas normais, apesar de seus passados trágicos. Tudo muda quando elas encontram um menino misterioso que caiu de uma árvore, que as deixa fascinadas e curiosas. O livro alterna a história principal com uma história paralela que parece bastante confusa a princípio e se esclarece no final (apesar de eu ter achado que alguns pontos não ficaram muito bem explicados). Gostei bastante dos personagens e do relacionamento entre eles, do clima da cidadezinha e de como os mistérios foram se desenvolvendo.
Nota: 3,5


Baseado em fatos reais – Delphine de Vigan
Delphine é uma escritora que publicou um livro autobiográfico após algumas investidas não tão bem-sucedidas na ficção. Porém, após o sucesso, ela tem dificuldade em pensar em sua próxima obra. É então que ela conhece L., uma ghost writer confiante e misteriosa que logo se torna sua melhor amiga. L. deseja que Delphine escreva outro livro autobiográfico e se envolve cada vez mais na vida da amiga, até um ponto em que Delphine não consegue fazer quase nada sem ela. Gostei do livro, mas esperava mais. É o tipo de romance que me envolveu bastante durante a leitura, mas que esqueci logo depois. O livro tem uns paralelos com Misery, do Stephen King, o que achei interessante.
Nota: 3


Minha metade silenciosa – Andrew Smith
Palito não tem uma orelha e é alvo de bullying dos colegas por causa disso. Em casa, as coisas não são muito melhores: seus pais são bastante severos e castigam duramente os filhos toda vez que eles desobedecem às regras da casa. O que o salva é o bom relacionamento com o irmão mais velho, mas ele vê o mundo despencar quando o irmão briga com o pai e sai de casa. Gostei bastante das duas primeiras partes do romance, que constroem os personagens e seus relacionamentos; não gostei tanto da última parte, que me parece meio deslocada do resto.
Nota: 3,25


Barba ensopada de sangue – Daniel Galera
Minha maior curiosidade a respeito desse livro é que ele se passa em Garopaba, cidadezinha no litoral de Santa Catarina que visitei uma vez. A história é a de um homem que, após o suicídio do pai, vai morar na cidade, acompanhado apenas da cadela que pertencera ao pai. No passado, seu avô havia morado e morrido ali, em um incidente envolto em mistério. O livro é muito bem escrito e, mesmo em momentos em que nada acontece, conseguiu manter meu interesse. No entanto, eu esperava um pouquinho mais.
Nota: 3,75

Quadrinhos


Uma bolota molenga e feliz – Sarah Andersen
Esse livro reúne algumas tirinhas da autora, que são bem populares na internet. São historinhas simples, curtas e bem-humoradas sobre a vida de uma jovem nos dias de hoje. É uma boa leitura descompromissada.
Nota: 3

Animes


Mahou Shoujo-tai Arusu
Anime sobre uma menina comum, Arusu, que vai parar em um mundo mágico. Lá, ela se depara com uma sociedade bruxa que a vê com desconfiança, mas logo conquista amigos com seu jeitinho engraçado, corajoso e bondoso. No entanto, esse mundo se encontra em crise, e Arusu talvez seja a chave para resolver os problemas. Esse é um anime do estúdio 4°C, que é mais conhecido pelos filmes e curtas um pouco mais experimentais do que a média. Visualmente, é um anime muito bonito (apesar de irregular), com personagens e um universo interessantes, mas achei a história fraca. Talvez ele tenha sido prejudicado pela curta duração dos episódios (cerca de 10 minutos cada), o que gera problemas de ritmo e desenvolvimento do enredo.
Nota: 2,75


Chouyaku Hyakuninisshu: Uta Koi.
Esse anime foi uma surpresa muito positiva! Cada episódio é baseado em um poema/poeta da antologia Hyakuninisshu, geralmente com tema amoroso. A maioria dos personagens são figuras históricas e poetas importantes, como Sei Shonagon, autora de O livro do travesseiro, e Murasaki Shikibu, autora do Genji Monogatari. O anime conta histórias de amores impossíveis, amores com finais felizes, amores improváveis e às vezes de algumas amizades, tudo com a poesia em papel de destaque. Para quem tem algum interesse em poesia japonesa e na vida da corte no Japão antigo, é um anime mais que recomendado.
Nota: 4


Aku no Hana
Takao é um garoto que adora ler, especialmente As flores do mal, de Baudelaire. Um dia, ao voltar à escola para buscar o livro que ele esqueceu na classe, ele vê as roupas de ginástica da menina de quem ele gosta e as pega. No dia seguinte, todos da escola estão achando que um pervertido roubou as roupas da garota, e Takao se sente incrivelmente culpado. Para piorar, a esquisitona da classe o viu pegando as roupas e ameaça revelar o segredo, a não ser que ele faça um pacto com ela. Esse anime foi bastante criticado pela animação em rotoscopia, que deixa os personagens com um visual bastante atípico em animes e que muitos consideram feio (eu achei normal). Eu já sabia da polêmica antes de começar a assistir, então fiquei bastante surpresa com o quanto gostei do visual realista da obra e o quanto achei que ele combinou com o clima geral da série. A história capturou minha atenção desde o comecinho, pois é bastante impactante, e o anime é excelente em criar um clima de tensão. A única coisa que realmente me incomodou é que a série termina em aberto, preparando-se para uma segunda temporada que provavelmente não virá. Vou ter que ler o mangá, mas provavelmente vou estranhar o visual convencional dele. :P
Nota: 4,25

Filmes


Moonlight
Queria ver esse filme desde a época do Oscar, mas fui adiando e adiando. No final, achei meio decepcionante, não porque seja um filme fraco, mas porque não vi nada de muito excepcional nele.
Nota: 3,5


Dançando no escuro
Que filme triste! Mesmo já sabendo que ele seria triste, achei ainda mais triste do que esperava. Ele conta a história de uma mulher que está perdendo a visão e trabalha duramente em uma fábrica para pagar a cirurgia de seu filho e poupá-lo da doença. Apesar da vida dura, ela é otimista e, como grande entusiasta de musicais, fica devaneando e transformando sua rotina em um musical.
Nota: 4


Toast
Filme simpático sobre um garoto que, após a morte da mãe, tenta conquistar a afeição do pai preparando pratos deliciosos. No entanto, ele tem a concorrência da faxineira, uma cozinheira de mão cheia que também quer conquistar o afeto do pai dele. É um filme agradável, mas não é muito mais que isso.
Nota: 3,5


O garoto fantasma
Animação francesa dos mesmos diretores de Um gato em Paris. No filme, um menino internado no hospital descobre que consegue sair do corpo e passear por aí. Ao conhecer um policial no hospital, ele usa essa habilidade para ajudá-lo a encontrar um grupo de criminosos que estava ameaçando a cidade. É um filme bem bonitinho.
Nota: 3,5


Digimon Adventure tri. 5: Kyousei
O quarto filme de Digimon foi bem ruinzinho, então não estava nada animada em ver o quinto. Comparando com o anterior, até que ele não é tão ruim, mas o grande intervalo entre cada lançamento me fez esquecer toda a história e tudo virou uma grande bagunça na minha mente. No geral, o filme apresenta os mesmos defeitos dos anteriores, como problemas de ritmo e várias questões ainda não respondidas na narrativa. Estou achando que Digimon tri. foi um erro, mas continuo assistindo porque sou trouxa.
Nota: 2,75

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Livro: O brilho do amanhã

Título: O brilho do amanhã
Título original: Radiance of Tomorrow
Autor: Ishmael Beah
Tradução: George Schlesinger
Editora: Companhia das Letras

O vilarejo Imperi foi quase completamente destruído durante a guerra civil na Serra Leoa. Após a guerra, seus moradores retornaram aos poucos, reconstruindo seus lares, reatando os laços entre eles e retomando tradições. No entanto, voltar à normalidade é complicado, especialmente quando uma grande companhia mineradora se instala na região, transformando a vida dos habitantes.

A história se concentra em dois personagens, Benjamin e Bockarie. Em um ambiente violento, corrupto e em que falta de tudo, os dois professores tentam dar educação às crianças e unir a comunidade. O livro mostra o impacto doloroso e cruel da guerra e do colonialismo nas vidas sofridas dos personagens, mas também mostra como eles resistem e encontram esperança e alegria uns nos outros.

O que tenho a criticar no livro é que achei que o autor cai na tentação de mostrar a tradição como o lado certo, como se os costumes da vida pré-guerra fossem o ideal, e as mudanças fossem sempre para pior. (Não que isso não seja o que acontece na vida real, mas às vezes o número de desastres da história parece exagerado. Nem dá tempo para você sentir o impacto de um desastre para outro acontecer logo em seguida.)

O estilo do autor também não me agradou tanto quanto eu gostaria. Ele às vezes usa imagens derivadas da tradição oral e das línguas locais, em um tom poético, o que é interessante, mas não achei que esse estilo casa muito bem com o resto do texto, mais convencional.

Em suma, apesar da capa simpática em cores vivas e do nome esperançoso, O brilho do amanhã é um romance intenso, que nos mostra a realidade cruel da Serra Leoa. E apesar das minhas críticas, ele é bastante impactante e apresenta alguns personagens interessantes.

Lido para o Desafio Volta ao Mundo em 80 Livros, representando a Serra Leoa.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Randomicidades do mês: setembro/2017 (animes, séries e filmes)

Continuando com as randomicidades de setembro...

Animes e séries


Sengoku Choujuu Giga: Kou
Anime curtinho que retrata figuras históricas do período Sengoku como animais e faz piada com situações históricas. O que me atraiu nesse anime foi a arte, que lembra arte clássica japonesa. Infelizmente, boa parte das histórias exigem do espectador algum conhecimento dos personagens e acontecimentos históricos para fazer sentido. Como não tenho esse conhecimento, não entendi várias piadas e fiquei meio perdida em alguns dos episódios, mas, como ele têm apenas cerca de três minutos, não foi tão ruim assim. É um anime engraçadinho e meio bizarro. Não gostei o suficiente para assistir à segunda temporada, mas valeu a pena ter matado a curiosidade de conhecer o desenho.
Nota: 2,75


Master of None (2ª temporada)
Conheço algumas pessoas da internet que amam muito essa série. Eu não sou tão entusiasta dela, mas a acho gostosinha de assistir e de vez em quando tem alguns episódios muito bons. Essa temporada se inicia com o Dev na Itália, aprendendo a fazer massas e a falar italiano. Confesso que não gostei muito dessa parte e fiquei contente quando ele voltou para Nova York. O destaque foi o episódio do Thanksgiving, que mostra o almoço de família de Denise (uma das amigas de Dev) ao longo dos anos. Pena que a série terminou com episódios meio fracos.
Nota: 3,5


Hoozuki no Reitetsu
Hoozuki é assistente de Enma, rei do Inferno. Ele trabalha com eficiência, frieza e sadismo para administrar a região, manter os funcionários na linha e punir todos que merecem. O anime apresenta personagens de lendas orientais, como Momotaro, além de figuras da mitologia judaico-cristã, como Belzebu. Como em qualquer anime de comédia, algumas piadas são engraçadas, outras não têm graça nenhuma (e algumas você fica sem entender por falta de referência), mas o anime tem um charme que me conquistou mesmo quando o humor falhava. O character design é muito bonito e criativo (o Shiro é um dos cachorros mais fofinhos que já vi) e as paisagens do Inferno são incríveis.
Nota: 3,5


Tsurezure Children
Com 12 minutos por episódio, esse anime mostra diferentes casais. Há amigos de infância que vivem fazendo piadas entre si e não sabem como agir quando começam a namorar, a menina tímida que não percebe que o colega gosta dela, a delinquente que se apaixona pelo representante da classe. Há declarações de amor, desentendimentos, momentos de nervosismo e sorrisos. Essa maneira panorâmica de contar a história é bem interessante e dinâmica, apesar de não se aprofundar muito em nenhum casal. O anime tem seus momentos bobos e clichê, mas é uma comédia romântica fofa e agradável.
Nota: 3,5


WWW.Working!!
Esse anime se passa no mesmo restaurante que o anime Working!!, porém apresenta personagens diferentes. Como na primeira série, temos um grupo de personagens cheios de excentricidades e as mesmas piadas são repetidas à exaustão. No entanto, no primeiro anime, acabei me apegando à maioria dos personagens com o tempo e apreciando a evolução deles. Já neste, só fiquei irritada mesmo. Alguns dos coadjuvantes são divertidos, mas achei a história dos protagonistas, com toda a coisa do chocolate de dia dos namorados, insuportável, e isso estragou um pouco a experiência de acompanhar a série. Além disso, não consegui deixar de comparar os personagens deste anime com os do “original”, e eles saíram perdendo feio.
Nota: 2,75


Neo Yokio
Essa é uma produção da Netflix em estilo anime. Quando fiquei sabendo dela, fiquei curiosa porque ela foi criada pelo vocalista do Vampire Weekend. Quando vi o trailer, fiquei ainda mais curiosa, porque parecia trash demais. E quando assisti, vi que é trash mesmo. Neo Yokio é uma metrópole modernosa, dominada pelos ricos. Kaz é um desses ricos, mas não tão rico assim, pois ele precisava trabalhar no negócio da família, caçando demônios, embora preferisse ficar deprimido em seu canto devido ao fim de um namoro. Ele então parte para o trabalho, encontrando uma blogueira de moda muito influente, lidando com a alta sociedade da cidade, subindo e descendo no ranking de solteiro mais desejado e derrotando alguns demônios pelo caminho. É difícil dizer se Neo Yokio é propositalmente ruim, mas, para mim, ele é o tipo de ruim que quase vira bom.
Nota: 3

Filmes


Moulin Rouge
De tanto ver patinadores anunciando programas com as músicas de Moulin Rouge, decidi que era hora de ver filme. Não gosto muito de musicais, não gostava das músicas do filme que já conhecia e não gosto muito da estética exagerada do Baz Luhrmann, então as expectativas eram baixíssimas. No começo as expectativas se confirmaram, mas no final até que envolvi com a história. Não é nenhuma obra-prima, não merece ser warhorse de patinação, mas fazer o quê? 
Nota: 2,75


Invasão zumbi
Pelo título, esse é um filme que eu nunca veria. No entanto, vi muita gente falando bem dele e resolvi dar uma chance. No filme, um homem muito ocupado com o trabalho está levando a filha para Busan para visitar a mãe, porém as coisas começam a sair de controle quando as pessoas são infectadas e começam a se transformar em zumbis. A parte da ação é bastante empolgante, até para quem não gosta de ação, como eu. A parte mais emocional, sobre a aproximação entre pai e filha, às vezes é piegas demais.
Nota: 3,5 

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Randomicidades do mês: setembro/2017 (livros)

Toda vez que venho escrever o post de randomicidades fico surpresa em ver como minha noção de passagem de tempo está estranha. Sinto como se tivesse lido os primeiros livros da lista há uma eternidade, mas não, foi há apenas um mês. Eu já devia estar me acostumando a isso, no entanto, parece que fico cada vez mais surpresa.

Setembro foi meio agitado e li menos do que gostaria. Empaquei em algumas leituras que prometiam ser rápidas, mas pelo menos consegui terminar a antologia de contos russos que comecei a ler há apenas alguns aninhos, haha. Agora finalmente posso partir para outra das coletâneas de contos que tenho na estante. Quantos anos será que vou demorar em cada uma delas?

Os animes, séries e filmes do mês vão ficar para outro post.

Livros lidos


O jardim de cimento - Ian McEwan
Gosto muito do Ian McEwan, apesar de ele ter um ou outro livro meio chatinho. O jardim de cimento foi o primeiro romance dele e conta a história de quatro irmãos que passam a viver sozinhos depois que os pais morrem. Com medo de ser separados e enviados a um orfanato, eles não contam a ninguém sobre a morte dos pais e tentam se virar por conta própria. É um livro um pouco perturbador, às vezes desagradável, mas bastante fascinante. Me lembrou um pouco o filme Ninguém pode saber do Hirokazu Koreeda.
Nota: 4


Codinome Verity - Elizabeth Wein
Reli esse livro do qual lembrava muito pouco. Ele é bastante elogiado por aí, mas não conseguiu me empolgar, provavelmente porque toda a primeira parte se concentra demais no trabalho das personagens durante a guerra, e achei tudo meio desinteressante. O livro quer que a gente se apegue às protagonistas e à amizade delas, mas senti falta de mais momentos delas juntas e não me apeguei. Apesar disso, é um livro bem escrito, e imagino que alguém um pouco mais interessado na Segunda Guerra e em aviões talvez aproveite mais a leitura.
Nota: 3


Jurassic Park - Michael Crichton
Lembro muito pouco do filme do Spielberg que, apesar de divertido, não me marcou especialmente. Depois de ouvir falar muito bem do livro, fiquei curiosa e decidi ler, mesmo não sendo a maior fã de dinossauros. A primeira metade da história me deixou bem empolgada: gostei de ficar sabendo do parque aos poucos e de ver os personagens entrando em contato com os dinossauros. No entanto, a metade final, com a pane no parque e os dinossauros à solta, me cansou um pouco porque era basicamente os personagens fugindo de um dinossauro para então ser atacados por outro dinossauro.
Nota: 3,5


Zazie no metrô - Raymond Queneau
Uma menina vai passar uns dias com o tio em Paris. Ela quer andar de metrô, mas infelizmente o metrô está em greve, então ela anda por aí, conhecendo pessoas estranhas e passando por situações mais estranhas ainda. É um livro estranho e talvez eu não estivesse no humor certo quando li. Estava gostando dele no começo, mas comecei a me cansar das esquisitices mais para o final.
Nota: 3


Nova antologia do conto russo - Bruno Barretto Gomide (org.)
A antologia reúne contos de 1792 a 1998, com autores famosos como Dostoiévski, Púchkin e Tchekhov e outros dos quais eu nunca tinha ouvido falar. Gosto bastante do pouco que li de literatura russa, porém boa parte dos contos selecionados aqui não me agradou tanto. Em certos momentos, senti que estava lendo os contos só para acabar o livro, sem me importar muito com as histórias. Apesar disso, gostei de conhecer autores de diferentes épocas e estilos. Meus contos preferidos foram "Luz e sombras", de Fiódor Sologub, sobre um garoto que fica fascinado em criar sombras com as mãos, a ponto de negligenciar os estudos para ficar criando imagens nas paredes, e "O caça-ratos", de Aleksandr Grin, sobre um homem que se abriga em um labiríntico prédio abandonado, onde ouve e vê coisas estranhas.
Nota: 3,25


Opisanie Świata - Veronica Stigger
Um polonês recebe uma carta de um filho que ele nem sabia que tinha. Internado na Amazônia, o filho pede que ele venha lhe visitar. O pai parte rumo ao Brasil e conhece um brasileiro excêntrico que decide acompanhá-lo na jornada cheia de acontecimentos inusitados e surreais. É um livro bem divertido.
Nota: 4

Quadrinhos


A cidade da luz - Inio Asano
O mangá acompanha a vida dos moradores da Cidade da Luz, uma área residencial com enormes prédios. Há um adolescente que ajuda as pessoas a se suicidarem, um jovem autor de mangás, uma dupla de meninas adolescentes, dois homens que criam uma menina que talvez seja filha de um deles. A estrutura da obra lembra a de Nijigahara Holograph, com histórias que se entrelaçam levemente, embora aqui elas sejam mais lineares. Como é Inio Asano, não espere nada muito feliz.
Nota: 3,25


Entre umas e outras - Julia Wertz
Graphic novel autobiográfica sobre a mudança da autora de São Francisco para Nova York. Em vez de uma versão descolada da vida na cidade, encontramos as dificuldades de se adaptar, de arranjar emprego e apartamento, tudo com uma boa dose de humor autodepreciativo. O traço, não vou mentir, é meio feio. Esse não é o quadrinho para quem gosta de ficar se deleitando com as ilustrações. Porém, se você relevar isso, dá para se divertir bastante.
Nota: 3,75

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Tag da patinação

Vi algumas pessoas no Twitter respondendo uma tag sobre a nova temporada de patinação e resolvi responder também, acrescentando algumas perguntas que acho interessantes.

Shoma

- Patinador favorito (em geral)
Shoma Uno!!!

- Homem sênior
Shoma Uno

- Mulher sênior
Satoko Miyahara

- Par sênior
Sui/Han (mas gosto bastante de Savchenko/Massot também)

- Dupla de dança sênior
Virtue/Moir, Papadakis/Cizeron e Gilles/Poirier (depende bastante do programa)

Anastasiia

- Homem júnior
Donovan Carillo

- Mulher júnior
Anastasiia Gubanova

- Par júnior
Não assisto o suficiente para ter um favorito. :(

- Dupla de dança júnior
Também não assisto o suficiente. :(

Pechalat/Bourzat

- Homem aposentado favorito
The one and only Daisuke Takahashi!

- Mulher aposentada favorita
Sasha Cohen

- Par aposentado favorito
Shen/Zhao? Não costumava acompanhar muito os pares

- Dupla de dança aposentada favorita
Pechalat/Bourzat

Top 6 masculino

- Disciplina favorita
Homens, dança, mulheres, pares, nessa ordem (mas na temporada passada eu gostei mais dos pares do que esperado e menos da dança)

- Pódio dos sonhos no masculino
Yuzuru, Shoma, Patrick (ou Misha, né, é um pódio dos sonhos)

- Pódio dos sonhos no feminino
Satoko, Wakaba, Zijun. Hahaha, qual é a chance disso acontecer?

- Pódio dos sonhos nos pares
Sui/Han, Savchenko/Massot, Peng/Jin (ou Stolbova/Klimov. Ou James/Cipres).

- Pódio dos sonhos na dança
Virtue/Moir, Papadakis/Cizeron, Gilles/Poirier, mas depende muito dos programas.

- Pódio dos sonhos na competição por equipes
Canadá, Japão, China (desses, só o Canadá tem chance).

Evgenia, Anna e Ashley no mundial de 2016

- Mulheres para a equipe olímpica russa (3)
Não tenho grandes preferências, mas eu escolheria Evgenia Medvedeva (seria triste ela dominar tudo durante duas temporadas e flopar bem na temporada olímpica), Anna Pogorilaya (muitos altos e baixos, gostaria que ela tivesse uma boa experiência olímpica) e... não sei, não tenho outras favoritas.

- Mulheres para a equipe olímpica japonesa (2)
Satoko e Wakaba, por favor! Gosto das outras patinadoras, mas as que citei são duas das minhas favoritas atualmente.

- Mulheres para a equipe olímpica americana (3)
Ashley Wagner, Mirai Nagasu, Karen Chen

- Homens para a equipe olímpica americana (3)
Nathan Chen, Adam Rippon (ele canta a música do próprio programa, merece 10 de PCS!) e Jason Brown.

Gilles/Poirier

- Programa que você está mais empolgado para ver
O longo de Gilles/Poirier. Eles sempre são criativos (e às vezes estranhos) em suas escolhas, então estou curiosa para ver o que eles vão criar desta vez.

- Escolha musical que você menos gosta
Moulin Rouge. Depois de ver trocentos patinadores escolhendo a trilha sonora, até resolvi assistir ao filme para ver o que ele tem de especial e descobri que é um filme meio chato e que realmente não gosto das músicas.

- Warhorse favorito
Considerando apenas a música, Lago dos cisnes. Na patinação, Libertango e tangos em geral.

Han Yan

- Salto favorito
Triple axel

Sasha Cohen

- Spin favorito?
Layback

- Tanos ou rippons?
Rippons

- Rumba ou cha cha?
Cha cha. O padrão da rumba é meio sem graça.

- Zagitova ou Medvedeva?
Medvedeva, mesmo não gostando muito dos programas dela.

- Que patinadores/países que ainda não tem vaga você quer ver nas Olimpíadas?
Para citar um em cada categoria: Isadora Williams (Brasil!), Julian Yee (Malásia), Ryom/Kim (Coreia do Norte), Coomes/Buckland (Inglaterra).

- Música que você gostaria que alguém patinasse
Trilha sonora de Migração Alada! Ou a Sinfonia Pastoral do Beethoven (para um programa de dança, talvez?). Não sei se essas músicas funcionariam como programa de patinação, mas seria legal ver alguém tentando. Meus ouvidos agradeceriam!

É isso! Agora é só assistir às competições, torcer, vibrar e sofrer!

YAY!

domingo, 10 de setembro de 2017

Randomicidades do mês: agosto/2017 (parte 2)

Continuando com as randomicidades do mês...

Animes / séries


Mozart in the Jungle - 3ª temporada
Essa série sobre o mundo da música clássica é tão delicinha de se assistir, terminei a temporada em pouquíssimo tempo. A temporada se inicia com os personagens em Veneza, onde o protagonista vai reger uma famosa e temperamental cantora de ópera. Embora eu tenha gostado da mudança de ares, fiquei feliz em ver todos os personagens voltando para Nova York para resolver os problemas da greve dos músicos da orquestra. Eu não estava super animada em assistir a temporada quando ela foi lançada, mas foi só começar o primeiro episódio que lembrei o quanto gosto da série.
Nota: 3,75


Paradise Kiss
Anime sobre uma estudante do ensino médio focada nos estudos que tem sua vida transformada ao conhecer um grupo de estudantes de moda que a convidam para ser a modelo deles. O encontro a faz reavaliar suas escolhas e a pensar mais no que quer do futuro, afinal, ela sempre fez tudo o que os pais esperavam dela. Gostei bastante do anime, que apresenta personagens e situações realistas, um visual interessante e música de encerramento do Franz Ferdinand!
Nota: 4


Yami Shibai
Anime curtinho de terror com histórias baseadas em lendas urbanas. Com poucos minutos por episódio, a série faz um bom trabalho ao criar uma atmosfera de terror. O estilo simples da animação, inspirado no kamishibai (teatro de papel, uma forma de contar histórias com rolos com imagens), apesar de simples, colabora para o clima misterioso. Como qualquer série episódica, alguns episódios são meio fracos, mas no geral gostei bastante.
Nota: 4


Gangsta.
Na cidade de Ergastulum, controlada por diferentes facções, Worick e Nicholas são mercenários que aceitam trabalhos variados, de fazer entregas a se livrar de pessoas indesejáveis. Ao eliminar um cafetão, eles tomam Alex, uma prostituta nova na cidade, sob sua proteção, e ela passa a ajudá-los no trabalho. O anime começa bastante promissor, juntando personagens interessantes e um belo visual, mas começa a desandar logo. O ritmo fica um tanto apressado, a qualidade da animação dá uma caída lá pela metade final e o anime termina sem concluir nada da história, na expectativa de uma segunda temporada que dificilmente virá.
Nota: 3,25

Comecei a ver: Tsurezure Children, WWW.Working!!, Sengoku Choujuu Giga: Kou

Filmes


The Silenced (Lee Hye-yeong, Hae-Yeong Lee)
Assisti a esse filme sem saber nada sobre ele, só porque a imagem e a sinopse na Netflix me chamaram a atenção. É interessante ver um filme sem saber o que esperar, sem nem mesmo saber o gênero direito. No final, ele foi uma surpresa positiva. Ambientado na Coreia dos anos 30, o filme é sobre uma menina enviada a um internato/sanatório. Frágil e pouco assertiva, ela não é muito bem recebida pelas colegas, com uma exceção. Porém, esse é o menor dos seus problemas, pois coisas estranhas começam a acontecer. Gostei de como o clime de suspense é construído, das protagonistas e das atuações. O final, meio corrido e exagerado, decepciona um pouco.
Nota: 3,5


Kiss & Cry (Sean Cisterna)
Como sou fã de patinação no gelo, não pude deixar de assistir a esse filme que 1) cita Yuzuru Hanyu! 2) tem cenas gravadas no Cricket Club, local onde alguns patinadores famosos treinam; 3) o técnico da protagonista supostamente é o Shin Amano, juiz conhecido por sua rigidez. Apesar de ser um filme sobre uma patinadora, ele é, antes de tudo, um filme de doença. Mesmo sabendo disso, eu esperava que ele mostrasse um pouquinho mais de patinação, mas não, o filme prefere mostrar como a protagonista é inspiradora ao lutar contra o câncer, o que poderia render um filme minimamente decente se ela não fosse uma pessoa tão chata. Me sinto um pouco mal por achá-la tão irritante, porque o filme é baseado em uma história real e a atriz que interpreta a protagonista era amiga dela, mas... ela é chata. E o filme é fraco.
Nota: 2,5


A garota húngara (Attila Szász)
Outro filme que vi sem saber nada sobre e que acabou se revelando melhor do que eu esperava. Na década de 1910, uma jovem começa a trabalhar como criada na casa de uma prostituta abastada. Ela logo cai nas graças da patroa, que passa a mimá-la, provocando a inveja da governanta, que no passado foi muito próxima da patroa. Gostei de como os relacionamentos entre as três personagens são construídos.
Nota: 3,5

Curtas


Crac! (Frederic Back)
O curta de animação acompanha a trajetória de uma cadeira de balanço desde sua criação, mostrando as mudanças ao seu redor durante os anos. O filme é uma graça, com traço simples e cores suaves que lembram ilustrações de livros infantis.
Nota: 3,5


Inaka Isha (Koji Yamamura)
Adaptação do conto "Um médico rural" de Franz Kafka. No meio de uma noite gelada, um médico é chamado para cuidar de um doente, mas ele não tem um cavalo para transportá-lo. Um homem misterioso surge de um chiqueiro e oferece dois belos cavalos, que o médico aceita, partindo rumo a uma viagem cheia de acontecimentos estranhos. Nunca li o conto do Kafka e não sei o quanto a leitura me ajudaria a compreender a história, que é um tanto confusa e surrealista. A arte é incrível e combina perfeitamente com o clima de estranhamento do filme.
Nota: 3,75