quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Patinação: expectativas para as Olimpíadas

Hoje à noite começam as Olimpíadas de Inverno (tecnicamente, algumas competições já começaram e a cerimônia de abertura é só amanhã, mas como patinação é o esporte mais importante para mim, as Olimpíadas começam quando a patinação começar). Como já é de costume aqui no blog, vou fazer minhas previsões, provavelmente erradas, e o que eu desejo que aconteça na competição, que provavelmente não vai acontecer.

Competição de times

É apenas a segunda vez que teremos competição por equipes nas Olimpíadas. Muitos fãs a odeiam por sobrecarregar os patinadores e sempre ter os mesmos três países brigando por medalhas, mas eu gosto por ser uma chance de ver mais patinação e pela estratégia envolvida (apesar de querer ver mudanças no formato da competição). Infelizmente, a patinação é um esporte dominado por poucos países, portanto, por enquanto, as medalhas ficam entre os que são razoavelmente fortes nas quatro categorias. Quem sabe no futuro mais países tenham chances.

Só estou chateada porque, segundo as minhas previsões, o top 5 será igualzinho ao de Sochi. Se a China e a França mandassem os patinadores mais fortes, eles talvez tivessem chance de ir para o programa livre, mas preferiram poupar os atletas, dando mais oportunidades para a Itália e o Japão.

Previsão


1. Rússia (ou Olympic Athletes from Russia)
Depois do mundial na última temporada, eu estava certa de que o Canadá tinha chances fortes de derrotar a Rússia, mas analisando os resultados desta temporada, acho que a Rússia tem uma pequena vantagem se as coisas se desenrolarem como o previsto.

2. Canadá
Tem um time bem balanceado. Se os patinadores forem todos bem, tem chances de derrotar a Rússia, mas não estou muito confiante.

3. EUA
É meio fraco nos pares e nas mulheres, tem boas chances no masculino e na dança. Nas minhas previsões, fica bem atrás de Rússia e Canadá, mas sem muita chance de perder o bronze.

Pódio dos sonhos


1. Canadá
Gosto bastante de vários patinadores canadenses. E quero que o Patrick Chan fique feliz com o ouro dele!

2. Japão
Amo o Team Japan, mas a fraqueza deles nos pares e dança não permite que eles disputem medalhas (a não ser que coisas estranhas aconteçam).

3. China
Também amo os chineses, mas sem Boyang e Sui/Han não dá para sonhar muito alto.

Feminino

Não me importo tanto com essa categoria, e parte do motivo é que não gosto das duas principais patinadoras do momento, as russas Evgenia Medvedeva e Alina Zagitova, que muito provavelmente estarão nos dois lugares mais altos do pódio. O que me resta é torcer para que as poucas patinadoras de quem gosto tenham uma boa performance.

Previsão


1. Evgenia Medvedeva (Rússia)
Ela voltou depois de um tempo fora por lesão e perdeu sua invencibilidade para a Zagitova no último Campeonato Europeu, mas ainda acho que ela tem tudo para chegar com sangue nos olhos, patinar dois programas limpos e conseguir uma vitória. Posso não gostar dela, mas acho que ela merece o ouro.

2. Alina Zagitova (Rússia)
Tem conteúdo técnico mais forte que a Evgenia, mas componentes mais fracos. É mais inexperiente e teve problemas com o programa curto durante boa parte da temporada, porém acertou tudo no Europeu. Não ficaria nada surpresa se ela ganhasse.

3. Carolina Kostner (Itália)
A disputa pelo bronze é mais difícil de prever. São muitas candidatas, mas vou apostar na Caro porque ela costuma receber as maiores notas de componentes.

Pódio dos sonhos


1. Satoko Miyahara (Japão)
Minha preferida. Ficou fora um tempão por lesão e superou as adversidades para conquistar a vaga olímpica. Tem problemas de rotação nos saltos, mas é ótima em todo o resto.

2. Carolina Kostner (Itália)
Elegante e refinada, às vezes a acho meio sem graça, mas gosto de torcer pelas veteranas.

3. Kaori Sakamoto (Japão)
A Kaori sempre me surpreende pelos saltos poderosos. Apesar de eu não gostar muito do programa livre dela e ainda a achar meio "crua", ela tem uma alegria contagiante ao patinar que sempre me faz torcer por ela.

Desejos aleatórios: que a Isadora Williams patine bem e passe para o programa longo; que a Ivett Toth vá bem; que a Mirai Nagasu acerte os triple axels.

Masculino

Essa é uma categoria difícil de prever. Os homens costumam ser bastante inconsistentes, e esta foi uma temporada atípica em que muitos ficaram fora de competições importantes. É possível que a competição seja um desastre e o vencedor seja o que cometeu menos erros, mas também é possível que seja uma competição incrível (no começo da temporada, quando o Shoma foi bem no Lombardia e o Yuzuru bateu o recorde no programa curto do Autumn Classic, eu achei que a temporada ia seguir esse rumo e ser fantástica. Como eu estava errada...).

Previsão


1. Yuzuru Hanyu (Japão)
É o patinador mais completo e mais bem-sucedido, mas ficou fora das competições devido a uma lesão, e o estado dele é uma incógnita, mas eu acredito que ele está bem e que pode conseguir uma vitória.

2. Nathan Chen (EUA)
Provavelmente é o patinador com o conteúdo técnico mais difícil. Venceu todas as competições que participou na temporada, embora seus oponentes tenham flopado em diferentes graus. Tem chances de vencer, assim como tem chances de ficar fora do pódio (como todos os outros).

3. Shoma Uno (Japão)
Tem bom equilíbrio entre a parte técnica e artística e costuma ganhar notas bem altas quando vai bem. Como não sou uma fã muito confiante, coloco ele em terceiro.

Pódio dos sonhos


1. Yuzuru Hanyu (Japão)
Gosto bastante do Yuzuru, apesar de a patinação dele não me conquistar tanto num nível emocional, e ficaria muito feliz com uma boa performance.

2. Shoma Uno (Japão)
É meu preferido, mas não gosto muito dos programas dele nesta temporada e acho que ele ainda precisa melhorar em muitos aspectos para merecer o ouro. Uma prata ou bronze estão de bom tamanho, de preferência com um sorriso no final (e casamento no pódio, é claro. Saudades interações Yuzu x Shoma).

3. Patrick Chan (Canadá)
O patinador que eu amava odiar se tornou um dos meus preferidos. Esta provavelmente é a última temporada dele, então uma medalha individual seria um bom presente de despedida.

Desejos aleatórios: boas performances de Han Yan, Adam Rippon, Keegan Messing, Boyang Jin, Keiji Tanaka, Denis Ten, Junhwan Cha, Julian Yee, Deniss Vasiljevs e  Misha Ge! Só isso. :P

Pares

Estou bem empolgada para a competição de pares, que tem muitas duplas boas em busca de uma medalha. Felizmente, gosto das duas duplas favoritas ao ouro, assim, espero que seja um evento tranquilo sem muitas decepções.

Previsão


1. Sui/Han (China)
Uma dupla forte tecnicamente e artisticamente. A disputa entre eles e os alemães é bem acirrada, então eles precisam ser limpos para ganhar.

2. Savchenko/Massot (Alemanha)
Torço muito pela Aliona porque ela é uma veterana e vem lutando pelo ouro olímpico faz tempo. O triple twist deles é gigantesco e o programa livre deles é moderno e bonito.

3. Tarasova/Morozov (Rússia)
Não tem os melhores programas nem a melhor interpretação, mas seus elementos costumam ser bem fortes. Andaram meio inconsistentes nas últimas competições.

Pódio dos sonhos


1. Sui/Han (China)
Prefiro os chineses aos alemães porque acho que essa é uma dupla em que os dois patinadores estão em um nível bem próximo e combinam melhor.

2. Savchenko/Massot (Alemanha)
Coloquei eles em segundo, mas não reclamaria se ganhassem.

3. Peng/Jin (China) ou James/Cipres (França) ou Seguin/Bilodeau (Canadá)
Das três duplas citadas, só J/C têm alguma chance de medalha, mas espero que as outras vão bem. P/J são carismáticos e são meio que os underdogs das duplas chinesas, então sempre torço por eles. J/C têm um estilo moderno e sensual. E S/B têm o meu programa curto preferido da temporada.

Desejos aleatórios: boas perfomances de Ryom/Kim e que eles se classifiquem para o programa livre; sem levantamentos abortados ou quedas dolorosas demais.

Ice dance

Costuma ser a competição mais previsível, mas não por isso menos emocionante. As duplas preferidas, Papadakis/Cizeron e Virtue/Moir, costumam receber notas muito próximas, e a disputa pelo terceiro lugar também será acirrada.

Previsão


1. Papadakis/Cizeron (França)
Até a temporada passada, eu acreditava na vitória de Virtue/Moir, mas nessa temporada P/C fizeram pontuações maiores e derrotaram os rivais no Grand Prix Final. Não gosto da dança curta deles (e a música sempre fica grudada na minha cabeça), mas no programa livre eles são capazes de criar um momento sublime.

2. Virtue/Moir (Canadá)
Muito experientes e habilidosos, já estão em sua terceira olimpíada. Estou curiosa para ver as mudanças que eles fizeram no programa livre, mudando um levantamento polêmico.

3. Shibutanis/Shibutani (EUA)
Não foram super consistentes nas últimas competições, mas acredito que se forem limpos, a medalha é deles.

Pódio dos sonhos


1. Virtue/Moir (Canadá)
Gosto bastante das duas duplas top, mas por motivos sentimentais preferiria que V/M ganhassem o ouro.

2. Papadakis/Cizeron (França)
Eles têm uma leveza no gelo que é muito agradável de assistir.

3. Gilles/Poirier (Canadá)
Sempre têm programas divertidos e criativos.

Desejos aleatórios: boas performances para Muramoto/Reed, Coomes/Buckland, Hurtado/Khaliavin e Weaver/Poje; sem elementos invalidados, sem quedas e muitos níveis 4!

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Para quem se interessou, as competições de patinação começam hoje às 23:00 e serão parcialmente exibidas pela Sportv. Os dias e horários estão aqui. Para quem não tem Sportv, esse post oferece sugestões de streamings

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Randomicidades do mês: janeiro/2018

Primeiras Randomicidades do Mês de 2018!

Livros


Os mil outonos de Jacob de Zoet – David Mitchell
Em 1799, Jacob de Zoet é um escriturário holandês trabalhando em Dejima, ilha artificial em Nagasaki, único local do Japão acessível aos estrangeiros na época. Afastado da terra natal e cercado por uma cultura completamente diferente da dele, ele se apaixona por uma jovem parteira. Acho a Era Tokugawa um período fascinante da história do Japão, e esse foi um dos motivos que me levou a ler esse livro. Apesar dos bons personagens, achei o livro um tanto monótono em alguns momentos, e as quebras na trama me frustraram um pouco. Confesso que preferiria ler um livro centrado na parteira, porque achei a história dela a mais interessante, mas não podemos ter tudo.
Nota: 3,5


O livro do travesseiro – Sei Shonagon
Escrito no século X por uma dama da corte, o livro reúne textos curtos com observações e pequenos causos da vida no período Heian. Com um estilo poético e o olhar aguçado, a autora narra sobre os trajes da época, as festividades, a beleza das flores, as conversas entre as damas e os nobres e outras coisas, sem poupar o sarcasmo quando necessário.
Nota: 3,5


O histórico infame de Frankie Landau-Banks – E. Lockhart
Quando Frankie descobre que seu namorado é o líder de uma sociedade secreta em que ele e seus amigos nunca a deixariam entrar, ela põe seu cérebro inventivo em uso para criar pegadinhas surpreendentes e provar que ela é muito mais que um rostinho bonito. O livro é divertido, mas ele falhou em mostrar o namorado de Frankie e seus colegas como personagens minimamente interessantes. Na maioria do tempo eu achava as atitudes da Frankie bestas porque eu não conseguia entender porque ela queria conquistar o respeito de caras tão bestas (e em geral eu não gosto de pegadinhas e coisas semelhantes).
Nota: 3,25


Confissões – Kanae Minato
Assisti ao filme faz uns dois anos, e acho que isso prejudicou um pouco minha apreciação pelo livro, porque é o tipo de história cheia de reviravoltas que fica melhor quando você não sabe nada sobre ela. De qualquer forma, é um bom livro com personagens insanos e com moral dúbia, narrado de diferentes pontos de vista.
Nota: 3,5


Dez de dezembro – George Saunders
Depois de ler muitos elogios ao autor, eu esperava mais desse livro de contos, que achei meio esquecível. Eu também esperava histórias mais realistas, pé no chão, e me surpreendi ao ver alguns elementos quase de ficção científica aqui e ali (não que isso seja ruim). Ainda tenho curiosidade em ler outras obras do autor, mas minhas expectativas já estão devidamente baixas.
Nota: 3


Ferdydurke – Witold Gombrowicz
Clássico da literatura polonesa em que um homem é forçado por um professor a voltar à escola e aos anos de imaturidade da adolescência. É um livro bastante bem-humorado, sarcástico e cheio de situações absurdas. Achei meio arrastado em alguns momentos, mas muito divertido em outros.
Nota: 3


O peculiar – Stefan Bachmann
Em uma sociedade em que fadas e humanos convivem (com alguma tensão), os mestiços, chamados de Peculiares, são estigmatizados. Barthy é um Peculiar e vive escondido em casa, com medo de ser descoberto. Porém, ao ouvir sobre o misterioso aparecimento de corpos de Peculiares no Tâmisa e testemunhar um acontecimento estranho na casa da frente, ele acaba envolvido em uma trama perigosa. O livro é o primeiro de uma série (que não pretendo continuar) e, talvez por isso, ele tenha um desenvolvimento lento demais para o meu gosto. Sinto que pouco ocorreu até as páginas finais.
Nota: 2,75

Séries e animes


Wakako-zake
Anime curtinho sobre uma mulher que vai a restaurantes para sentir o pequeno prazer de comer comidas deliciosas. É despretensioso e aconchegante. Dá vontade de experimentar vários dos pratos, mesmo sabendo que na vida real eu provavelmente não gostaria deles.
Nota: 3,5


Alias Grace
A série sofreu o mal de eu assisti-la com o livro ainda fresco na mente, mas é uma série muito bem-feita, com boas atuações e tal.
Nota: 3,5


Fushigi no Umi no Nadia
Esse anime é livremente baseado no livro 20.000 léguas submarinas do Jules Verne, que eu não li, então não sei dizer o quanto eles são parecidos. Ele conta a história de uma garota que não conhece sua origem e de um jovem inventor que vão parar em um submarino misterioso, onde vão aprender mais sobre si mesmos e combater um grupo maligno. O anime é dirigido pelo Hideaki Anno, diretor de Neon Genesis Evangelion, e apresenta muitas características que surgiriam mais tarde em Eva. Nadia é uma série de aventura divertida, com alguns momentos mais reflexivos e personagens engraçados, mas tem problemas de ritmo, principalmente nos fillers da metade final, que tomam um rumo muito diferente do resto dos episódios. Foi um exercício de paciência aguentar alguns desses episódios, mas a jornada até que vale a pena.
Nota: 3

Comecei a ver: The Good Place, Otogizoushi, Card Captor Sakura: Clear Card-hen

Filmes


Corra!
Todo muito falou muito desse filme, eu criei expectativas e... não gostei tanto quanto esperava. Ainda é um filme bom e diferente da maioria, mas imaginei que seria algo muito mais marcante e surpreendente.
Nota: 3,5


As crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian
Aproveitei uma tarde tediosa na casa do meu avô para rever esse filme na Sessão da Tarde. Nunca fui grande fã dos filmes de Nárnia, mas foi uma experiência bem nostálgica ver o filme, que acabei gostando mais do que esperava, haha. Coisas que o tédio faz...
Nota: 3,5


La La Land
Filme fofo. Depois de ver alguns programas de patinação com a trilha sonora, acabei me apegando às músicas e consegui apreciar essa parte do filme (em geral não gosto de musicais), mas a história em si não me conquistou tanto.
Nota: 3,25


Eu, Tonya
Não acompanhava patinação na época da polêmica da Tonya Harding, então não sei muito sobre o caso além das obviedades. Achei o filme interessante, bem dinâmico, com boas atuações, mas achei que eles tentaram demais mostrar a Tonya como vítima, o que eu não sei se é bem verdade (não acho que ela é vilã também, mas dava para mostrar ela num meio-termo, não dava?).
Nota: 3,5


Belladonna of Sadness
Animação japonesa de 1973 sobre uma camponesa estuprada pelo barão local. Traumatizada, ela faz um pacto com um demônio, o que a leva a ser acusada de bruxaria e expulsa do vilarejo. O filme é uma mistura de conto medieval com psicodelia, e a arte, incrivelmente bela com seus tons aquarelados, faz o filme valer a pena.
Nota: 3,75

Compras


Comprei o This One Summer de presente de aniversário atrasado para a minha irmã e aproveitei e comprei O homem que passeia, que quero ler faz tempo, e My Lesbian Experience with Loneliness, sobre o qual ouvi muita gente falar bem.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Retrospectiva de 2017

2017 não foi um ano muito bom para o blog. Com exceção dos posts de Randomicidades do mês, que se mantiveram constantes, escrevi pouquíssimo aqui. A verdade é que não consegui me animar muito a escrever e não tenho motivos bem definidos para explicar esse desânimo além da não-participação em desafios literários, que geralmente me dão um empurrão para escrever um pouquinho sobre o que leio.

No quesito leituras, filmes e séries, 2017 foi bastante movimentado, mas não particularmente empolgante e marcante. Li alguns livros fantásticos e muitos livros bons, vi séries e animes que adorei e uma boa dose de filmes bons, mas não excepcionais. Sinto que a cada ano que passa estou ficando mais chata (ou, pelo menos, menos empolgada com as coisas), então, por mais que eu tenha lido/visto muitas obras de que gostei, tenho dificuldade em elegê-las como as melhores do ano. Por isso a lista desse ano será um tanto enxuta, principalmente nos filmes.

Leituras

Em 2017 li o total de 106 livros.

Entre eles, 20 são HQs (8 delas mangás), 7 são livros de contos, 2 são peças de teatro e 1 é livro de poesia. O resto é tudo romance.

57 livros foram escritos por homens e 45 por mulheres. (Bem mais equilibrado que no ano passado, mas ainda longe do ideal.)

Li livros de autores de 22 países diferentes, mas apenas 5 foram de países que ainda não tinha lido, ou seja, válidos para o meu desafio Volta ao Mundo em 80 Livros. A maioria esmagadora deles é dos EUA (37), seguido pelo Japão (13, contando com mangás), Inglaterra (11), Brasil (8), Itália (5), França e Canadá (4), Holanda, Rússia, Chile e Finlândia (2), México, Portugal, Equador, Serra Leoa, Egito, Guiné Bissau, Grécia, Hungria, Espanha, Coreia do Sul e Albânia (1).

Melhores leituras


Série Napolitana – Elena Ferrante
Demorei um pouco, mas me rendi à Ferrante Fever! A história da amizade conflituosa entre Lila e Lenu e suas vidas em Nápoles me conquistou rapidamente. Como histórias sobre infância e adolescência são minhas preferidas, A amiga genial foi o volume que mais me agradou, seguido do último volume.


Desventuras em série – Lemony Snicket
Em preparação para a estreia da série da Netflix, finalmente reli os livros, que eram alguns dos meus favoritos no passado. Muitos livros/filmes/etc. ficam melhores no passado, envolvidos pela nostalgia, mas Desventuras sobreviveu bem, na minha opinião, e conseguiu me divertir com o estilo de narração, me entreter com as vidas desventuradas dos personagens e me envolver em seus mistérios quase como se eu estivesse lendo pela primeira vez. (Depois de terminar a leitura passei um dia inteiro lendo teorias de fãs na internet, haha.)
Menção honrosa à série Só perguntas erradas, uma espécie de prequel sobre a iniciação do narrador na CSC. Mais despretensiosa que Desventuras, talvez, mas igualmente divertida.


Nijigahara Holograph – Inio Asano
Fiquei fã do Asano com Solanin e depois Oyasumi Punpun. Depois de ler Nijigahara minha admiração só cresceu. O mangá mostra, de forma fragmentada, a vida de diversos personagens que conviveram no passado. Pode ser uma leitura um tanto confusa devido à narrativa não-linear, mas é o tipo de leitura que se torna mais impactante à medida que você vai juntando as peças.


A gigantesca barba do mal – Stephen Collins
Comprei essa graphic novel só porque achei o traço bonitinho e porque ela é descrita pela editora como uma fábula que faz lembrar Roald Dahl. Não sei se a comparação é tão válida assim, mas a história, de um homem cuja barba começa a crescer descontroladamente até ser vista como ameaça pública pela sociedade perfeitamente controlada e organizada é um tanto insólita.


Botchan – Natsume Soseki
Sou muito fã do Soseki e acho que aprecio especialmente os livros mais despretensiosos dele, como é o caso deste romance leve e divertido, em que um jovem professor inexperiente e impulsivo vai trabalhar em uma cidadezinha e sofre para se adaptar.


Tirza – Arnon Grunberg
Muita gente elogiou esse livro quando ele foi lançado, o que me deixou bem curiosa para ler. Tirza é sobre um homem de meia-idade aparentemente respeitável que esconde seu desconforto diante dos outros. É um livro lento e tenso.


Um cometa na terra dos Moomins – Tove Jansson
Esse é o segundo livro da série dos Moomins e narra a jornada de Moomintroll e seus amigos rumo a um observatório para tentar salvar o Vale dos Moomins de um cometa. É aqui que vários personagens importantes da série são apresentados, mas o que me conquistou no livro é o cenário apocalíptico combinado à ingenuidade dos personagens.

Filmes

Não costumo ver muitos filmes por ano, mas mesmo sem ver tantos, sempre tem uma meia-dúzia que surpreende e se destaca. Em 2017, infelizmente, a maioria dos filmes que vi me pareceu esquecível, assim, selecionei apenas dois para comentar aqui, um longa e um curta, os dois de animação porque sou fã de animação, se ainda não perceberam.


Minha vida de abobrinha
Essa animação em stop-motion é protagonizada por um garoto que perdeu a mãe e foi viver em um orfanato, cercado por outras crianças em situação semelhante. É um filme incrivelmente doce e fofo, porém permeado de tristeza.


Balance
Esse curta alemão mostra um grupo de homens que vive equilibrado sobre uma plataforma. Eles dependem uns dos outros para manter o equilíbrio e se organizam juntos para executar as tarefas, até que um deles pesca uma caixa misteriosa. O filme é bastante simples, mas me deixou refletindo por um bom tempo.

Séries e animes

No finalzinho de 2017 eu finalmente terminei de ver Mad Men, que foi o grande destaque do ano para mim em questão de séries. Assisti várias coisas legais, mas no fundo a maioria não foi tão boa assim. De qualquer forma, destaco cinco delas.


Mad Men
Apesar de Mad Men ser uma série muito elogiada e muito premiada, eu não esperava gostar tanto dela no início, pois não tenho muito interesse na vida de publicitários na década de 60, assim como não achei o protagonista tão fascinante quando ele deveria ser. Porém, a série se revelou merecedora de todos os elogios. Adorei acompanhar o desenvolvimento dos personagens em uma época de grandes mudanças na sociedade.


Aku no Hana
Anime polêmico devido ao seu estilo “feio” que eu não achei tão feio assim. Aku no Hana é sobre um garoto fraco que se sente o diferentão e é chantageado pela garota esquisitona da escola. É um anime bastante atmosférico, tenso, com trilha sonora marcante e algumas cenas pesadas e outras muito bonitas.


Made in Abyss
Anime de aparência fofinha e cenários deslumbrantes que mostra a aventura de uma menina e um robô mergulhando rumo ao desconhecido em um abismo profundo onde poucos ousam entrar. Made in Abyss conseguiu me despertar empolgação e fascinação diante do universo criado, cheio de perigos, criaturas misteriosas e paisagens peculiares.


Shouwa Genroku Rakugou Shinjuu: Sukeroku Futatabi-hen
Segunda temporada de Shouwa, dessa vez focada no Kikuhiko já idoso e na nova geração de artistas de rakugou, todos lutando para manter a arte viva em uma época de mudanças sociais e culturais. Apesar de eu preferir a primeira temporada, que tinha um clima de tragédia iminente que me agrada e me pareceu mais coesa, a segunda temporada mantém as qualidades da série, como a atenção aos detalhes e as ótimas atuações dos dubladores.


Dark
Essa série alemã sobre o desaparecimento de jovens em uma cidadezinha me deixou muito viciada. Cheia de mistérios, personagens que guardam segredos e viagens no tempo, é uma boa série se você gosta de se sentir confuso, haha.

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E assim encerro minhas pendências com 2017 aqui no blog. Analisando melhor, não foi um ano tão ruim assim. ;)

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Randomicidades do mês: dez/2017

Dezembro foi um mês atípico porque não li tantos livros, mas vi relativamente muitos filmes e séries, em parte porque comecei algumas leituras que vão demorar para acabar e porque viajei e acabei vendo um monte de filmes com a família para aplacar o tédio.

Leituras


Tenderness – Robert Cormier
Depois de ler The Chocolate War (resenha), fiquei empolgada para conhecer outros livros do autor. A premissa me pareceu muito interessante: um jovem serial-killer é libertado da prisão e conhece uma adolescente que fugiu de casa e tem uma estranha obsessão por ele. No entanto, me decepcionei um pouco com a história. O relacionamento entre os dois não me convenceu, e a garota toma umas atitudes impensadas bem irritantes. Ainda assim, acho que o autor conseguiu criar uma história impactante.
Nota: 3


Coração de mãe – Jodi Picoult
Paige tem o seu primeiro filho e não se sente nada preparada para cuidar dele. Assombrada pelo próprio passado e por sua mãe, que abandonou a família quando Paige ainda era criança, ela teme ser incapaz de ser uma mãe de verdade. O livro é interessante ao mostrar as dificuldades da personagem de se adequar ao papel que a sociedade espera dela como mãe, mas achei a história um tanto arrastada.
Nota: 3


Casa de praia com piscina – Herman Koch
Gostei bastante de O jantar, então estava curiosa para ler este aqui. O protagonista, Marc, é um clínico geral que não gosta muito de pessoas e que vai passar o verão na tal casa de praia com piscina com a família, convidado por um de seus pacientes, um famoso ator. Um incidente acontece e, algum tempo depois, o ator está morto e Marc é acusado de negligência médica. O protagonista é um tanto desprezível e às vezes é cansativo ler todo o discurso dele, mas o livro se torna bastante envolvente na metade final.
Nota: 3,5


Lua de vinil – Oscar Pilagallo
Em 1973, Giba só queria saber de jogar futebol de botão com os amigos do prédio e ouvir o Dark Side of the Moon, mas um acidente o deixa em um grande dilema. É um livro gostosinho de ler, mas nada de muito especial. Me incomodei um pouco com o tanto de referências da época que o autor inclui, me pareceu algo meio forçado, só para falar “olhem, estamos no anos 70!”.
Nota: 3

Quadrinho


Deslocamento – Lucy Knisley
Nesse diário de viagem, Lucy Knisley acompanha seus avós em um cruzeiro e enfrenta a dificuldade de lidar com idosos com a saúde debilitada. O traço dela é uma graça e gosto da maneira que ela retrata o cotidiano deles na viagem, lidando com os problemas de memória da avó, com a multidão do cruzeiro e com a preocupação constante em deixar os avós confortáveis na viagem.
Nota: 4

Animes e séries


Mad Men
Comecei a assistir Mad Men em janeiro de 2016, ou seja, demorei dois anos para terminar de ver as sete temporadas. Isso não significa que a série seja ruim, muito pelo contrário, eu apenas gosto de degustá-la aos poucos. Apesar de no início eu achar que o cotidiano de uma agência de publicidade nos anos 60 não iria me interessar, fui cativada pelos personagens incríveis. Acho que a série já foi elogiada bastante por outras pessoas e eu não tenho nada a acrescentar além de: assistam!
Nota: 4,75


Pokémon Generations
Série lançada online com episódios curtos baseados em histórias dos jogos originais. Achei a ideia legal, principalmente quando a história envolvia personagens pouco explorados nos jogos ou algum mistério que os jogos nunca explicaram direito, mas não consegui gostar tanto do anime por um motivo simples: eu não joguei a maioria dos últimos jogos. Não sou o público-alvo do anime, logo não posso comentar sobre ele direito.
Nota: 2,5


Dark
Série alemã da Netflix sobre o desaparecimento misterioso de jovens em uma cidadezinha alemã. É dessas séries viciantes que te deixam cheia de perguntas na cabeça (me lembrou um pouquinho Lost, mas eu não tenho muitas referências na área, então posso estar exagerando). A segunda temporada já foi confirmada, o problema agora é esperar.
Nota: 4


Made in Abyss
No meio de uma ilha há um enorme abismo, que se estende além do alcance do homem. Ao redor dele se ergueu uma cidade cheia de pessoas que desejam se aventurar nas profundezas em busca dos tesouros e mistérios que existem ali. Uma dessas pessoas é Riko, uma garota criada em um orfanato que está em busca da mãe, uma famosa exploradora desaparecida. Acompanhada de um garoto-robô, ela inicia a descida rumo ao desconhecido. Em geral não sou a maior fã de aventuras, mas Made in Abyss me deixou empolgada com a exploração no abismo, as criaturas desconhecidas e as paisagens misteriosas. A arte do anime é maravilhosa, com cenários deslumbrantes, e eu amei a música e todo o universo criado. Estou aguardando ansiosamente pela segunda temporada.
Nota: 4,5


Kino no Tabi (2017)
Quando fiquei sabendo que iriam lançar um novo anime de Kino no Tabi, fiquei bem entusiasmada. A primeira adaptação, de 2003, é excelente e bastante diferente da maioria dos outros animes. Nele, uma jovem viaja com sua moto falante e passa três dias em cada país, entrando em contato com seus povos e costumes. Cada episódio apresentava alegorias com teor reflexivo. A nova versão perde um pouco da coerência que o anime antigo apresentava e prefere investir em episódios mais focados na ação. Uns dois ou três episódios foram realmente bons, mas a maioria não conseguiu transmitir tão bem suas ideias. Ainda assim, foi divertido acompanhar.
Nota: 3,5


Mahou Shoujo-tai Arusu (OVA)
Não gostei muito do anime original, mas li comentários elogiosos sobre os OVAs e resolvi dar uma chance. Os seis episódios exploram mais do universo da série, focando em personagens secundários ou criaturas mágicas que ainda não conhecíamos. As histórias despretensiosas funcionam bem, e apesar de ter achado alguns episódios meio chatinhos, preciso dizer que amei os dois primeiros (o do feitiço da cabeça de peixe e o do bebê fada). Gostaria que a série original seguisse mais esse estilo, mas fazer o quê, não sou eu que mando.
Nota: 3,5


Top of the Lake
Nessa série policial, uma detetive que está de visita à sua cidade natal é chamada para ajudar no caso de uma menina de 12 anos grávida, que não quer revelar quem é o pai do bebê e, posteriormente, desaparece. A cidade tem o seu quinhão de personagens desprezíveis e segredos bem guardados. Gostei da série, apesar de achar um tanto arrastada/repetitiva às vezes, considerando que é uma série curta. As paisagens da Nova Zelândia são lindas!
Nota: 3,5

Filmes


Com amor, Van Gogh
Após um pedido do pai, o filho do carteiro parte em busca de Theo Van Gogh para lhe entregar uma carta de seu irmão, Vincent, e acaba investigando os possíveis motivos da morte do famoso pintor. O filme foi animado a partir de milhares de pinturas imitando o estilo de Van Gogh, o que lhe dá uma aparência única. A história, no entanto, não é das mais interessantes.
Nota: 3,5


Meus 15 anos
Como eu já tinha lido o livro, fiquei curiosa para ver o filme, que é sobre uma menina nada popular que ganha uma festa colossal em um sorteio de shopping. A partir daí, ela vira o centro da atenção na escola, com todos cobiçando um convite para o grande evento. O filme é meio bobinho, mas legal. Ele é bem diferente do livro, mantendo apenas a ideia da festa de 15 anos e o básico dos personagens, mas achei que as mudanças feitas fizeram sentido.
Nota: 3,25


Ícaro
Documentário sobre o esquema de doping da Rússia. Não sou muito fã de documentários, mas fiquei com vontade de assistir esse depois das últimas decisões sobre a participação da Rússia nas Olimpíadas de Inverno. O mais interessante do filme é que o projeto se iniciou como uma tentativa de mostrar como o sistema antidoping era pouco confiável. Para isso, o documentarista entrou em contato com Grigory Rodchenkov, diretor do laboratório antidoping da Rússia, que mais tarde foi denunciado como uma das pessoas por trás do sistema de doping russo. É um bom documentário para se assistir se você tem interesse no tema.
Nota: 3,5


Eu, Daniel Blake
Daniel Blake sofreu um ataque cardíaco e não pode mais trabalhar. Ele precisa dos benefícios do governo, mas esbarra na burocracia que lhe nega seus direitos. No caminho, ele conhece uma jovem mãe que tenta sustentar os dois filhos e passa a ajudá-la. É um filme bastante crítico do sistema, mas às vezes sinto que ele não é muito mais do que isso.
Nota: 3,25


Grandes olhos
Filme do Tim Burton sobre uma pintora e seu marido explorador, que atribuiu a si a autoria das obras de grande sucesso da mulher. É meio louco pensar que essa é uma história real. Assim como é meio louco pensar que os quadros com criancinhas de olhos enormes realmente faziam sucesso. Achei o filme ok, o que me deixou com saudades da época em que eu amava quase tudo que o Tim Burton dirigia...
Nota: 3,25


Depois da tempestade
Filme japonês sobre um escritor em decadência que trabalha como detetive particular. Ele é divorciado, mas quer reatar com a ex-mulher e voltar a viver com ela e o filho, no entanto gasta quase todo o seu dinheiro em apostas. É um filme simples, meio parado, mas interessante.
Nota: 3,5


Capitão Fantástico
Finalmente vi esse filme que eu queria ver faz um tempão. Nele, um casal cria os filhos de maneira alternativa, porém, quando a mulher morre e todos vão ao funeral, há um choque com a vida moderna e antigas tensões vêm à tona. Achei divertido, esteticamente agradável, porém um pouco óbvio.
Nota: 4

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E essas foram as últimas randomicidades de 2017! Mais tarde eu volto com os melhores do ano e etc.