segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Randomicidades do mês: setembro/2018

Estou procrastinando esse post por pura preguiça faz um tempo, mas vamos lá.

Livros lidos


A arte de produzir efeito sem causa - Lourenço Mutarelli
Tenho vontade de ler esse livro desde que vi o filme Quando eu era vivo, que se baseia nele. O livro é sobre um homem, Júnior, que volta para a casa do pai após largar a mulher e o emprego. Desorientado e sem motivação, ele oscila entre a sanidade e a loucura. Achei bem interessante e gostei do estilo de escrita do autor.
Nota: 3,5


Everything I Never Told You - Celeste Ng
O livro mostra uma família que sofre com a morte de Lydia, a filha perfeita, na visão de seus pais. O acontecimento reabre antigas feridas e leva todos a refletirem sobre o que poderia ter levado a garota a isso. Gostei bastante do livro, mas algumas coisas me incomodaram, como alguns personagens (o pai e a mãe, basicamente) meio unidimensionais demais.
Nota: 4


Os casos de amor de Nathaniel P. - Adelle Waldman
Nate é um escritor promissor que têm uma vida social agitada cheia de casos de amor passageiros. Ele é um cara moderno e sensível às injustiças do mundo, mas isso não quer dizer que ele não é egoísta, principalmente quando se trata das mulheres com quem ele sai. O livro é elogiado por ser um retrato fiel de certo tipo de homem e talvez ele realmente seja, mas quem quer ler sobre esse tipo de gente? Talvez se eu conhecesse homens parecidos com o Nate ou me importasse mais com relacionamentos, eu achasse o livro mais interessante.
Nota: 2,75


Os vestígios do dia - Kazuo Ishiguro
O mordomo de uma grande casa inglesa tira uns dias de folga para viajar pelo país e reencontrar uma amiga que fora governanta na mesma casa. Na viagem, ele rememora o passado e reflete sobre as questões de seu trabalho. Gostei da escrita do autor, que transforma alguns trechos que poderiam ser enfadonhos nas mãos de outro escritor em algo interessante. Também gostei da narração em 1ª pessoa do mordomo, formal e diplomática, que mostra a dificuldade do personagem de deixar de lado sua "mordomice" mesmo ao escrever um relato pessoal.
Nota: 4,25


O filho de mil homens - Valter Hugo Mãe
O livro conta a história de algumas pessoas que parecem fadadas à solidão, mas que se encontram e se unem. A linguagem é poética e bonita e eu a teria apreciado mais se não estivesse com tanto sono durante as noites em que li. Como não estava esperando gostar muito do livro, acabei gostando.
Nota: 3,5

Contos


Entre estantes - Olívia Pilar
Conto curtinho sobre uma garota no 1º ano da faculdade que se sente deslocada e costuma se refugiar na biblioteca, onde conhece uma garota por quem se sente fascinada. É um conto bonitinho, mas os personagens e seu relacionamento não são desenvolvidos o suficiente para eu me importar com eles e no geral não vi nada de muito interessante.
Nota: 3


De todos os motivos - Vitor Castrillo
Outro conto bonitinho, dessa vez sobre um garoto que questiona se seu relacionamento com o melhor amigo é algo mais do que amizade. A história é narrada de forma bem-humorada e a relação entre os dois personagens é extremamente fofa.
Nota: 3,5

Séries e animes


Hoozuki no Reitetsu 2 (parte 2)
Gosto bastante da ideia, do visual e dos personagens desse anime, que mostra um grupo de funcionários do inferno japonês, com foco em Hoozuki, um demônio que leva seu trabalho muito a sério. Meu problema com ele é que não sei se foi porque me cansei um pouco do humor depois de duas temporadas ou se a série foi ficando mais irregular com o tempo, mas achei cada vez menos graça nas piadas. Sempre tive certa dificuldade em entender parte do humor de Hoozuki porque ele faz muita referência a lendas japonesas que desconheço, mas aqui não consegui ver graça mesmo em piadas que não dependiam de referências externas. O anime começou com um episódio que eu adorei e terminou com alguns bons episódios, mas no meio teve muitas coisas de que não gostei e tive que me forçar a terminar de assistir.
Nota: 2,75


Mozart in the Jungle
Gosto bastante de música clássica, por isso essa série sobre os membros de uma orquestra sinfônica tinha tudo para me agradar. E agradou. Os episódios são muito gostosinhos de assistir, é engraçado, tem muita música, tem um bom equilíbrio entre mostrar os dramas pessoais dos personagens e os seus trabalhos no meio musical. Porém, mesmo com longos intervalos entre uma temporada e outra, fui enjoando um pouco dos dois protagonistas e na última temporada já não estava ligando muito para eles, o que é uma pena.
Nota: 3,5

Filmes


O sacrifício do cervo sagrado
O diretor Yorgos Lanthimos é conhecido por seus filmes meio estranhos. Esse talvez não seja tão estranho assim, mas ainda assim é bastante original, desconfortável e impactante. É meio difícil contar sobre o que é o filme, mas, de forma resumida, ele é protagonizado por um cardiologista bem-sucedido que tem uma família normal. Ele mantém contato com o filho de um ex-paciente, agindo como uma figura paternal para o menino, porém, essa proximidade abala o equilíbrio da família do médico.
Nota: 4


A ganha-pão
O estúdio Cartoon Saloon vem produzindo animações muito bonitas visualmente e com temáticas variadas. Em A ganha-pão, que se passa no Afeganistão, acompanhamos Parvana, uma menina que passa a se vestir de menino para sustentar sua família depois que o pai é preso pelo talibã. Como já era de se esperar, o filme mostra os abusos cometidos contra a população e a falta de liberdade das mulheres. Entremeada à trama central, há uma história fantasiosa contada por Parvana para seu irmãozinho, mas não gostei muito dessa parte.
Nota: 3,75


Complicações do amor
Um casal em crise recorre à terapia e, por recomendação do terapeuta, vai passar uns dias em uma casa de férias para sair da rotina. Após um início promissor, em que eles parecem recuperar a relação dos velhos tempos, eles notam que algo muito estranho está acontecendo na casa. O título do filme sugere uma comédia romântica ou algo parecido, mas o filme passa bem longe disso e é um tanto insólito.
Nota: 3,75


Cidadão Kane
Esse é um desses clássicos presentes em todas as listas de melhores filmes da história. O filme parte de relatos de pessoas que o conheceram para investigar a vida do magnata do jornalismo Charles Foster Kane. O filme foi bastante inovador para a época, tanto no estilo narrativo quanto nas técnicas cinematográficas, mas sinceramente, eu esperava algo mais dele. O tema tratado não me interessou muito.
Nota: 3


Curtas


Harmonie
Um garoto gosta de uma garota da sua classe. O problema é que ela faz parte do grupinho dos populares e parece inatingível. Ao ouvir uma bela melodia vindo do celular dela, ele, que tem ouvido absoluto, vê uma chance de se aproximar dela e acaba descobrindo que apesar de estar sempre rodeada de amigos, ela também se sente apartada dos outros. Apesar de a base da história ser bem realista, o anime também traz elementos oníricos na forma de um sonho recorrente que a garota tem e que o garoto visualiza ao ouvir a canção, o que é um dos diferenciais da obra. Não fiquei muito satisfeita com o final da história, porque por mais que os dois personagens tenham uma conexão, parte dela se dá devido a um mal-entendido.
Nota: 3


Taifuu no Noruda
Outro desenho do estúdio Colorido (o outro é Hinata no Aoshigure) que tem visual exuberante e uma história não tão interessante. Nele, um garoto encontra uma garota misteriosa enquanto um tufão violento atinge sua cidade. A garota parece estar em risco e o menino decide ajudá-la. O filme tem menos de meia hora e tenta criar uma história para a garota que é impossível desenvolver de forma convincente nesse tempo. Ou seja, temos um enredo que não é muito bem explicado e personagens com os quais é difícil se importar. Pelo menos o filme é bonito.
Nota: 2,75

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E vocês? Leram ou viram algo interessante no mês passado?

domingo, 23 de setembro de 2018

Anime: Princess Tutu


Princess Tutu
Estúdio: Hal Film Maker
Diretor: Junichi Satou
Ano: 2002 - 2003
Nº de episódios: 38

Há muito, muito tempo, em uma cidadezinha aparentemente pacata, havia uma pequena pata que se apaixonou por um príncipe. À pata foi concedido o desejo de se tornar humana. Mais do que isso, ela obteve o poder de se transformar em Princess Tutu, a heroína responsável por recuperar os fragmentos do coração do príncipe, que ele perdeu em uma batalha. Dessa forma, a pequena pata mudou os rumos da história.

Apesar de Princess Tutu não ser um anime muito popular, ele é relativamente conhecido e bastante elogiado. Com clima de conto de fadas, é uma série voltada ao público infantil, mas apresenta complexidade e um clima que se torna gradativamente mais sombrio.


Criado por Ikuko Itoh e dirigido por Junichi Satou, que trabalharam em Sailor Moon, o anime apresenta alguns elementos típicos do mahou shoujo (garotas mágicas), porém, um dos diferenciais é a influência do balé na história. Os personagens estudam em uma escola de balé, movimentos do balé são usados por Tutu, seus aliados e rivais em seus confrontos e as músicas e tramas de balés clássicos dão o tema para alguns episódios. Além disso, os personagens centrais são fortemente influenciados pelo Lago dos Cisnes. O uso de música clássica na trilha sonora, aliás, é uma das grandes qualidades do anime, com uma seleção variada que se encaixa muito bem nas cenas.

Talvez o maior ponto fraco de Tutu, na minha opinião, seja que a série é um tanto irregular. Ela se inicia lenta, mas promissora, porém segue uma estrutura formulaica que cansa um pouco com o tempo. Costumo gostar bastante de animes episódicos, mas senti que as narrativas contidas em cada episódio de Tutu não são tão interessantes quanto o arco geral da história. Confesso que fiquei meio desanimada em alguns momentos do anime, principalmente no início da 2ª temporada, mas o anime cresce muito nos episódios finais e oferece algumas boas surpresas que compensam a sua paciência.


O núcleo de personagens é pequeno e alguns deles não fogem muito de seu arquétipo. Há alguns que só estão lá para alívio cômico e são um tanto repetitivos em sua comicidade, mas os protagonistas passam por grandes transformações e são complexos e carismáticos. O relacionamento entre eles também evolui e se transforma. Destaque para o Fakir, que passou de odioso para meu favorito.

Princess Tutu é um anime que parece bobo a princípio, e ás vezes realmente é (nisso, com seu humor meio nonsense e aparições aleatórias de animais, ele me lembra Utena, assim como no uso de tropes de contos de fadas). Por trás da simplicidade meio ingênua, no entanto, há um conto engenhoso sobre destino e livre-arbítrio. Ele tem suas falhas, mas a história vai crescendo com o decorrer dos episódios. Para mim, pelo menos, foi uma experiência bastante impactante.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Randomicidades do mês - agosto/2018

Mais um post atrasado, mas dessa vez não tão atrasado!

Livros lidos

Infelizmente, li alguns livros que não me agradaram muito no mês. :/ Não sei se estou mais chata do que o normal ou se foi azar. Provavelmente os dois.


A menina submersa - Caitlín R. Kiernan
Li comentários positivos e comentários negativos sobre esse livro e sinto que já estava pronta para não gostar muito dele. De fato, não gostei. A narrativa da jovem esquizofrênica que conta sua história de assombrações, sereias e lobisomens foi confusa demais para o meu gosto e pouco ofereceu de interessante para me manter entretida. Teve um ou dois momentos em que fui fisgada, mas no geral achei o livro arrastado demais.
Nota: 2,5


A mulher de pés descalços - Scholastique Mukasonga
Nesse livro, a autora relembra sua vida durante a guerra civil em Ruanda, descrevendo o cotidiano de sua família, os rituais de seu povo e as dificuldades que eles enfrentavam. É escrito de uma maneira bem direta, que eu particularmente gostei, e apesar de não ter um enredo bem definido, a leitura me prendeu bastante. Quero ler mais da autora.
Nota: 3,75


A luz entre oceanos - M. L. Stedman
O livro conta a história de um casal que vive isolado em uma ilha devido ao emprego do homem como faroleiro. Uma noite, um barco chega à ilha trazendo um homem morto e um bebê vivo. Supondo que o bebê era órfão, o casal o pega para si e passa a criá-lo como sua filha, sem contar a verdade a ninguém, o que traz duras consequências ao casal anos depois. Tive dificuldades em entender as motivações do personagens e algumas de suas atitudes e achei o livro mais arrastado do que gostaria.
Nota: 2,5


Not Fade Away - Jim Dodge
Adorei o primeiro livro que li do autor, Fup, e esperava algo na mesma linha nesse livro, mas errei feio. O livro conta sobre a vida de um sujeito peculiar meio boêmio que arranja um bico destruindo carros para que o proprietário receba o seguro. Até que ele encontra uma carta de amor em um dos carros e parte em uma jornada para honrar o desejo da mulher que escreveu a carta, conhecendo um monte de gente estranha pelo percurso e vivendo outras tantas experiências estranhas. O livro é basicamente um monte de gente doida fazendo coisas doidas e é chato. Talvez ele pudesse ser melhor se fosse mais curto.
Nota: 2


O Condado de Citrus - John Brandon
Toby é um garoto entediado que se sente voltado para o mal. Shelby é uma garota superinteligente que fica fascinada por Toby. O sr. Hibma, professor de Toby e Shelby, é um homem desencantado com a vida. Eles vivem no Condado de Citrus, uma cidadezinha no meio dos pântanos da Flórida onde nunca acontece nada, até que Toby decide agir. Apesar de o livro ter sido publicado pela Galera Record, achei ele não tão voltado ao público juvenil, talvez. Os personagens são todos desesperançados e meio cruéis, além de arrogantes, e algumas atitudes deles não me soaram muito críveis, mas a história é interessante, inquietante e bem diferente do que eu esperava.
Nota: 3,5

Quadrinhos


O melhor que podíamos fazer - Thi Bui
Não sei se já estou meio cansada de memórias em quadrinhos, mas não gostei tanto desse livro tanto quanto eu esperava. A obra mostra a dura vida da família da autora no Vietnã e sua imigração para os Estados Unidos, o processo de adaptação e a tentativa da autora de compreender melhor seus pais após ela se tornar mãe. A arte é muito bonita com seus tons aquarelados, mas eu gostaria de ter tido um envolvimento emocional maior com a história.
Nota: 3

Animes


Princess Tutu
Vou escrever um post em breve.
Nota: 3,75


Boku Dake Ga Inai Machi
Satoru vivencia um estranho fenômeno de vez em quando: ele volta alguns segundos no tempo, geralmente quando algum acidente ou crime está para acontecer, e precisa mudar o que iria ocorrer. Após o assassinato de sua mãe, no entanto, ele volta mais do que apenas alguns segundos, retornando para a época de sua infância, um pouco antes de uma série de desaparecimentos e assassinatos de crianças em sua cidade. Concluindo que esses crimes estão ligados à morte de sua mãe, ele tenta mudar o passado, se aproximando das vítimas para impedir que o assassino aja e, assim, evitar os acontecimentos trágicos de sua vida. Os primeiros episódios são muito bons em desenvolver os personagens e o relacionamento entre eles, além de construir o clima de mistério, mas as coisas se tornam meio corridas mais para o final, e o que deveria ser o clímax acaba sendo um tanto anticlimático.
Nota: 3,75

Filmes


A mosca
Primeiro filme do Cronenberg que vejo na vida e gostei bastante. Nele, um cientista desenvolve uma máquina de teletransporte, porém, ao testá-la em si mesmo, não nota a presença de uma mosca e acaba se transformando em uma fusão de ser humano e mosca. Eu esperava algo mais esquisito, talvez, mas talvez não tivesse gostado tanto se ele fosse mais estranho do que é.
Nota: 3,75


O poderoso chefão
Sempre tive preguiça de ver esse filme porque ele é comprido, mas a verdade é que, enquanto assistia, mal vi o tempo passar e me senti até com vontade de assistir ao segundo filme, vontade que logo morreu ao ver que ele é ainda mais comprido.
Nota: 4


Donnie Darko
Um adolescente meio desajustado passa a ter visões com um misterioso homem vestido de coelho, que diz que o mundo vai acabar e passa a lhe dar ordens. É um filme um tanto estranho, às vezes confuso, mas bastante interessante.
Nota: 4


Para todos os garotos que já amei
Já tinha lido o livro que inspirou o filme e estava curiosa para ver a adaptação. O filme é adorável como o livro. Nele, Lara Jean tem o hábito de escrever cartas de amor para seus crushes, que incluem seu melhor amigo e ex-namorado de sua irmã. As cartas são uma espécie de desabafo, e ela não tem a intenção de que sejam lidas, mantendo-as escondidas em uma caixa. Porém, alguém as envia e ela se vê confrontada pelo melhor-amigo-e-ex-da-irmã, o que a leva a fingir um namoro com Peter, outro dos garotos que recebeu a carta. E é claro que o namoro falso leva a sentimentos verdadeiros. Em geral, acho o fake dating algo meio forçado, mas é divertidinho e o casal principal é fofo, embora ache que no filme o relacionamento não seja tão bem construído. As pessoas da internet ficaram completamente apaixonadas pelo Peter Kavinsky, mas não vejo nada de muito especial nele. A melhor personagem, no livro e no filme, é a irmã mais nova da protagonista.
Nota: 3,5

Aquisições

Teve a Bienal do Livro e isso significa comprar um monte de livros baratinhos mesmo sem saber muita coisa sobre eles!


Comprei A ilustre família do ministro Ahuja de impulso, porque a capa me chamou atenção e a sinopse parece interessante. O resto são livros que eu já tinha curiosidade de ler em maior ou menor grau.


Essas foram as compras da minha irmã, que estava mais consumista do que eu no dia, o que é uma raridade. Quero muito ler o da Ali Smith.


E essas são mais compras da minha irmã. Não sei muito sobre os livros, mas li a sinopse de As mães ao tirar a foto e fiquei curiosa.


Por último, ganhei esse livro em um sorteio no curso sobre o Tolkien que fiz. Tinha tantos livros para sorteio que acho que quase todos os alunos ganharam, hahaha.

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E foi isso!

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Randomicidades do mês - Julho/2018

Prometi para mim mesma que não atrasaria os posts tanto assim, mas acabei atrasando, mesmo já tendo escrito parte desse post no mês passado...

Leituras


Mary Poppins – P.L. Travers
Não me lembro de ter assistido ao filme da Disney, mas a imagem que sempre fiz da Mary Poppins é de alguém gentil e divertida. No entanto, no livro ela é uma babá meio seca e severa. Por mais que ela leve as crianças para mundos de fantasia e tenha vivido um monte de situações curiosas, em alguns momentos ela é tão chata que acaba tirando a graça dos acontecimentos. E alguns dos acontecimentos não são lá muito interessantes. Ou seja, o livro foi decepcionante.
Nota: 2,75


Elogio da madrasta – Mario Vargas Llosa
Lucrécia, na casa dos 40 anos, está em seu segundo casamento e vive feliz com o marido, Don Rigoberto, porém seu enteado, Fonchito, demonstra um amor excessivo e nada infantil por ela. O livro apresenta pinturas e cria narrativas sobre elas com os personagens do romance, o que pode ser interessante, mas achei esses capítulos meio chatos. Também há capítulos dedicados exclusivamente aos hábitos de higiene de Don Rigoberto, o que é um tanto curioso. O livro é interessante por nos deixar meio em dúvida se as ações de Fonchito são inocentes e nós é que estamos vendo coisas nelas ou não.
Nota: 3,25


Tudo junto e misturado – Ann Brashares
Ann Brashares é autora de A irmandade das calças viajantes, um dos meus YAs preferidos da vida, então eu tinha certas expectativas em relação a esse livro, que não foram alcançadas, infelizmente. As relações familiares são um tanto confusas no início: Sasha e Ray não são parentes, mas compartilham as três meias-irmãs, porque no passado o pai dela era casado com a mãe dele. Sasha e Ray não se conhecem, porque seus pais se odeiam demais e se evitam, mas sentem um forte vínculo por compartilhar um quarto na casa de férias da família, mesmo nunca estando nele ao mesmo tempo. A dinâmica familiar é interessante, e me interessei mais pela tensão entre o ex-casal e a tentativa dos filhos de reunir a família do que pelo relacionamento dos protagonistas. A ligação (ou seria obsessão?) entre os dois jovens me pareceu meio forçada, e nenhum deles é um personagem muito interessante. Além disso, há pequenas coisas que me incomodaram levemente durante a leitura (e pelas resenhas que li, tem gente que ficou muito incomodada com tais coisas). Somado a isso, não gostei muito do desfecho. Ok, falei bem mal do livro, mas a leitura foi até divertida.
Nota: 3


Um chapéu cheio de céu – Terry Pratchett
Sequência de Pequenos homens livres, que li há anos e confesso que não lembro nada, o livro narra o confronto entre uma jovem aprendiz de bruxa muito poderosa, mas nada experiente, e uma criatura invisível e misteriosa. A metade inicial, sobre a protagonista aprendendo sobre bruxaria e se adaptando a um novo ambiente é muito interessante; a parte com a ação de fato foi meio decepcionante. Ainda assim, foi bom me reencontrar com o Pratchett, acho que eu estava com saudades.
Nota: 4


Em águas sombrias - Paula Hawkins
Esse thriller da mesma autora de A garota no trem alterna entre diferentes pontos de vista para mostrar a investigação da morte de uma mulher que aparentemente se jogou no rio, local onde muitas mulheres antes dela morreram. Sua irmã volta à cidade da qual tem más lembranças para cuidar da sobrinha e acaba enredada no mistério que acaba se revelando muito maior do que ela esperava. No início, o grande número de personagens confunde um pouco, mas aos poucos você vai se acostumando e sendo fisgado pelo mistério.
Nota: 3,75


Relatos de um gato viajante - Hiro Arikawa
Nana era um gato de rua até ser acolhido por Satoru após um acidente. Os dois criam uma forte amizade, porém, após alguns anos, Satoru precisa arranjar um novo dono para o gato, o que o leva a viagens ao lado do bichano para reencontrar antigos amigos e convencê-los a ficar com o animal. Nessas visitas, eles reatam os laços e revivem lembranças, enquanto o gato faz o possível para continuar ao lado de seu dono. A história é fofa e com certeza vai agradar os fãs de gatos.
Nota: 3,5

Animes e séries


Hataraku Onii-san
Dois gatos, um todo animadão e um meio blasê, trabalham em diferentes empregos de meio-período. E é basicamente isso. Em cada episódio eles estão em um trabalho diferente, de garçom a limpador de vidros, convivendo com chefes e rotinas peculiares. É fofo.
Nota: 3,25


Ani ni Tsukeru Kusuri wa Nai!
Anime curto sobre o relacionamento entre dois irmãos. O mais interessante nele é que a relação entre os personagens é razoavelmente realista, cheis de provocações dos dois lados. No começo eu não estava gostando muito porque a menina vivia batendo no irmão e achei que o humor se resumiria a isso, mas mais para frente há novos personagens e situações mais interessantes (e hilárias!).
Nota: 3,25


Fullmetal Alchemist (2003)
Li o mangá há alguns meses e, apesar de não ter achado essa obra-prima que meio mundo parece achar, gostei o suficiente para ficar curiosa em relação ao anime. A versão mais recente, Brotherhood, é a mais elogiada por ser mais fiel, mas fiquei mais interessada na versão de 2003, exatamente por apresentar uma história que se desvia da fonte no final. Gostei de algumas diferenças, como a origem dos homúnculos e o final não tão feliz, mas senti muita falta de alguns personagens que surgem mais para o fim do mangá. Como assisti aos poucos e a minha memória não é muito boa, fiquei meio confusa em alguns pontos da história, sem lembrar o que era do mangá e o que era do anime. No geral, achei a adaptação bem feita, mas não me conquistou totalmente.
Nota: 3,5

Filmes


Digimon Adventure tri. 6: Bokura no Mirai
Deveria ter escrito sobre o filme no post de junho, mas, com meu atraso nas postagens, acabei confundindo tudo. Não tenho muito a dizer do filme, porque a essa altura, eu já estava tão desinteressada e confusa com a história que estava assistindo só para terminar. Dito isso, o filme teve uma conclusão relativamente digna e foi um pouquinho superior à maioria de seus antecessores.
Nota: 2,75


Planeta fantástico
Essa animação francesa dos anos 1970 mostra a vida de homenzinhos que tiveram seu planeta dominado e foram levados a outro planeta, onde são vistos como pragas ou animais de estimação. Um desses homens, se aproveitando da distração de seus donos, que não acreditavam que ele era um ser inteligente, toma posse de um dispositivo de áudio para estudo e foge. Com o dispositivo, ele e seus semelhantes podem aprender sobre a sociedade de seus dominadores e encontrar uma forma de se libertar. Visualmente esse é um filme muito interessante com suas imagens psicodélicas, mas achei um pouco arrastado (claro, posso ter achado isso porque vi no cinema e, assim que as luzes se apagaram, me bateu um sono enorme). 
Nota: 3,25


Submarino
Oliver é um adolescente meio desajustado que está apaixonado por Jordana e preocupado com o relacionamento dos pais, que não anda bem. Dependendo da sua tolerância com adolescentes sabichões que falam demais, você pode achar a narração inteligente e engraçada ou apenas irritante. Acho que achei tudo isso junto. O mesmo se pode dizer dos personagens. A trilha sonora é do Alex Turner, do Arctic Monkeys, o que é um ponto positivo.
Nota: 3,5


My Dog Tulip
Animação americana baseada em um livro de memórias homônimo. O filme mostra o relacionamento de um homem de meia-idade com sua pastora alemã de personalidade forte, que provocou muitos problemas para seu dono, mas que com certeza mudou sua vida para melhor. Eu adorei o traço meio rabiscado da animação e o tom divertido da narração (imagino que muito tenha sido tirado diretamente do livro). Minha única crítica é que o filme se prolonga demais nas tentativas infrutíferas do protagonista de cruzar Tulip, e isso cansou depois de um tempo (e fiquei com dó dos cachorros envolvidos).
Nota: 4


Fullmetal Alchemist: The Movie - Conqueror of Shamballa
Esse filme é a conclusão do anime de 2003 de FMA, já que a série termina em aberto. Nele, Ed está em nosso mundo, na Alemanha na época de Hitler, tentando encontrar uma forma de voltar ao seu mundo enquanto Al tenta trazer o irmão de volta. O mais peculiar nisso tudo é ver as versões dos personagens no nosso mundo, sendo que a versão de um dos personagens é o Fritz Lang! Isso me pareceu tão aleatório. Dito isso, o filme é divertidinho, mas não indispensável.
Nota: 3

Curtas


Hinata no aoshigure
Curta sobre um menino que gosta de uma menina, mas é tímido e desajeitado demais para se aproximar dela. É simples, meio bobinho e faz uso de tropes irritantes de anime, como o menino caindo sobre a menina de forma constrangedora, mas a arte é incrível e faz jus ao nome do estúdio, Colorido.
Nota: 3


Aki no kanade
Parte do projeto Anime Mirai, que incentiva novos animadores, o anime mostra a paixão de uma jovem pelo taiko (tambor japonês) e suas tentativas de popularizar o instrumentos entre os amigos e a cidade. Não tem nada de muito especial, mas é gostosinho de assistir e bem feito.
Nota: 3,25

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Acho que é isso. Estou numa tal desordem que já não sei mais o que é junho, julho e agosto. :P