segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Desafio Literário 2011

 

O blog está meio abandonado, mas mesmo assim resolvi participar do Desafio Literário 2011. Eu já tinha participado do desafio passado passivamente (ou seja, fiz minha listinha e tentei segui-la, mas não estava a fim de escrever resenhas, então não me inscrevi. E no final acabei nem lendo os livros que eu planejara…).

Esse ano estou mais animada em relação ao Desafio. Não gostei de vários temas, mas no final achei alguns livros que me interessaram. Só espero não desistir no meio (típico).

Minhas lista:

Janeiro - Literatura Infanto-Juvenil
No mês das férias, vamos nos divertir com a criançada e aproveitar o tempo junto da família com muita leitura! Que tal escolher algumas obras destinadas às crianças e aos adolescentes para o Desafio Literário 2011? No site da Revista Crescer há uma variedade de sugestões, considerando as faixas etárias de 1 a 10 anos.

A Órbita dos Caracóis - Reinaldo Moraes
Reserva: A Bolsa Amarela - Lygia Bojunga Nunes
Reserva: As Aventuras de Pinóquio - Carlo Collodi

Um dos meus temas preferidos e um dos poucos que teve mais que os três candidatos da lista. Estou bem satisfeita com as minhas escolhas e ansiosa para que janeiro chegue logo.

Fevereiro - Biografia e/ou Memórias
A biografia é um gênero literário por meio do qual se narra a história de vida de uma pessoa após sua morte. Na atualidade, este gênero está passando por mudanças, tendo em vista que as pessoas têm escrito suas próprias memórias. Que tal ler aquela biografia e/ou livro de memórias de nosso ídolo?

Clarice, - Benjamin Moser
Reserva: Infância - Graciliano Ramos
Reserva: Memórias do Cárcere - Graciliano Ramos

Foi um dos temas que mais me deu dor de cabeça, porque as únicas biografias que já li foram dos Beatles e, mesmo eu sendo fã, elas não foram as leituras mais agradáveis do mundo. Mas lembrei de última hora que o Graciliano Ramos tem esses livros auto-biográficos. ;)

Março - Romance épico
O gênero épico é uma das mais antigas manifestações literárias. O enredo caracteriza-se por ressaltar os feitos dos heróis ou as aventuras de um povo. Neste mês, vamos desengavetar aqueles romances épicos que compramos por impulso e acabaram no esquecimento!

Dom Quixote - Miguel de Cervantes                                            Reserva: A Pedra do Reino – Ariano Suassuna                             Reserva: O Arquipélago, vol.1 – Erico Verissimo

Outro tema que me deu dor de cabeça. Eu estou com vontade de ler Dom Quixote faz tempo, então essa é a minha oportunidade, mas quanto aos reservas… bem, admito que não estou com muita vontade de lê-los e acho que Dom Quixote já é leitura suficiente para o mês inteiro. Se sobrar tempo eu leio O Arquipélago (fiz uma promessa de ler a trilogia O Tempo e o Vento nas férias de 2009, mas só li o primeiro volume. Pretendo ler o segundo volume nas próximas férias, então só restarão os dois volumes de O Arquipélago).

Abril - Ficção científica
As obras de ficção-científica são aquelas que retratam, de modo real ou imaginário, o impacto da ciência e da tecnologia sobre a vida das pessoas, em particular, e da sociedade, em geral. No Brasil, este gênero literário não é muito popular, por isso, neste mês, que tal experimentar o gosto pelo tema?

A Clockwork Orange - Anthony Burgess
Reserva: O Homem do Castelo Alto - Philip K. Dick                       Reserva: O Guia do Mochileiro das Galáxias - Douglas Adams

Não é dos meus temas preferidos, embora eu adore distopias. O problema aí é que eu já li todas as mais famosas, então não sobraram muitas opções. Até que eu fui pesquisar e descobri esse livro do Philip K. Dick que parece ser muito interessante. Fiquei em dúvida entre manter esses dois reservas (A Clockwork Orange tinha que ficar, estou querendo ler faz tempo) ou trocar algum por The Time Machine, do H. G. Wells, mas vai assim mesmo.

Maio - Livro-reportagem
O casamento da literatura com o jornalismo tornou o livro-reportagem um gênero literário. Com isso, os autores, que são jornalistas profissionais, têm uma alternativa para publicar seus textos, quando estes não podem ser veiculados em jornais e revistas devido ao extenso conteúdo. Vamos eleger nosso jornalista preferido?

Corações Sujos - Fernando Morais
Reserva: In Cold Blood - Truman Capote                                      Reserva: O Livreiro de Cabul - Åsne Seierstad

Outro tema que não me agradou muito (nossa, falando assim parece que não gostei de nenhum tema :P). Mas, dando uma olhada, Corações Sujos parece ser interessante.

Junho - Peças teatrais
Oba! As férias estão chegando, vamos ao teatro? De gênero dramático, as peças teatrais contemplam obras cujo enredo é baseado nos diálogos entre os personagens, os quais devem ser encenados pelos atores de acordo com o roteiro proposto pelo dramaturgo e direcionado pelo diretor.

Seis personagens à procura de um autor - Luigi Pirandello
Reserva: Pigmaleão - Bernard Shaw                                                  Reserva: Escola de Mulheres - Molière

Quero ler essa peça do Pirandello desde que li O Falecido Mattia Pascal, mas acho que vou ter dificuldade em encontrá-la na biblioteca da faculdade (dei uma olhada rápida e só achei versões em italiano. E eu não falo italiano). Já Pigmaleão vive sendo citada pelos meus professores, então achei o Desafio uma boa oportunidade para lê-la. Quanto a Escola de Mulheres, só escolhi essa peça porque minha irmã vai ler, então é bom para trocar opiniões depois (eu estava sem ideias, tá?).

Julho - Novos autores
Neste mês, a proposta é: incentivar a leitura de obras de autores nacionais, que ainda estão no anonimato, e divulgar o que há de melhor na literatura contemporânea. No Blog Desafio Nacional, vocês encontram uma relação de diversos novos autores.

O Véu – Willian Nascimento
Reserva: Se eu fechar os olhos agora - Edney Silvestre               Reserva: Ovelhas que voam se perdem no céu – Daniel Pallizzari

“O Véu” é um desses livros cujo autor tem Skoob e fica fazendo propaganda na sua página. No começo eu achava legal conhecer escritores por esse meio, depois passei a ignorar as mensagens que eu recebo. Admito, olho com certa desconfiança para esses autores, mas estou curiosa para ler o livro. Espero que minha desconfiança seja infundada.                                                                                        

O Edney Silvestre não está exatamente no anonimato, afinal ele venceu o Jabuti e tal (eu acho), mas ele não deixa de ser um novo autor e pelo menos eu nunca tinha ouvido falar dele antes.                                     

E esse “Ovelhas que voam etc.” foi escolhido, mais uma vez, porque minha irmã vai ler (sou preguiçosa demais para ficar procurando livro na internet). A capa é bonita :D.

Agosto - Clássico da literatura brasileira
Se durante a vida estudantil, muitos de nós “fugimos” dos clássicos da literatura brasileira por considerá-los chatos, agora é hora do desbloqueio literário. Neste mês, vamos nos dedicar aos autores nacionais, cujas obras definiram os movimentos literários do país a partir do século 19.

A Paixão Segundo G.H. - Clarice Lispector
Reserva: S. Bernardo - Graciliano Ramos
Reserva: As meninas - Lygia Fagundes Telles

Adoro clássicos brasileiros e infelizmente (em geral) só li as obras mais importantes dos autores mais conhecidos mesmo. Escolhi “A Paixão Segundo G.H.” porque toda essa coisa da barata sempre me causou curiosidade. Não sei se Lygia Fagundes Telles pode ser considerada clássico (ela ainda está viva, não?), mas eu queria ler algo dela…

Setembro - Autores regionais
Vamos descobrir os talentos literários escondidos nos recantos deste imenso país? Neste mês, então, devemos ler obras de autores que são reconhecidos apenas no lugar onde nós vivemos. Está valendo autores do nosso município, da nossa região ou do nosso Estado. Este mês promete revelações literárias!

Paulicéia Desvairada - Mário de Andrade
Reserva: Memórias Sentimentais de João Miramar - Oswald de Andrade  Reserva: Os 13 do Orkut - Henderson Claiton Bariani

Quando eu penso em escritores paulistanos penso logo em Mário e Oswald. Para mim são eles quem melhor refletem São Paulo, comoção da minha vida. O problema é que do Mário eu já li a maior parte da ficção em prosa, então escolhi um livro de poesia. Já vou avisando que não sou muito fã de poesia. E ler Oswald também vai ser complicado, já tentei ler Memórias Sentimentais e não passei das primeiras páginas, é uma obra confusa. Para completar escolhi “Os 13 do Orkut”, mais uma descoberta da minha irmã. Parece ser interessante e tem um tema pouco usual na literatura. :P

Outubro - Nobel de literatura
O Prêmio Nobel de Literatura é concedido desde 1901 aos autores, cujas obras se distinguem pela ideologia que carregam em seu conteúdo. Mas, pouco se conhece sobre quem são os premiados e muito menos quais obras eles escreveram. Que tal pesquisar, ler e resenhar obras de autores premiados com o Nobel?

Absalão, Absalão - William Faulkner
Reserva: O País das Neves - Yasunari Kawabata
Reserva: Mara and Dann - Doris Lessing

Meu tema preferido, tanto que eu não saí muito da minha zona de conforto. Faulkner é meu escritor “sério” preferido (com “sério” eu quero dizer fora do meu mundinho infanto-juvenil), e embora muitas vezes eu não tenha cabeça para entendê-lo, suas obras são do tipo que conseguem me tocar mesmo quando eu não entendo. Kawabata também é um escritor que já li, eu estava querendo ler O País das Neves faz tempo. Já Doris Lessing é novidade para mim, tem uns dois ou três livros dela aqui e resolvi ler para ver como é.

Novembro - Contos
O ano está acabando e, como sempre, é tão atarefado, não é mesmo? Então, vamos relaxar um pouco com a leitura de obras que contenham contos. Numa breve descrição, os contos são pequenas narrativas, reais ou imaginárias, da vida cotidiana que impressionam o leitor com desfechos surpreendentes.

O Tradutor Cleptomaníaco - Dezsö Kostolányi
Reserva: O Beijo e outras histórias - Anton Tchekhov
Reserva: Contos - Katherine Mansfield

Adoro contos e, infelizmente, só consegui aprender a apreciá-los na faculdade. Já faz um ano que quero ler O Tradutor Cleptomaníaco, mas está esgotado e eu não acho para comprar (da última vez que eu vi, o mais barato estava 60 reais no Estante Virtual, não estou disposta a pagar tudo isso), então espero que um milagre ocorra e eu tenha acesso a esse livro tão cobiçado (e também espero que, depois de toda essa expectativa, ele não acabe sendo uma decepção).                               

Já li dois livros de contos do Tchekhov e gosto muito do estilo dele. Digo o mesmo da Katherine Mansfield (embora dela eu só tenha lido dois contos e não dois livros).

Dezembro - Lançamentos do ano
Para encerrar o ano com “chave de ouro”, devemos ler aquele livro que “bombou” em 2011 em todos os meios de comunicação e redes sociais. Quais serão as surpresas do mercado editorial? Que tal a leitura daquele livro que ganhamos em datas comemorativas e não o lemos porque a pilha não parou de crescer? (A escolha dos livros para esse tema será feita ao longo de 2011. Por isso não há como incluí-los na lista. Sendo assim, a seleção dos livros de dezembro de 2011 será uma surpresa para todos).

Nada aqui :P

 

É isso. Agora é só esperar por 2011.

 

By Xamblu

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Bazar + Gentileza

Primeiro post de 2010 e, considerando o abandono do blog, possivelmente o único. Eu fico com peso na consciência por deixar o blog abandonado demais, tava até pensando em criar outro só meu, mas escrever aqui acaba sendo tão mais prático...

Bem, o assunto deste post é o show das bandas Bazar Pamplona e Banda Gentileza que fui nesse sábado no CCSP.

A Zu não foi comigo pois fomos convidados para a festa dos pais de uma amiga dela, então ela preferiu encontrar com as amigas dela. Acho que esse foi o terceiro show em que fui sem ela.

O dia estava um dia típico de verão: choveu e, consequentemente, fiquei meia hora parada na Rebouças, no ônibus, porque acabou a energia e os semáforos se apagaram. Nada mais normal nesse caos que está nossa cidade durante esses meses. Mas eu ainda não havia tido a oportunidade de sentir a chuva na pele, pois passei todas as féris enfurnada em casa, saindo apenas para ir à biblioteca. Com o trânsito, obviamente fiquei estressada e nervosa, como sempre, porque sou meio neurótica com horários, morro de medo de perder um show (sou que nem aquela velhinha de um conto do Roald Dahl, que fica com os nervos do olho tremendo quando começa a ficar em cima da hora, só que meus olhos não tremem).

Mas depois foi tudo uma beleza, cheguei rapidinho, entrei rapidinho, fiquei tentando fazer um aviãozinho com o papel que o Bazar deu (pelo que sei, aviõezinhos de papel são frequentes em seus shows).

O show começou. Eles tocaram algumas músicas que estarão em seu CD novo, que deve sair esse ano (ou não), tocaram algumas músicas do CD velho, não tocaram Karen Cunha nem Céu de Cinema Americano :/. Achei o público meio desanimado, principalmente considerando que a maioria foi lá para ver o Bazar e não a Banda Gentileza (eu fui ver os dois, mas quem sou eu para falar em animação? Sou a pessoa mais desanimada do planeta). Mas foi legal, embora eu ficasse com aflição ao ver os aviõezinho de papel voarem perto demais da cara dos integrantes da banda.

Muita gente foi embora após o show do Bazar, o que achei meio triste, eles perderam o grande show da Banda Gentileza.

Conheci a Banda Gentileza faz pouco tempo, possivelmente de ouvir falar no Move That Jukebox. Baixei o CD, achei legalzinho mas não tanto, com algumas músicas bem interessantes e umas meio chatinhas. Mas no show achei tudo brilhante e impecável. Foi um show animado, com boa presença de palco. Ter saxofone e trompete, além de violino, viola e outras coisas em algumas músicas, faz toda a diferença, acho que estou em uma fase em que um banda guitarra + baixo + bateria não é tão divertida assim... O grande problema do show é que passou rápido demais. Mas quem sabe eles voltam logo a São Paulo. ;)

Para quem não conhece as bandas (mas quem é que lê esse blog?), aqui estão links para conhecê-los mais:
Bazar Pamplona: TramaVirtual (você pode ouvir as músicas, para baixá-las precisa se cadastrar, mas vale a pena se cadastrar e ficar fuçando no site a procura de bandas que você ouviu falar)
Banda Gentileza: CD deles para download

By Xamblu (a única que escreve algo aqui)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Nada de útil /desabafo

Como quase ninguém lê isso aqui eu posso falar qualquer besteira, né?

Bem, eu estava pensando em escrever sobre o show do Beirut, mas fiquei com preguiça e não sei se a Zu quer escrever sobre ele (ela está viajando). Se ela quiser, prefiro que ela escreva, gosto de ler sobre as impressões dela. Senão eu escrevo mais tarde.

O que realmente me fez vir aqui é que preciso desabafar: vai ter um show do Franz Ferdinand aqui e eu não consigo me decidir se tento ir ou não.

É um show pequeno, só terá uns 500 ingressos a venda e mais uns ingressos que serão sorteados. Não sei se me arrisco a ir comprar (sendo que nem sei se a Zu pode ir, porque não sei se menores de idade podem ir), correndo o risco de chegar lá toda nervosa e acabar perdendo o ingresso. Não sei se só me arrisco nesse concurso (que chances tenho eu de ganhar? É um desses concursos "bole uma frase", odeio esse tipo de coisa e_e).

E o show tá caro, custa R$260,00, sendo que eu tinha prometido a mim mesma que tentaria ser o mais econômica o possível atualmente.

Mas eu sei que se não for ficarei arrependida. Eu ainda hoje me arrependo de não ter ido no show do Franz no Motomix.

A única coisa que me consola um pouco é que eles vão anunciar uma turnê pela América latina em 2010, então, se eu perder esse show, possivelmente poderei ir no próximo.
E outra coisa que me consola (ou não) é que sempre estou mudando de ideia. Então antes eu achava que minha vida dependia desse show do Franz e agora já estou quase desistindo dele. Vai entender, né.

P.S.: Ontem foi o aniversário da Zu, 15 aninhos. Parabéns para ela. 8D

By Xamblu

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Dixie Tepper

Eu ouvi falar pela primeira vez em Dixie Tepper em algumas comunidades do Orkut, geralmente citada como uma boa série infanto-juvenil por gente que curte Harry Potter, Artemis Fowl e livros do gênero. No começo estranhei, porque em geral conheço essas séries pelo menos de nome antes delas começarem a se tornar moda (tudo bem que passou faz tempo a época em que, sem querer me gabar, eu já tinha lido praticamente todas as séries infanto-juvenis em destaque no mercado). Também estranhei o fato do livro ser publicado por uma editora da qual nunca ouvira falar.

Mas tudo bem, eu fui ler (em e-book, de uns tempos para cá sucumbi à facilidade dos e-books. O prazer com a leitura não é tão grande, mas dá para matar a curiosidade com livros que você ficaria meio relutante em comprar).

Tudo o que eu sabia do livro é que era sobre uma menina detetive e que lembrava Harry Potter.

Comecei a ler e logo percebi que não lembra HP. É uma cópia mal feita de HP. Pelo menos no primeiro capítulo.

Vou citar algumas das semelhanças. Sozinhas elas podem parecer meras coincidências, afinal, são clichês literários (a criança que perdeu os pais, ter que conviver com parentes chatos e tal), mas em combinação elas só podem siginificar HP.

O livro começa contando como a família Tepper se mudou para um tranquilo subúrbio nova-iorquino com jardins bem cuidados, tipo a Rua dos Alfeneiros, e estava levando uma vida perfeitamente normal. Até que um dia o Sr. Tepper vê um furgão misterioso na rua e acha meio suspeito, mas depois acha que é paranoia e decide não alertar a esposa. Ainda dá uma última espiada no furgão, mas depois acha que está imaginando coisas e vai trabalhar. Nem um pouco parecido com o começo de HP, em que o tio Válter vê o gato (a Minerva) lendo um mapa e depois uma placa e depois acha que está imaginando coisas e vai trabalhar. Depois ele vê que o furgão só estava lá para fazer uma entrega e ele acha que está endoidando e que foi bom não alertar a esposa.

Mais tarde, o grande inimigo dos Tepper aparece na casa e o Sr. Tepper grita para a esposa para que ela pegue a filha e fuja, enquanto tenta detê-lo. Exatamente como o James fala para a Lily. E o Sr. Tepper também se refere ao inimigo como "ele": "Precisamos sair daqui, e depressa! Ele nos encontrou! Depois de tanto tempo, ele está aqui!". A grande diferença aí é que os pais de Dixie conseguem escapar, deixando Dixie com os tios e depois saindo da cidade, para encontrarem a morte em uma epidemia na América Central. Assim Dixie ficou órfã e vivendo com os tios.

Tio Sherman é legal, não tem nada de Dursley nele. Mas Anatólia encarna o papel da tia chata e sua filha, Patil, é a prima chata que tem como hobby provocar Dixie.

A primeira cena de Dixie na casa dos tios é bem parecida com a primeira cena de Harry na casa dos tios: ela é acordada com pancadas na porta. Só que felizmente ela tem um quarto para ela, não precisando dormir em um armário.

Acho que a partir daí a história começa a divergir da história de HP e você deixa de ter a impressão de estar lendo algo escrito por mim nas minhas fases fanáticas por algum livro/mangá/whatever (sim, eu sempre escrevia historinhas bestas baseadas em algo, era puro lixo).

Mas algo continua me incomodando no livro.

Não sei se é a linguagem, que me lembra do modo como eu escrevo algumas coisas (não sei se acontece com você, mas quando eu leio algo que eu escrevi faz algum tempo, sempre penso "argh, isso tá ruim, tenho que melhorar um dia". Em livros publicados quase nunca penso isso, porque ele são mais bem escritos, em geral). Não sei se é porque o livro é meio infantil de uma maneira negativa (?) (o primeiro HP também tem um pouco disso, mas eu não sei explicar direito o que me incomoda nisso). Ou talvez seja porque a Dixie é uma chatinha irritante.

Uma coisa que me pareceu tão ruim quanto o primeiro capítulo cópia de HP foi o pêndulo do terror do título. Ahn, aquilo foi pura cópia de um conto do Edgar Allan Poe, tanto o pêndulo assassino em si quanto o modo de escapar (esfregando comida nas correntes/cordas para atrair ratos que roessem e livrassem o prisioneiro). Tudo bem, pode ter sido apenas uma referência, sabe, uma coisa estilo "vamos colocar isso e ver quem é o leitor esperto que já leu Poe e vai sacar de onde surgiu a ideia ;D", mas é meio estranho, porque acho que os leitores de Dixie Tepper em geral não leram esse conto e vão achar que essa saída genial veio da brilhante mente do autor, sendo que não veio! @___@

Agora, só para finalizar: disseram que os livros vão melhorando, a história vai amadurecendo. Espero que seja verdade, porque se não for assim, a série seria MUITO fraca. Além disso, o grande vilão do livro está atrás do que? Do Graal. Super criativo, né? Super "vamos pegar onda no Código DaVinci", né?

Acho que depois de eu escrever tudo isso você deve achar que odiei o livro. Mas até achei legalzinho, só que ruinzinho. ;)

By Xamblu

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Viva, vou postar tentando ressuscitar o blog... Isso porque na verdade eu fiquei muito tempo pensando em fazer um blog sozinha, mas percebi que não teria tanto assunto e ficaria tão abandonado quanto esse...

Vou falar sobre HP e o Enigma do Príncipe, o filme que saiu há pouco tempo. Se alguém ainda não leu livro e quer ver o filme, recomendo que não leia esse post :P

O livro é mais focado no passado de Voldemort, enquanto o filme prefere mostrar os romances vividos pelos alunos de Hogwarts.

Hermione percebe (finalmente!) que gosta de Rony, mas Rony está muito ocupado com Lilá Brown, a nova namoradinha dele… Já o Harry superou rapidamente a Cho para gostar da Gina Weasley.

                 harrypotter2np5

Apesar do foco no romance e com bastante comédia (Harry após ter bebido Felix Felicis é hilário), o filme não deixa de ter toques de suspense e tensão, com a queima da Toca e a morte do Dumbledore.

Mas, na minha opinião, são as cenas de tensão que “estragam” o filme. Para que queimar a Toca? E qual o sentido dos Comensais da Morte irem para Hogwarts, verem Dumbledore ser morto e sairem correndo pelo castelo para botar fogo na cabana do Hagrid???

Entendo que o diretor não queira fazer uma cena de guerra, já que no sétimo já terá, mas se é para adaptar a batalha de Hogwarts nesse filme, que faça direito!

Fora isso, não tenho muitas críticas a fazer. Eles cortaram muitas coisas importantes para Harry Potter e as Relíquias da Morte, mas tenho certeza que eles têm planos que expliquem tudo. E mal citaram o Príncipe Mestiço (mas eu nem acho isso tão importante).

Não gosto muito da atuação do Michael Gambon, ele não tem o jeito do Dumbledore que eu imaginava, porém nesse filme acho que a interpretação dele ficou boa, combinou com o que Dumbledore estava vivendo no momento.

Em relação a outros atores, achei o Tom Felton meio forçado (mas parece que só eu achei isso), porém acho que foi proposital.

Na minha opinião, esse filme é bom para ilustrar algumas das situações vividas no livro. Ele não funciona muito bem para quem não leu o livro e parecerá muito ruim se você comparar o livro com o filme.

Cinema e literatura são duas linguagens diferentes, portanto não tem sentido compará-las. Mas bons filmes conseguem se manter sozinhos, sem a ajuda dos livros. Não foi esse o caso.

By Zuleika

sexta-feira, 24 de abril de 2009

G.E.C.

Nota: sou hipócrita e chata, mas estou sendo sincera.

Recentemente houve alguns tópicos no FC reclamando do GEC. Okay, isso é muito comum, as pessoas vem reclamando do GEC desde que ele surgiu. Eu não fiquei feliz ao ver que aquele grupo resolveu ficar por lá, mas isso é porque eu sou egoísta e tinha medo que eles "sugassem" meus amigos ou amigos em potencial (haha, quem eu estou enganando? Tirando uma ou duas exceções, eu não faça nenhuma nova amizade há anos e.e), se tornassem O grupo do FC e que tudo passasse a girar em torno dele. Ou seja, eu estava pensando só em mim. Mas só a minha última previsão se comprovou, de uma maneira um tanto curiosa.

As pessoas (especialmente as anti-GEC) transformaram o GEC em algo bem maior do que ele realmente é. Como a maioria dos chats de continuação, ele acabou criando sua panelinha, mas o que mais ele fez? Um pouco de poluição? Talvez. O que mais? Eles ficaram na deles e no final quem realmente era do FC nem migrou para lá, então culpá-lo pela decadência do FC é ridículo. Eles não são os únicos do FC e depois dos tópicos anti-GEC ficou provado que a maioria do povo do FC nem participa do tópico. Quem faz o FC somos nós. Se o FC tá decaindo, parte da culpa é nossa. Se algo te incomoda, vá lá e tente mudar, tente mobilizar os amigos para participarem mais do fórum, tente ser mais sociável com os outros... Jogar culpa nos outros é tão fácil...

Teve gente que se queixou de que as conversas do GEC são bobas. Podem até ser, mas que direito nós temos em exigir que eles mudem? E quem aqui nunca participou de algum tópico paricularmente idiota? Muitas vezes eu não gosto do rumo que uma conversa toma, então eu simplesmente saio ou tento incluir um novo tópico na conversa (se render, ótimo, se não, azar), não dá para pedir para as pessoas mudarem só por causa de um grupinho insatisfeito. E será que se essas pessoas participassem de um chat aleatório elas não ficariam nesse mesmo papo de sempre? Se elas gostam tanto do GEC é porque deve ser desse tipo de conversa que elas gostam (y)

Acho que as pessoas anti-GEC estão tão frustradas por não conseguirem se divertir como antigamente no FC que acabam descontando no GEC. Eu já me senti assim antes e ficava falando mal da ID .-.

E gente da ID falando mal do GEC é como se, sei lá, estivessem lambendo o prato em que comeram, só que na época eles eram do "grupinho dominante" do FC e estavam felizes demais para notar que havia gente insatisfeita e excluída. Eu nunca fui de um grupo assim, mas já fui do que podemos chamar de "povo antigo", que acabava sendo uma panelinha também. Nós tivemos nossa época de esplendor, em que éramos felizes e ignorávamos todo o resto (não por mal, mas sim porque é difícil notar a infelicidade alheia quando você está tão ocupado sendo feliz), e agora os que restaram ou entrm pouco no FC ou ficam amargurados como FC mas não conseguem deixá-lo (eu).

Só para finalizar: eu não gosto do GEC, mas acho melhor deixar ele acabar naturalmente do que ficar atiçando discussões sobre o assunto, que podem acabar fortalecendo o grupo. Um dia tudo acaba e, enquanto não acaba, é só se acostumar a ignorá-lo. A gente se acostuma a tudo.

P.S: Quanto a grosseria de alguns dos membros do GEC (que ficam postando lehgolaz(?) e coisas do tipo em todo tópico que veem), não acho correto descontar a raiva dessas pessoas no grupo. São casos individuais e deveriam ser tratados diretamente com as pessoas.

quarta-feira, 25 de março de 2009

...

Esse blog está meio abandonado... Meio não, MUITO. Mas, sinceramente, alguém lê?

Eu até pensei em criar um blog mais produtivo, algo sobre dicas de livors ou algo do tipo... Mas tenho dó de deixar isso aqui mofando, então vou tentar ressucitá-lo (duvido muito que funcione).

Hoje eu estava aqui, pensando na vida e dando uma olhada no FC, e pensei "Meldels, o que aconteceu aqui?". Eu nunca deixei de frequentar totalmente o FC, mas acho que não ando prestando muita atenção nas coisa, porque hoje fiquei meio pasma em pensar "Quem são essas pessoas???". Eu sempre me orgulhei em conhecer pelo menos superficialmente o povo e agora eu não sei de onde todo essa povo novo surgiu. E eles surgiram já enturmados, é tão estranho. Tenho medo disso. Acho que eles são do G.E.C... No começo eu nem ligava para esses tópicos, eles ficavam lá na deles, mas agora isso está me incomodando... Bah, sei lá... Estou escrevendo só por escrever :X

By Xamblu em momento meio triste