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terça-feira, 11 de setembro de 2018

Randomicidades do mês - agosto/2018

Mais um post atrasado, mas dessa vez não tão atrasado!

Livros lidos

Infelizmente, li alguns livros que não me agradaram muito no mês. :/ Não sei se estou mais chata do que o normal ou se foi azar. Provavelmente os dois.


A menina submersa - Caitlín R. Kiernan
Li comentários positivos e comentários negativos sobre esse livro e sinto que já estava pronta para não gostar muito dele. De fato, não gostei. A narrativa da jovem esquizofrênica que conta sua história de assombrações, sereias e lobisomens foi confusa demais para o meu gosto e pouco ofereceu de interessante para me manter entretida. Teve um ou dois momentos em que fui fisgada, mas no geral achei o livro arrastado demais.
Nota: 2,5


A mulher de pés descalços - Scholastique Mukasonga
Nesse livro, a autora relembra sua vida durante a guerra civil em Ruanda, descrevendo o cotidiano de sua família, os rituais de seu povo e as dificuldades que eles enfrentavam. É escrito de uma maneira bem direta, que eu particularmente gostei, e apesar de não ter um enredo bem definido, a leitura me prendeu bastante. Quero ler mais da autora.
Nota: 3,75


A luz entre oceanos - M. L. Stedman
O livro conta a história de um casal que vive isolado em uma ilha devido ao emprego do homem como faroleiro. Uma noite, um barco chega à ilha trazendo um homem morto e um bebê vivo. Supondo que o bebê era órfão, o casal o pega para si e passa a criá-lo como sua filha, sem contar a verdade a ninguém, o que traz duras consequências ao casal anos depois. Tive dificuldades em entender as motivações do personagens e algumas de suas atitudes e achei o livro mais arrastado do que gostaria.
Nota: 2,5


Not Fade Away - Jim Dodge
Adorei o primeiro livro que li do autor, Fup, e esperava algo na mesma linha nesse livro, mas errei feio. O livro conta sobre a vida de um sujeito peculiar meio boêmio que arranja um bico destruindo carros para que o proprietário receba o seguro. Até que ele encontra uma carta de amor em um dos carros e parte em uma jornada para honrar o desejo da mulher que escreveu a carta, conhecendo um monte de gente estranha pelo percurso e vivendo outras tantas experiências estranhas. O livro é basicamente um monte de gente doida fazendo coisas doidas e é chato. Talvez ele pudesse ser melhor se fosse mais curto.
Nota: 2


O Condado de Citrus - John Brandon
Toby é um garoto entediado que se sente voltado para o mal. Shelby é uma garota superinteligente que fica fascinada por Toby. O sr. Hibma, professor de Toby e Shelby, é um homem desencantado com a vida. Eles vivem no Condado de Citrus, uma cidadezinha no meio dos pântanos da Flórida onde nunca acontece nada, até que Toby decide agir. Apesar de o livro ter sido publicado pela Galera Record, achei ele não tão voltado ao público juvenil, talvez. Os personagens são todos desesperançados e meio cruéis, além de arrogantes, e algumas atitudes deles não me soaram muito críveis, mas a história é interessante, inquietante e bem diferente do que eu esperava.
Nota: 3,5

Quadrinhos


O melhor que podíamos fazer - Thi Bui
Não sei se já estou meio cansada de memórias em quadrinhos, mas não gostei tanto desse livro tanto quanto eu esperava. A obra mostra a dura vida da família da autora no Vietnã e sua imigração para os Estados Unidos, o processo de adaptação e a tentativa da autora de compreender melhor seus pais após ela se tornar mãe. A arte é muito bonita com seus tons aquarelados, mas eu gostaria de ter tido um envolvimento emocional maior com a história.
Nota: 3

Animes


Princess Tutu
Vou escrever um post em breve.
Nota: 3,75


Boku Dake Ga Inai Machi
Satoru vivencia um estranho fenômeno de vez em quando: ele volta alguns segundos no tempo, geralmente quando algum acidente ou crime está para acontecer, e precisa mudar o que iria ocorrer. Após o assassinato de sua mãe, no entanto, ele volta mais do que apenas alguns segundos, retornando para a época de sua infância, um pouco antes de uma série de desaparecimentos e assassinatos de crianças em sua cidade. Concluindo que esses crimes estão ligados à morte de sua mãe, ele tenta mudar o passado, se aproximando das vítimas para impedir que o assassino aja e, assim, evitar os acontecimentos trágicos de sua vida. Os primeiros episódios são muito bons em desenvolver os personagens e o relacionamento entre eles, além de construir o clima de mistério, mas as coisas se tornam meio corridas mais para o final, e o que deveria ser o clímax acaba sendo um tanto anticlimático.
Nota: 3,75

Filmes


A mosca
Primeiro filme do Cronenberg que vejo na vida e gostei bastante. Nele, um cientista desenvolve uma máquina de teletransporte, porém, ao testá-la em si mesmo, não nota a presença de uma mosca e acaba se transformando em uma fusão de ser humano e mosca. Eu esperava algo mais esquisito, talvez, mas talvez não tivesse gostado tanto se ele fosse mais estranho do que é.
Nota: 3,75


O poderoso chefão
Sempre tive preguiça de ver esse filme porque ele é comprido, mas a verdade é que, enquanto assistia, mal vi o tempo passar e me senti até com vontade de assistir ao segundo filme, vontade que logo morreu ao ver que ele é ainda mais comprido.
Nota: 4


Donnie Darko
Um adolescente meio desajustado passa a ter visões com um misterioso homem vestido de coelho, que diz que o mundo vai acabar e passa a lhe dar ordens. É um filme um tanto estranho, às vezes confuso, mas bastante interessante.
Nota: 4


Para todos os garotos que já amei
Já tinha lido o livro que inspirou o filme e estava curiosa para ver a adaptação. O filme é adorável como o livro. Nele, Lara Jean tem o hábito de escrever cartas de amor para seus crushes, que incluem seu melhor amigo e ex-namorado de sua irmã. As cartas são uma espécie de desabafo, e ela não tem a intenção de que sejam lidas, mantendo-as escondidas em uma caixa. Porém, alguém as envia e ela se vê confrontada pelo melhor-amigo-e-ex-da-irmã, o que a leva a fingir um namoro com Peter, outro dos garotos que recebeu a carta. E é claro que o namoro falso leva a sentimentos verdadeiros. Em geral, acho o fake dating algo meio forçado, mas é divertidinho e o casal principal é fofo, embora ache que no filme o relacionamento não seja tão bem construído. As pessoas da internet ficaram completamente apaixonadas pelo Peter Kavinsky, mas não vejo nada de muito especial nele. A melhor personagem, no livro e no filme, é a irmã mais nova da protagonista.
Nota: 3,5

Aquisições

Teve a Bienal do Livro e isso significa comprar um monte de livros baratinhos mesmo sem saber muita coisa sobre eles!


Comprei A ilustre família do ministro Ahuja de impulso, porque a capa me chamou atenção e a sinopse parece interessante. O resto são livros que eu já tinha curiosidade de ler em maior ou menor grau.


Essas foram as compras da minha irmã, que estava mais consumista do que eu no dia, o que é uma raridade. Quero muito ler o da Ali Smith.


E essas são mais compras da minha irmã. Não sei muito sobre os livros, mas li a sinopse de As mães ao tirar a foto e fiquei curiosa.


Por último, ganhei esse livro em um sorteio no curso sobre o Tolkien que fiz. Tinha tantos livros para sorteio que acho que quase todos os alunos ganharam, hahaha.

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E foi isso!

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Randomicidades do mês: abril/2018 - Livros

Como não podia deixar de ser, estou com os posts todos atrasados aqui no blog. Preciso recuperar minha antiga vontade de escrever, mas tá difícil...

Em abril, vi um monte de filmes e terminei um número razoável de séries, por isso vou deixá-los para uma segunda parte do post, para não ficar longo demais.

Livros


País sem chapéu – Dany Laferrière
Após vinte anos de exílio, o protagonista volta ao Haiti, reencontrando a família, os amigos, os lugares de sua infância e juventude e os costumes locais. Ele logo se interessa pelos relatos de mortos que vagam por aí e parte atrás de respostas para entender melhor seu país natal. Não conhecia nada da literatura haitiana, então foi um primeiro contato interessante.
Nota: 3


Neuromancer – William Gibson
É um clássico da ficção científica, mas eu achei de uma chatice tremenda. O livro conta a história de um ex-cyber cowboy banido da matrix que se envolve em um novo caso perigoso. Achei o livro arrastado e confuso, principalmente nos momentos em que os personagens estão no cyberespaço. É uma grande pena, pois a edição é linda. Curiosamente, gostei mais dos contos que essa edição traz no final do que do romance.
Nota: 2


Sempre vivemos no castelo – Shirley Jackson
Merricat, Constance e o tio Julian vivem com o mínimo contato possível com outras pessoas desde que o resto da família morreu de envenenamento e Constance foi acusada de assassinato. Apesar disso, eles levam uma vida bastante tranquila, até que a chegada de um primo transforma suas rotinas. A narração de Merricat, infantil e imaginativa, mas bastante observadora, ajuda a criar o clima misterioso e estranho.
Nota: 4


O mundo explicado por T.S. Spivet – Reif Larsen
T.S. Spivet é um garoto muito inteligente que adora desenhar mapas. Ao ganhar um prêmio, ele parte sozinho em uma jornada pelos Estados Unidos, descobrindo mais sobre si e sobre sua família no caminho. O livro apresenta ilustrações, mapas, diagramas e anotações que Spivet fez, o que é interessante, mas às vezes atrapalha o fluxo da leitura. O que mais me incomodou no livro, no entanto, foi a tentativa de abarcar diversos tipos de história em um único romance. É como se o livro não soubesse muito bem se quer ser um drama familiar, uma narrativa de viagem ou uma aventura com sociedades secretas, e nenhuma das partes é muito bem conectada ou concluída.
Nota: 3


The Garden Party – Katherine Mansfield
O livro reúne quinze contos bem variados. Alguns eu já tinha lido antes, como "Miss Brill", o meu favorito, mas a maioria me era desconhecida. São histórias que a princípio parecem simples, apenas vislumbres das vidas dos personagens, escritas de uma maneira que lhes dá muita profundidade.
Nota: 3,5


Lady Susan – Jane Austen
Não sou grande fã da Jane Austen (e estou adiando até hoje a leitura de Orgulho e preconceito), mas fiquei curiosa a respeito desse livro porque ele apresenta uma protagonista diferente das outras obras da autora. Lady Susan é uma viúva que tenta empurrar a filha para um casamento por dinheiro enquanto se diverte seduzindo homens e procura um marido ainda mais rico para si. A personagem é ardilosa e manipuladora, o que torna o livro bem divertido.
Nota: 3

Quadrinhos


Epileptic – David B.
Quadrinho autobiográfico sobre a experiência do autor com o irmão epiléptico, Jean-Christophe. Os ataques epilépticos constantes do irmão afetaram a vida de toda a família e levaram os pais a buscarem todo tipo de cura, como acupuntura e temporadas em comunidades macrobióticas, sem sucesso. Achei a HQ meio longa demais e repetitiva, com explicações desnecessárias sobre cada tipo de tratamento, mas isso se explica em parte pelo fato de ela ter sido publicada originalmente em vários volumes. Me incomodei um pouco com a maneira que o irmão do autor foi retratado, como se fosse um preguiçoso que culpa a doença para não fazer nada. Me pareceu meio cruel, sei lá.
Nota: 3

Aquisição


Participei de uma feira de trocas, mas acabei trocando só um livro. Tenho curiosidade em conhecer algo desse autor.

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Por enquanto é isso. Em breve publico o post dos filmes e séries. ;)

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Livro: O brilho do amanhã

Título: O brilho do amanhã
Título original: Radiance of Tomorrow
Autor: Ishmael Beah
Tradução: George Schlesinger
Editora: Companhia das Letras

O vilarejo Imperi foi quase completamente destruído durante a guerra civil na Serra Leoa. Após a guerra, seus moradores retornaram aos poucos, reconstruindo seus lares, reatando os laços entre eles e retomando tradições. No entanto, voltar à normalidade é complicado, especialmente quando uma grande companhia mineradora se instala na região, transformando a vida dos habitantes.

A história se concentra em dois personagens, Benjamin e Bockarie. Em um ambiente violento, corrupto e em que falta de tudo, os dois professores tentam dar educação às crianças e unir a comunidade. O livro mostra o impacto doloroso e cruel da guerra e do colonialismo nas vidas sofridas dos personagens, mas também mostra como eles resistem e encontram esperança e alegria uns nos outros.

O que tenho a criticar no livro é que achei que o autor cai na tentação de mostrar a tradição como o lado certo, como se os costumes da vida pré-guerra fossem o ideal, e as mudanças fossem sempre para pior. (Não que isso não seja o que acontece na vida real, mas às vezes o número de desastres da história parece exagerado. Nem dá tempo para você sentir o impacto de um desastre para outro acontecer logo em seguida.)

O estilo do autor também não me agradou tanto quanto eu gostaria. Ele às vezes usa imagens derivadas da tradição oral e das línguas locais, em um tom poético, o que é interessante, mas não achei que esse estilo casa muito bem com o resto do texto, mais convencional.

Em suma, apesar da capa simpática em cores vivas e do nome esperançoso, O brilho do amanhã é um romance intenso, que nos mostra a realidade cruel da Serra Leoa. E apesar das minhas críticas, ele é bastante impactante e apresenta alguns personagens interessantes.

Lido para o Desafio Volta ao Mundo em 80 Livros, representando a Serra Leoa.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Livro: Miramar

Título: Miramar
Autor: Naguib Mahfuz
Tradução: Safa Abou Chahla Jubran
Editora: Berlendis & Vertecchia Editores

Nos anos 60, na cidade de Alexandria, no Egito, cinco homens se hospedam na pensão Miramar, que no passado foi gloriosa, mas cujo brilho se perdeu após a revolução. Com idades, personalidades e objetivos bastante diferentes, eles passam a conviver nesse ambiente. A presença de Zohra, uma bela camponesa que trabalha como criada na pensão, desperta a cobiça de alguns e gera tensão entre os hóspedes.

Cada capítulo é narrado por um dos personagens, que conta a sua vida e apresenta sua visão sobre os acontecimentos na pensão. Temos um ex-jornalista idoso, um jovem proprietário de terras, um locutor introvertido e um contador metido em negócios arriscados, mas a personagem mais interessante é Zohra, uma jovem decidida que foi trabalhar na pensão após fugir de um casamento forçado. É em torno dela que a maioria dos acontecimentos gira. 

A alternância de focos narrativos é sempre um recurso interessante. Aqui, ela nos permite vislumbrar o passado dos personagens, bastante marcado pela revolução de 1952, e o ponto de vista de cada um sobre o que acontece durante a estadia deles na pensão, das conversas despreocupadas em datas comemorativas a brigas no meio da noite. Por outro lado, alguns dos acontecimentos não são tão interessantes assim para merecer quatro relatos diferentes sobre eles, algumas vezes sem muita variação.

No início, fiquei um pouco perdida em meio às referências históricas do livro. Não sei quase nada sobre o Egito e, principalmente no começo da narrativa, nomes e fatos históricos são bastante citados. Porém, aos poucos me acostumei e me deixei envolver pela história.

O livro me surpreendeu com o estilo narrativo e com uma história mais cheia de acontecimentos e mistério do que eu esperava, mas não me conquistou totalmente, talvez porque achei a maioria dos personagens chata e por ter ficado meio perdida no contexto histórico.

Livro lido para o desafio Volta ao Mundo em 80 Livros, representando o Egito.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Desafio Volta ao Mundo em 80 Livros: 4 anos

Uma prova de que ando desanimada com o blog e com os desafios literários é que esqueci completamente do tradicional post de balanço de leitura do desafio Volta ao Mundo. Não só esqueci, como só fui lembrar dele dois meses depois! Mas tudo bem, antes tarde do que nunca, não é?

Não tenho lido obras de países muito diferentes recentemente, mas continuo em um ritmo estável em comparação com o ano passado. Os países novos que li desde o balanço do ano passado foram: Guatemala, Moçambique, Finlândia, Suíça, Turquia, Itália, Áustria, Equador, Indonésia e Albânia. Foram leituras um pouco mais eurocêntricas do que eu gostaria, no entanto, considerando que não pesquisei muita coisa e me concentrei em livros que tenho ou que já queria ler faz tempo, até que não estou tão mal.

Até o momento, li 53 livros de países diferentes, e o meu mapa está assim:


A lista de leituras está aqui, caso alguém esteja interessado.

Os países com o maior número de livros lidos desde que iniciei o desafio são os seguintes:

1. EUA (120)
2. Inglaterra (53)
3. Brasil (35)
4. Japão (31)
5. França (20)
6. Irlanda (7)
7. Hungria, Alemanha, Índia (5)
8. Portugal, Canadá, Austrália, Rússia (4)
9. País de Gales, Noruega, Israel, Itália, Finlândia, Chile, México, Coreia do Sul (3)
10. Escócia, Dinamarca, Espanha, Argentina, Peru, China, Angola, África do Sul, Nigéria (2)
11. República Tcheca, Holanda, Bélgica, Islândia, Áustria, Suíça, Albânia, Colômbia, Cuba, El Salvador, Honduras, Uruguai, Equador, Guatemala, Irã, Afeganistão, Paquistão, Indonésia, Turquia, Senegal, Marrocos, Zimbábue, Moçambique (1)

Vivo reclamando de como leio muito livro americano e não faço nada para mudar a situação, assim como, sempre que penso no meu desafio, fico com vontade de ler mais autores africanos, mas acabo não lendo. Acho que preciso me dar uma pressionada maior para sair da zona de conforto.

Se alguém tiver alguma recomendação de autores de países que ainda não li, ou mesmo de países que li pouco, eu aceito!

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Randomicidades do mês: maio/2017

Livros lidos


Tsugumi - Banana Yoshimoto
Tsugumi é uma menina de saúde fraca e personalidade forte. O livro é narrado por sua prima, que costumava viver com ela em uma cidade litorânea antes de se mudar para Tóquio e que volta para sua terra natal para as férias de verão. Tsugumi é uma pessoa bastante desagradável e complicada, mas gostei de ver como as primas se entendem. Faz bastante tempo que eu queria ler algo dessa autora, e apesar de o livro ter ficado um pouco aquém das expectativas, ainda assim foi uma boa leitura.
Nota: 3,25


O fim - Lemony Snicket
Último livro da série, que me deixa um pouco frustrada por não revelar tanto quanto gostaríamos sobre os mistérios que surgiram durante toda a história, mas que ao mesmo tempo é um fim bastante adequado para a série.
Nota: 4


Estação Onze - Emily St. John Mandel
Uma gripe poderosa e de rápido contágio se espalha pelo planeta, dizimando a maior parte da população humana. Anos depois, as pessoas tentam sobreviver com o que restou. Viajando pelos pequenos povoados e se arriscando por terras sem lei, uma trupe de músicos e atores tenta levar arte para alegrar um pouco a vida das pessoas. O livro alterna entre diferentes épocas e foca em diversos personagens, e no começo eu não entendi muito bem por que a ênfase em alguns deles, mas aos poucos as coisas vão se encaixando.
Nota: 4


Quem poderia ser a uma hora dessas? - Lemony Snicket
Depois de treze livros de Desventuras, é claro que eu fiquei com vontade de ler mais histórias que se passam no universo da série. Nesse livro, acompanhamos a formação do Lemony na organização secreta. Sua primeira missão é ajudar sua mentora a resgatar uma estatueta de um animal mitológico em uma cidade em decadência. Sinto um pouco de falta do jeito usual de narrar do autor e os personagens desse livro não são tão interessantes quanto os de Desventuras, mas ainda assim é uma leitura bem interessante.
Nota: 3,75


Quando você a viu pela última vez? - Lemony Snicket
Lemony e sua mentora têm uma nova missão, que dessa vez envolve o desaparecimento de uma jovem rica. Os testemunhos sobre seu sumiço divergem e despertam muitas suspeitas no jovem Lemony. Ajudado pelas crianças e parcialmente atrapalhado pelos adultos, ele tenta solucionar o mistério e lidar com os problemas que surgiram em sua vida desde o livro anterior.
Nota: 3,5


Liquidação - Imre Kertész
Um escritor se suicida e seu editor tenta compreender o que o levou a isso enquanto busca o último romance deixado pelo amigo. O escritor foi uma das poucas crianças nascidas em Auschwitz, e esse fato marcou toda a sua vida e obra. Esse é um romance bem denso e meio depressivo, confesso que não estava no humor certo para esse tipo de leitura e que não gostei muito.
Nota: 2,75


Héracles - Eurípides
A tragédia narra a situação da família de Héracles, ameaçada pelo rei Lico, enquanto o herói estava fora executando seus doze trabalhos. Héracles volta a tempo de salvá-los, mas logo em seguida deusas enviadas por Hera chegam e enlouquecem o herói. A história é bem interessante, mas minha falta de referências sobre esse mito e minha dificuldade com o vocabulário e a estrutura do texto tornaram a leitura bastante difícil. Por que o coro tem que falar de maneira tão pomposa???
Nota: 2,5


As pernas de Úrsula e outras possibilidades - Claudia Tajes
Peguei esse livro por engano na biblioteca (culpa do novo sistema e do meu desconhecimento dele), então não tinha expectativa nenhuma. No começo, nem pretendia lê-lo, mas decidi dar uma olhada nas primeiras páginas para ter uma ideia de como ele era. Depois de umas leituras mais sérias, esse livro pareceu tão simples e rápido de ler que acabei seguindo com a leitura, apesar de me incomodar com algumas coisas. A história é muito simples: o protagonista nos conta sobre seu relacionamento com sua esposa, que seria ótimo se ele não ficasse subitamente atraído por uma bela mulher com longas pernas. Não desgostei da leitura, apesar de o livro ter um tom engraçadinho que não tem tanta graça assim, o protagonista ser um homem babaca bem esteriotipado, e o livro ser bastante clichê e esquecível (mas se tornou inesquecível porque sempre lembrarei da vez em que as máquinas da biblioteca me fizeram de gato e sapato). Diferente do Héracles, cujo valor eu consigo ver, mas que achei uma chatice, aqui eu achei o livro meio ruim, mas meio legal.
Nota: 2,75

Quadrinhos


Suicide Club - Usamaru Furuya
Baseado no filme homônimo, o mangá é sobre misteriosos suicídios coletivos de garotas pelo Japão. É um mangá um tanto depressivo e um pouquinho perturbador, mas bastante interessante. Me deu vontade de ver o filme.
Nota: 3,5


Você é minha mãe?: um drama em quadrinhos - Alison Bechdel
Nessa continuação de Fun Home, a autora conta sobre o relacionamento complicado com sua mãe, a criação de suas obras e seu interesse pela psicanálise, principalmente pelas ideia de Donald Winnicot. Uma coisa que me desagrada um pouco nos quadrinhos da autora é que às vezes ela foca demais em um conteúdo "teórico" (como a psicanálise e as obras de Virginia Woolf), o que deixa a leitura meio maçante.
Nota: 3,5

Animes


Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu: Sukeroku Futatabi-hen
Segunda temporada desse anime maravilhoso. Dessa vez, a série se detém sobre o Kikuhiko já estabelecido como mestre de rakugo e sobre a nova geração que busca manter a arte viva e em evolução. Eu tinha altas expectativas em relação a essa temporada porque a Konatsu aparece mais e ela é uma das minhas personagens preferidas, mas no geral gostei menos do que da primeira, talvez porque ela tenha me parecido menos coesa, sei lá. De qualquer forma, é um ótimo anime.
Nota: 4


Kuzu no Honkai
Anime sobre dois jovens que mantêm um namoro falso. Apaixonados por pessoas fora de seu alcance, eles tentam satisfazer seus desejos e aplacar a solidão um com o outro, mas descobrem que isso não dá lá muito certo. Achei interessante o anime mostrar relacionamentos não idealizados, com os adolescentes explorando sua sexualidade. A série apresenta vários personagens cheios de defeitos, alguns bastante desprezíveis, e durante boa parte da história achei que no final tudo daria errado, mas até que os personagens crescem um pouco e conseguem dar uma direção para suas vidas (só achei essa evolução rápida demais e não muito verossímil em alguns casos). O anime é muito viciante, tanto que assisti em pouco tempo.
Nota: 3,75

Filmes


Kimi no Na wa.
Depois de ler muito sobre o filme e sobre os recordes de bilheteria que ele bateu, finalmente assisti Kimi no Na wa, filme preferido de Shoma Uno. Não sou muito fã do diretor, Makoto Shinkai, porque às vezes ele vai para um lado sensível e poético que eu acho brega, mas como todo mundo disse que nesse filme temos um enredo mais bem definido, achei que talvez essa fosse minha chance de me deixar conquistar por um filme dele. A história é a de uma menina do campo e um menino da cidade que de repente passam a trocar de corpo. O filme é divertido e interessante, mas algumas coisas me incomodaram. Preferia que tivessem focado mais no relacionamento dos protagonistas antes do conflito surgir, porque achei o vínculo entre eles muito fraco. De resto, é um filme do Makoto Shinkai, então espere cenários deslumbrantes e céus maravilhosos. O relacionamento dos protagonistas, a distância entre eles, os monólogos dos personagens, também são algo bem Makoto Shinkai. Ou seja, gostei do filme, mas esperava um pouco mais depois de tudo o que ouvi.
Nota: 3,75


Hoshi no Koe
Falei mal do Shinkai, mas aqui estou eu assistindo a mais um filme dele (só assisti porque é curto, ok?). Esse foi o primeiro filme do diretor (acho) e é bastante impressionante porque ele fez o filme inteiro quase sozinho. Mas tirando isso, achei o filme meio chatinho. Como sempre, temos um casal como protagonista, dessa vez no futuro. A menina parte em uma missão espacial e continua a manter contato com o menino por mensagens de texto, mas à medida que ela se afasta mais da Terra, mais difícil é manter a comunicação. Os cenários são bonitos como sempre, mas o character design é bem feinho.
Nota: 2,75

Aquisições


Não comprei nada em maio, viva! O único livro novo foi História da menina perdida, que ganhei de aniversário da minha tia.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Livro: Vida, jogo e morte de Lul Mazrek

Título: Vida, jogo e morte de Lul Mazrek
Título original: Eta, loja dhe vdekja e Lul Mazrekut
Autor: Ismail Kadaré
Tradutor: Bernardo Joffily
Editora: Companhia das Letras

Na Albânia comunista, o governo se preocupa com as deserções rumo aos países vizinhos devido à ditadura e reforça a segurança nas fronteiras. Devido a isso, Lul Mazrek, um aspirante a ator, é convocado para o serviço militar e enviado a Saranda, um balneário que faz fronteira com a Grécia, para ajudar a evitar as fugas pelo mar. Lá, ele conhece Violtsa Morina, uma jovem a serviço do Estado, responsável por seduzir homens e identificar possíveis traidores. E, claro, ele se apaixona e ela também, mas esse é um relacionamento complicado que tem tudo para dar errado.

Gosto muito do Ismail Kadaré desde que li Abril despedaçado e a partir de então li vários livros dele, mas nenhum chegou no nível do primeiro. Ainda estou em busca de um livro que me impacte da mesma forma.

Vida, jogo e morte de Lul Mazrek mostra a realidade do país durante o regime comunista, mas sem ficar sério demais, quebrando a tensão com algum humor e o relacionamento amoroso dos personagens. É um livro agradável de ler, porém gostei menos do que esperava. Não foi uma leitura muito marcante (como quase todas as minhas últimas leituras) e, assim, não tenho muito o que falar sobre ela, infelizmente.

Lido para o desafio Livrada! (categoria: livro resenhado pelo Livrada! A resenha do Yuri está aqui) e para meu desafio Volta ao mundo em 80 livros, representando a Albânia.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Livro: Beauty Is a Wound

Título: Beauty Is a Wound
Título original: Cantik itu Luka
Autor: Eka Kurniawan
Tradutora: Annie Tucker
Editora: New Directions

Tendo como cenário a cidade litorânea fictícia de Halimunda, Beauty Is a Wound tem um início impactante: após 21 anos morta, Dewi Ayu deixou o seu túmulo, atravessou a cidade e voltou para casa. A partir daí o romance revela ao leitor toda a vida dessa mulher de uma família tradicional holandesa, que perdeu tudo e se tornou a prostituta mais cobiçada da cidade, e de suas quatro filhas. 

Essas personagens levam vidas sofridas e fortemente entremeadas com as grandes tragédias da história da Indonésia. A narrativa se estende por mais de cinquenta anos, revelando o impacto que acontecimentos como a invasão japonesa durante a Segunda Guerra, a perseguição aos comunistas e a luta pela independência tiveram nos personagens e na cidade de Halimunda.

Apesar de ser um livro carregado de violência e tragédia, ele também tem um tom cômico e às vezes fabular, com acontecimentos bizarros e fantásticos a todo instante e personagens divertidos e patéticos. Se você gosta de humor negro e não se importa com um pouco de sangue, talvez esse seja um bom livro para você. Se você se incomoda bastante com cenas de estupro e violência contra a mulher, fique longe.

O livro tem forte presença de elementos fantásticos e influência de lendas tradicionais. Ele lembra um pouco o realismo fantástico latino-americano, principalmente o do Gabriel Garcia Marquez, e em muitos momentos me vi imaginando o cenário e os personagens como sul-americanos em vez de indonésios e tive que fazer uma correção mental para ajustar a imaginação.

Beauty is a wound é um livro bastante intenso e me despertou a vontade de ler outras obras do autor. Espero que um dia ele tenha seus livros publicados aqui no Brasil. Para uma leitura que eu escolhi meio às cegas, com certeza foi uma surpresa positiva.

Para quem ficou curioso (e lê inglês) a New Yorker publicou um artigo sobre o autor aqui.

Lido para o desafio Volta ao mundo e para meu projeto pessoal Volta ao mundo em 80 livros, representando a Indonésia.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Livro: Um homem morto a pontapés

Título: Um homem morto a pontapés, seguido de Débora
Título original: Un hombre muerto a puntapiés / Débora
Autor: Pablo Palacio
Tradutor: Jorge Wolff
Editora: Rocco

Mais um livro da coleção Otra Língua aqui no blog, desta vez do autor equatoriano Pablo Palacio. O livro reúne contos e uma novela publicados originalmente em 1927. São textos bastante modernos, fragmentados, com inovações tipográficas e temas incomuns para a época, como a homossexualidade, o canibalismo e a bruxaria

Nunca sei como escrever sobre livros de contos, então vou comentar brevemente sobre os que mais me agradaram:

Um homem morto a pontapés: No conto que dá título ao livro, o personagem lê uma matéria no jornal sobre um homem morto a pontapés e fica fascinado pelo caso, a ponto de partir em busca de informações por conta própria e tentar reconstituir com detalhes o momento do crime. É meio divertido acompanhar o protagonista em seu método indutivo que leva ao desfecho trágico e violento do homem morto a pontapés.

A dupla e única mulher: Conto sobre uma mulher que nasceu dupla, com dois corpos conectados. Bastante insólita e melancólica, a história mostra a adaptação da personagem ao mundo e o isolamento em que ela vive.

Já a novela "Débora", sinceramente, achei meio chata e bastante esquecível, tanto que estou tendo dificuldade em lembrar dela para escrever aqui. Acho que preciso resenhar os livros logo que acabo de ler em vez de ficar procrastinando.

Concluindo, o livro reúne contos bastante variados, alguns interessantes, outros nem tanto. Terminei de ler alguns deles sem saber muito bem o que achei. Vale a pena para quem tem interesse em conhecer mais sobre a literatura equatoriana e/ou gosta de literatura modernista.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Randomicidades do mês: setembro/2016

As randomicidades do mês tardam mas não falham! Em setembro até que li um bom número de livros, principalmente porque vários deles são curtos. Já os filmes foram pouquíssimos, o que vou tentar compensar em outubro. Também terminei dois animes da temporada, o que é uma façanha para mim, que nunca consigo acompanhar direito as coisas na época em que são lançadas.

Livros lidos


O menino que se trancou na geladeira - Fernando Bonassi
Nota: 1

 

A faca sutil - Philip Pullman
Esse é o segundo volume da trilogia Fronteiras do universo. Apesar de ele ser meio que um volume de transição, que não apresenta resposta nenhuma e termina em um baita cliffhanger, acho que é o meu livro preferido da série. Gosto muito da dinâmica entre o Will e a Lyra nesse livro, talvez porque antes a gente só via a Lyra convivendo com figuras de autoridade e agora ela está ao lado de um menino da sua idade que está tão perdido quanto ela. Também adoro o conceito de universos paralelos e a exploração que os personagens fazem entre mundos. Diferente da Bússola de ouro, eu não me lembrava muito bem da história desse livro, então foi quase como ler da primeira vez.
Nota: 4,25


A luneta âmbar - Philip Pullman
Se minha releitura de A faca sutil foi quase como seu estivesse lendo da primeira vez, a releitura desse volume final foi como se eu realmente estivesse lendo pela primeira vez. Eu não lembrava de nada desse livro além de umas cenas aleatórias (quase todas relativas aos mulefas ou aos anjos). E foi bom não lembrar, porque a curiosidade para saber o que ia acontecer me motivou a progredir pelos trechos mais maçantes. Esse volume força um pouco na alegoria e se preocupa em fechar a história e passar as ideias do autor em detrimento de alguns personagens, que têm um desenvolvimento decepcionante. O livro é muito bom, sim, e fico impressionada com o universo que o Pullman construiu, mas ele deixa um gosto meio amargo na boca.
Nota: 3,75


Grimble & Grimble no Natal - Clement Freud
Eu já tinha lido Grimble na coletânea de contos Foras-da-lei barulhentos etc., mas quando vi que a Zahar lançou o livro com ilustrações do Quentin Blake e uma história extra, não resisti. Grimble é um menino normal com pais muito esquecidos que estão sempre viajando. Na primeira história, os pais viajam para o Peru e deixam um monte de bilhetes com orientações para o filho se virar sozinho durante a semana. Na segunda, Grimble faz o possível para lembrar os pais que o Natal está chegando, mas eles são tão atrapalhados que nem notam os esforços do filho. São histórias muito engraçadas e fofas.
Nota: 3,75


O rei do picles - Rebecca Promitzer
Esse livro chamou minha atenção pela capa simpática e pelo título peculiar. Comecei a ler sem saber muito o que esperar e fiquei surpresa com a mistura de elementos de histórias de detetive e de terror. Gostei muito dos personagens e da dinâmica entre eles (adoro livros que misturam personagens que normalmente não seriam amigos), mas boa parte da aventura me cansou. A autora tentou misturar elementos demais e ficou tudo meio solto no final.
Nota: 3


Breve romance de sonho - Arthur Schnitzler
É uma leitura válida para meu desafio Volta ao Mundo em 80 Livros, representando a Áustria. Eu deveria resenhar em um post separado, mas sinceramente, não estou com energia para isso, então vou comentar brevemente aqui. Essa é a novela que inspirou o filme De olhos bem fechados, que ainda não vi. Gostei bastante do clima misterioso, meio onírico, (que me lembrou um pouco O sonho dos heróis do Adolfo Bioy Casares) e da tensão.
Nota: 4


O pintor de letreiros - R. K. Narayan
Nota: 3,75


Quando o imperador era divino - Julie Otsuka
Esse foi o romance de estreia da autora e trata do mesmo tema que O Buda no sótão: a vida dos imigrantes japoneses nos EUA. Focado em uma família nipo-americana e alternando o foco narrativo entre os membros dessa família, o livro se concentra na década de 40, quando os japoneses e descendentes passaram a ser vistos como inimigos da nação e foram enviados a campos de concentração após o bombardeamento de Pearl Harbor. A Otsuka tem um estilo muito delicado e contido que funciona bem ao tratar de assuntos que poderiam se tornar um tanto melodramáticos em outras mãos.
Nota: 4

Quadrinhos


The Wedding Eve - Hozumi
Esse é uma mangá com histórias curtas bastante focadas nas relações familiares, algumas com elementos levemente fantásticos, mas ainda assim bem pé no chão. O traço da autora me agradou muito e as histórias me surpreenderam demais. Provavelmente vou falar mais dele no futuro.
Nota: 4,5


Gen Pés Descalços (vol. 8) - Keiji Nakazawa
Estou chegando na reta final e confesso que estou achando a história menos interessante nesses últimos volumes. Nesse volume, Hiroshima continua a sofrer com as consequências da bomba e da dominação americana, além de temer que o país entre em guerra novamente caso se envolva na Guerra da Coreia.
Nota: 3

Animes


Handa-kun
Esse é um spin-off de Barakamon que mostra a vida de Handa durante o ensino médio. É um anime de comédia e todas as piadas são basicamente uma variação sobre o mesmo tema: Handa se vê como um loser e acha que todos da escola o odeiam, mas na verdade a escola inteira o idolatra, o que gera as mais hilárias confusões. Eu não estava pondo muita fé no anime, mas achei bem divertido. Ele é muito diferente do tom de Barakamon e, com exceção do Handa, do Kawafuji e de uma ou outra referência a acontecimentos futuros, as duas séries não têm muito em comum, mas é uma diversão leve e descontaída.
Nota: 3,5


Orange
Como assisto mais animes do que leio mangás, é muito raro eu assistir a uma adaptação depois de ter lido a obra original (pensando bem, acho que essa é a primeira vez que isso acontece). Foi um pouco estranho assistir tendo a história tão fresca na mente. Tentei evitar comparações, mas nem sempre deu. Tirando os defeitos técnicos, como a animação capengando em vários episódios da metade final, o que mais me incomodou foi a protagonista, Naho, ficou bem mais irritante no anime do que no mangá. Talvez isso aconteça porque no mangá temos mais acesso aos seus pensamentos e acabamos a compreendendo melhor (e nos identificando). A insegurança dela faz mais sentido. No anime ela só fica parecendo burra mesmo. Uma pena, porque a história é boa e o anime consegue transmitir razoavelmente bem a essência da obra original.
Nota: 3,5

Filmes


Kaze no Matasaburou
Que filme gracinha!!! Meio que me lembrou uma mistura de Ghibli com algum desses desenhos fofos da minha infância tipo Babar ou As trigêmeas. A história é super simples: uma menina passa um tempo no interior com o pai e começa a frequentar a escola local. Ela deseja fazer amizade com os colegas, mas alguns desentendimentos iniciais a afastam deles. Porém, aos poucos eles vão se conhecendo e ela passa a apreciar mais a vida no campo. Os colegas dela, com a exceção de um menino, são todos animais fofíssimos, e a interação entre eles é adorável. Se você gosta de desenhos delicados, belos cenários, arte fofa e clima relaxante, esse filme é para você (e só tem 22 minutos!).
Nota: 4


Aquarius
Com todo mundo comentando sobre esse filme, é claro que eu não pude deixar de conferir, até porque gostei muito do filme anterior do diretor, O som ao redor. Meu veredito é: é bom, sim, mas não é tudo isso que estão dizendo. É um filme forte, com momentos marcantes, detalhes curiosos e muitas críticas à nossa sociedade, mas eu esperava um pouquinho mais.
Nota: 3,75

Aquisições

Em setembro eu exagerei nas compras, culpa da Bienal e da minha mania de ficar garimpando nos estandes das distribuidoras. Isso desequilibrou completamente minha meta de não acumular mais de cem livros não lidos, mas tudo bem, né?


Confissões de uma máscara é um que eu queria ler faz tempo, porque gostei do outro livro do autor que li. Ferdydurke é um livro polonês bastante influente; lembro que li um texto sobre ele e fiquei fascinada. Você não deveria estar na escola? é o terceiro dessa série do Lemony Snicket e me lembra que preciso reler Desventuras em Série. O homem dos olhos dançantes é um livro bonitinho e ilustrado e estava tão barato que não resisti. Adoro o Ismail Kadaré, mas faz um bom tempo que não leio nada dele, espero matar as saudades com Vida, jogo e morte de Lul Mazrek.


Esses todos são livros nacionais. O cortejo em abril é um livro curtinho de contos da Zulmira Ribeiro Tavares, autora que li na faculdade e gostei. Tenho vontade de ler A arte de produzir efeito sem causa desde que vi o filme Quando eu era vivo, baseado no livro. Gosto muito da Vanessa Barbara e do Lúcio Cardoso, então decidi me arriscar com esses dois livros.


Essas foram as compras da minha irmã, com exceção do Terry Pratchett, que foi uma compra dividida entre nós duas.


E, finalmente, esses dois livros foram comprados em conjunto em uma promoção na internet. Eu queria o do monstro, minha irmã queria o das estrelas, então lá fomos nós comprar. Essas edições da Darkside são muito lindas. :)

Foi isso! Espero que o post de randomicidades não saia tão atrasado no mês que vem.